Com partida prevista para às 8 horas de sexta-feira, 13, a concentração dos excursionistas será no Bairro Benfica, em Luanda, nas imediações do Supermercado Nosso Super. Durante a estadia na antiga sede da Fazenda Boa-Entrada, os naturais e amigos irão realizar a Assembleia para eleição do Presidente e dos demais órgãos da Associação e participarão de actividades culturais e desportivas.
MEMÓRIA - Em tempos áureos, a Companhia Angolana de Agricultura (CADA) tinha uma área de 14 mil 944 hectares de café. Era conhecida como "A CADA das mil produções". A dinâmica de trabalho que ali se desenvolvia deu à antiga fazenda o papel de pivot no desenvolvimento da economia angolana. As províncias do Kwanza-Norte, Kwanza-Sul, Uíje e Bengo juntas ainda não ultrapassam hoje as cifras de produção cafeícola apresentadas pela CADA nos seus velhos tempos.
A semente da construção da CADA foi lançada em 30 de Junho de 1919, data em que se constituiu a Companhia Fabril e Pastoril de Benguela Velha.
O proprietário, Bernardino Alves Correia, a partir de Porto Amboim foi tirando terras aos nativos para construir a 11 de Novembro de 1920 a Companhia do Amboim, que mais tarde se viria a chamar Companhia Angolana de Agricultura (CADA). Porém, Bernardino Correia, que exportava café para os EUA, Inglaterra e Alemanha, vê-se num repente impossibilitado de vender o café, o que lhe causou graves problemas financeiros.
Em 1927, Bernardo Correia, ante as dificuldades de tesouraria, decide então vender a Companhia Angolana de Agricultura a um grupo de belgas da empresa Alé e à Société Financier de Cachot. Em 1939, início da II Guerra Mundial na Europa, a Bélgica é ocupada militarmente pela Alemanha e toda a actividade política, administrativa, económica e financeira fica paralisada, o que afecta as propriedades dos belgas na CADA.
Os novos proprietários passaram a controlar e a construir a Boa Entrada/CADA, expandindo a produção do café e suas actividades.
Estes proprietários decidem, cinco anos depois, isto é, em 1944, vender a propriedade, altura em que se conclui a ponte das cachoeiras.
O governo português faz uma publicação para a venda da empresa, comprada pelo Banco Espírito Santo e pela editora Guedes de Portugal.
A partir de 1949 tornam-se donos de toda a extensão agrícola da CADA e a produção de café em 1950 aumenta para cerca de sete mil e quinhentas toneladas.
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3 comentários:
Também nasci na Boa-Entrada, em 1954 e lá vivi mais ao menos de forma ininterrupta até aos 17 anos.Sou a Paula Filha da Assunção Peixoto e Francisco Xavier Bessa Peixoto.A minha mãe deu aulas no colégio S.João de Brito e o meu pai trabalhava no escritório. Gostei de ver as fotos. Reconheci a Rosa Leitão, o marido e creio que o Caramelo e como não podia deixar de ser identifiquei o local da foto. em frente à igreja.
O que preciso fazer para me inscrever na Associação? Apesar de viver longe, em Portugal, gostaria nuito de integrar a Associação.
Outra coisa!Adorei o artigo quanto às origens da CADA.
Um abraço a todos
Paula Bessa
gostei, bastante lindo. tambem sou da CADA, chamo-me Abraao do Nascimento, resido actualmente no Sumbe - K.sul. gostaria aderir a esta associacao. obrigsdo
Olá a todos os CADAENSES.
Nasci na Boa Entrada, a 17 de Dezembro de 1954 e também estudei no colégio S. João de Brito, em regime de interno, pois o meu pai era feitor agrígula nas roças da CADA e era concedido esse direito. Fiz lá a 4ª Classe. Entretanto fui para a Gabela, depois para Novo Redondo, Vila Nova do Seles e finalmente retornei à Gabela para fazer o 6º e 7º Ano, que só pude completar em Coimbra, Portugal, pelas razões já subejamente conhecidas. Neste último período estive a morar no Cassange.
Tenho muitas saudades desses tempos. Espero, um dia poder juntar-me a essa Associação e ser um elemento activo na reconstrução dessa bela Fazenda.
Um grande abraço e e votos de sucesso nas próximas digressões à CADA.
António Dionísio
abatistadion@gmail.com
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