Cavaco Silva desembarcou ontem em Luanda. A cidade acordou calma na expectativa do encontro da lusofonia. Os espinhos da descontinuidade são polifonias de uma realidade que se procuram ajustar e harmonizar.
Edifícios e guindastes cobrem a linha do horizonte. Cidade está agitada no esforço de reconstrução. É o recuperar do tempo perdido em conflito entre irmãos desavindos. A casa está em obras e lentamente regressa à normalidade.
Cavaco Silva e Durão Barroso! Eram mais jovens! Vejo-os nos idos anos 80 a chegarem e a partirem com a esperança para o fim da guerra entre a Unita e o Governo. Na ângutia das esperas, confundiram-se com a própria esperança. E a confiança no mediador foi expressa a 31 de Maio de 1991 em Portugal com a rubrica do Acordo de Bicesse.
Cavaco é amigo de Angola! Cavaco MEDI-A-DOR!
Augusto Alfredo, angolano nascido no município do Amboim, província do Kwanza Sul, é graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil.
domingo, 18 de julho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
Adeus ao Danquá no último Comboio de Caxias!

Nos dias de aulas eu, Chume, Danquá e Serafina desembarcávamos em Alcântara e subíamos a Calçada das Necessidades. Sonhávamos e tecíamos o rumo futuro das nossas carreiras e países. Ao subir o morro, da minha Angola a visão sempre assente no consenso de que é preciso trabalhar cada vez mais afincadamente para aprofundar a reconciliação e a democracia, a paz e a construção de infraestruturas. Incentivar o exercício livre da opinião como factor geoestratégico. A ruptura com o ciclo de unanimidades e conformismos como fórmulas do determinismo do destino de nações africanas pobres e sem um futuro. - Temos de andar rápidos por razões de sobrevivência! Uns diziam sim e outros diziam não. Era preciso a aprender a estar de acordo, como nos ensinou Brechet.
Ao chegar ao Instituto, juntávamo-nos aos demais colegas do Curso. Cada um tinha o seu país, mas o sonho era comum: aproveitar o conhecimento disponibilizado pelo Instituto de Defesa Nacional de Lisboa para ajudar a concretização do sonho de felicidade de milhares de compatriotas.
O triste é saber que morreu, na Quinta-feira passada, em São Tomé e Príncipe o amigo e colega Fernando Danquá. Deixou pela metade o seu sonho! É um momento de muita dor e consternação. Calou-se o nosso sorriso, emudeceram as nossas conversas, uma cratera de dor se abriu no caminho.
Sua voz se sobrepõe ao ruído da velocidade do comboio de Caxias sobre os carris e as calemas entoarão sua sinfonia de enleio feito trilha sonora das nossas esperanças.
Acabou o Verão.O inverno permanecerá em nossas almas e as lágrimas expressarão a dor, o inconformismo e a impotência! É penoso perceber que parte de nós se foi com a morte do amigo Danquá, mas permanecerá insepulto o nosso sonho e as nossas boas lembranças!
Que Deus o tenha!
LEGENDA DA IMAGEM: Foto de Fernando Danquá, auditor do IDN e ex-ministro da Defesa de São Tomé e Príncipe, tirada na Ilha dos Açores em Abril de 2010 durante a deslocação do CDN10.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
NOSSO BEM, NOSSO MAR!
A vida, na sincronia com a história e a cultura, é feita de eventos carregados de simbolismo, que se tornam correias de uma cadeia de transmissão que interlaçam o passado, presente e o devir de gerações inteiras.
Os mitos se reactualizam e permanecem prenhes de sentido modelando atitudes e comportamentos de indivíduos e sociedades, graças ao papel semiótico dos rituais na sua revalorização e actualização diante de metamorfoses e desafios. Sem estes, aqueles se desvaneciam no percurso sinuoso do tempo e apagar-se-iam da memória das geraçãos depositárias que, assim não poderão transmitir os conhecimentos acumulados aos seus sucessores.
Através de cerimónias, danças, celebrações, orações, sacrifícios, os mitos perpassam as relações interpessoais, familiares e institucionais.
O 10 de Julho se inscreve na memória colectiva como a data da criação da Marinha de Guerra Angolana, enquanto Ramo das Forças Armadas. Foi o dia em que um punhado de jovens imberbes concluiu o primeiro curso de formação que os habilitou a integrar as primeiras tripulações dos Navios de patrulha herdados da Armada Portuguesa.
Eram parcos os conhecimentos científicos sobre a Arte Naval. Eram quase impíricos os gestos no manuseamento dos equipamento de bordo.
Na lição do provérbio segundo o qual o seguro morreu de velho, no mar a navegação era quase sempre costeira. Sem sonda acústica operacional, incaucos encalhariam em dunas e rochas submersas que povoam o mar misterioso.
Mas foram tempos de muita euforia e entrega, marcados por um contexto revolucionário que mobilizava e animava a sociadade para a defesa armada da pátria.
Mais tarde com quadros bem treinados, a Marinha foi equipada com as lanchas torpedeiras, lanchas de desemparque e as porta-mísseis.
Todos se entregavam de corpo e alma para um projecto comum, o de patrulhar as águas nacionais contra a infiltração do inimigo, a pirataria, a pesca, o narcotráfico, o tráfico de seres humanos, o contrabando e a imigração ilegal. Era preciso garantir a segurança da navegabilidade e o exercíco da actividade económica e a soberania do Estado angolano no mar e rios. Não se olhava ameios. Não se olhava a sacrifícios, não se mediam os esforços no remar a barca. Até se esqueciam o esticar das horas e a dor da fadigae da distância.
O amor amaina qualquer tempestade! O amor por Angola. O Amor pela Pátria. O amor pelo povo. O Amor à Marinha!
E no remoinho do percurso da memória centenas de marinheiros deixaram as suas marcas no projecto que cresceu ao sabor das estações. A todos eles, a nossa sentida homengem e gratidão por terem feito parte desse desafio e deixado com sacrifício a sua pedra no grande edifício. Trinta e quatro anos depois, eis-nos aqui, reunidos numa enorme família de mãos dadas para o engrandecimento do projecto iniciados a 10 de Julho de 1976.
E nas tensões das cordas que nos amarram ao cais do projecto de uma Marinha forte, gritemos em uníssono:
Viva o 10 de Julho!
Com mais trabalho, disciplina e amor, reedifiquemos a Marinha de Guerra Angolana!
Os mitos se reactualizam e permanecem prenhes de sentido modelando atitudes e comportamentos de indivíduos e sociedades, graças ao papel semiótico dos rituais na sua revalorização e actualização diante de metamorfoses e desafios. Sem estes, aqueles se desvaneciam no percurso sinuoso do tempo e apagar-se-iam da memória das geraçãos depositárias que, assim não poderão transmitir os conhecimentos acumulados aos seus sucessores.
Através de cerimónias, danças, celebrações, orações, sacrifícios, os mitos perpassam as relações interpessoais, familiares e institucionais.
O 10 de Julho se inscreve na memória colectiva como a data da criação da Marinha de Guerra Angolana, enquanto Ramo das Forças Armadas. Foi o dia em que um punhado de jovens imberbes concluiu o primeiro curso de formação que os habilitou a integrar as primeiras tripulações dos Navios de patrulha herdados da Armada Portuguesa.
Eram parcos os conhecimentos científicos sobre a Arte Naval. Eram quase impíricos os gestos no manuseamento dos equipamento de bordo.
Na lição do provérbio segundo o qual o seguro morreu de velho, no mar a navegação era quase sempre costeira. Sem sonda acústica operacional, incaucos encalhariam em dunas e rochas submersas que povoam o mar misterioso.
Mas foram tempos de muita euforia e entrega, marcados por um contexto revolucionário que mobilizava e animava a sociadade para a defesa armada da pátria.
Mais tarde com quadros bem treinados, a Marinha foi equipada com as lanchas torpedeiras, lanchas de desemparque e as porta-mísseis.
Todos se entregavam de corpo e alma para um projecto comum, o de patrulhar as águas nacionais contra a infiltração do inimigo, a pirataria, a pesca, o narcotráfico, o tráfico de seres humanos, o contrabando e a imigração ilegal. Era preciso garantir a segurança da navegabilidade e o exercíco da actividade económica e a soberania do Estado angolano no mar e rios. Não se olhava ameios. Não se olhava a sacrifícios, não se mediam os esforços no remar a barca. Até se esqueciam o esticar das horas e a dor da fadigae da distância.
O amor amaina qualquer tempestade! O amor por Angola. O Amor pela Pátria. O amor pelo povo. O Amor à Marinha!
E no remoinho do percurso da memória centenas de marinheiros deixaram as suas marcas no projecto que cresceu ao sabor das estações. A todos eles, a nossa sentida homengem e gratidão por terem feito parte desse desafio e deixado com sacrifício a sua pedra no grande edifício. Trinta e quatro anos depois, eis-nos aqui, reunidos numa enorme família de mãos dadas para o engrandecimento do projecto iniciados a 10 de Julho de 1976.
E nas tensões das cordas que nos amarram ao cais do projecto de uma Marinha forte, gritemos em uníssono:
Viva o 10 de Julho!
Com mais trabalho, disciplina e amor, reedifiquemos a Marinha de Guerra Angolana!
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Cristóvão deixa um rasto de boas lembranças
Ano 2000! O ponteiro das horas, no seu rodopio estonteante, completava as exaustivas 24 voltas do dia, mas os jornalistas, empenhados em dar à estampa a primeira versão do novo projecto do jornal, não relevam o cansaço do esticar da jornada de trabalho. Queriam experimentar a agradável emoção de ver as páginas fresquinhas a circular logo de manhãzinha empurrados pelo pregão de jovens e dinâmicos ardinas luandenses.
A conversa animada salpicada por um humor fino versando sobre as mais variadas questões do quotidiano eram o remédio para descontrair e recarregar os ânimos. Ou descontrair os músculos faciais com suculentas gargalhadas! Não havia censura nem auto censura. E a melodia suavizava as tensões e amainava a alma para o resto do troço sinuoso do fecho, num momento em que o mês atingia o dia 45.
- Se não pagaram hoje, pagam amanhã, se amanhã não pagarem, a única certeza é que irão pagar.
José Cristóvão tinha sempre certezas e humor diante de dificuldades e de incertezas. Até sabia de todos os resultados dos nossos Palancas: A nossa Selecção se não ganhar empata, se não empatar, perde.
Aceitava todos os desafios e enfrentava-os com coragem e valentia. Era um verdadeiro combatente temperado nas fileiras das Forças Armadas de Libertação de Angola.
Na sua humildade indisfarçável, desfiava amor ao jornalismo e amizade e lealdade para com os seus camaradas, a quem aptou chamar por “Granda Vingarista”. Brincava, sorria e circulava em todas a editorias. Seus desabafos eram feitos com sinceridade e apego aos superiores interesses da classe e da Nação. Zeloso, desconhecia espaços proibidos, intrigas, inimigos ou grupinhos. O seu único estandarte era o do Jornal de Angola. Era daqueles que arregaçavam as mangas todos os dias para pensarem o jornal e fazerem funcionar a rotativa. Dialogava, negociava, conciliava, perdoava e reconciliava e consolova.
Atencioso para os jovens jornalistas a quem prestava ajuda ao engatinhar nos leads do jornalismo, sua voz inundava a redacção ao relembrar os grandes nomes da música urbana de Angola: David Zé, Artur Adriano, Urbano de Castro e ultimamente a nova versão da música de Prado Paim “Zezé gui bekelé monami…”.
Com a sua morte, se calou a voz das nossas canções comuns que serviram de trilha sonora no compasso da marcha de todos os dias.
E tudo acabou! Ontem, José Cristóvão foi a enterrar no Cemitério da Santana. Directores, jornalistas, fotógrafos, paginadores, amigos e funcionários do Jornal marcaram presença. O inconformismo e a resignação se revejam num cenário onde o olhar perdido sobre o horizonte coberto de sepulcros, se acha prenhe do vazio difícil de preencher.
A nova campa recebe rosas, dálias, lírios e malmequeres. E ao refazer o caminho do regresso, deixando para trás o corpo inanimado do companheiro e amigo com quem se partilhou momentos agradáveis na Redacção, cada um experimenta um ambiente ainda mais pesaroso.
Enquanto uns partem para a casa do falecido, outros persistem incrédulos e ficam na entrada do cemitério a ruminar agradáveis lembranças. Talvez aguardam em vão pelo regresso do Cristovão-Camarada. Entre os protagonistas destaque para Kizunda, António Paulo, Honorato, Cruz, Tchitata, Cavumbo, Teixeira, Meireles. Salvador, Luisa, Cassoma… E no rescaldo do percurso profissional de José Cristóvão, o reiterar do reconhecimento das suas qualidade humanas e profissionais: Granda Homem!
No dia em que o editor José Cristóvão foi a enterrar eis que um outro infortúnio bate novamente a porta do Jornal: morre o fotógrafo Pedro Salvador. Mais dor, mais lágrimas, mais lembranças! E perto das 13 horas, ocorre a dispersão do grupo. Um longo suspiro antecede a partida. A vida nos reserva muitas surpresas! E a imagem de Cristóvão e a de Salvador ficam congeladas na memória como películas delicadas de um evento inesquecível.
Adeus camaradas! E obrigado pela vossa amizade e generosidade!
LEGENDA DA IMAGEM:
José Cristovão (3º a contar da direita para a esquerda), no município do Wako Kungo, Kwanza Sul, acompanhado pelo brasileiro Raimundo Lima, Augusto Alfredo, um câmara da TPA e quadros de nacionalidade israelita que trabalham no Projecto Aldeia Nova. À foto é do jornalista Cândido Bessa.
terça-feira, 25 de maio de 2010
DESAFIO AFRICANO
Hoje é dia 25 de Maio de 2010. É feriado alusivo ao 47º aniversário da criação da Organização de Unidade Africana no âmbito da luta contra a colonização. A bandeira das independências flutua em hastes de quase todos os países africanos, exceptuando o território do Saara, ocupado por Marrocos.
Depois da Expansão europeia, que levou a penetração e à ocupação do continente e a exploração das suas riquezas (materiais e humanas) por parte das potências industriais, hoje a África volta a estar na moda! A história não se repete, mas incrivelmente a presença estrangeira é motivada pelas mesmas razões: matérias-primas!
Ao celebrarmos o 47º aniversário, a elite académica, política, militar, empresarial e os cidadãos de uma maneira geral devemos reflictamos em conjunto para buscar o caminho, não só do crescimento económico com a ambição de melhorar os índices dos números mas que estes se convertam em desenvolvimento sustentável e melhorem as condições sociais de milhares de africanos que vivem na indigência e sem esperança no amanhã.
Não bastam as intenções dos discursos ou dos programas eleitorais é preciso que as nossas acções tenham reflexo positivo na vida de cada africano. Para o efeito, descansemos os 7 sapatos sujos antes de passarmos na soleira da modernidade africana como nos sugere Mia Couto. Não culpemos sempre os outros dos nossos problemas!
Aliás, segundo Agostinho Neto, A África parece um corpo inerte onde cada abutre vem debicar o seu pedaço!
Unamo-nos e lutemos para o desenvolvimento e a dignificação do africano.
Quem sabe faz, não espera acontecer
Estamos juntos
Depois da Expansão europeia, que levou a penetração e à ocupação do continente e a exploração das suas riquezas (materiais e humanas) por parte das potências industriais, hoje a África volta a estar na moda! A história não se repete, mas incrivelmente a presença estrangeira é motivada pelas mesmas razões: matérias-primas!
Ao celebrarmos o 47º aniversário, a elite académica, política, militar, empresarial e os cidadãos de uma maneira geral devemos reflictamos em conjunto para buscar o caminho, não só do crescimento económico com a ambição de melhorar os índices dos números mas que estes se convertam em desenvolvimento sustentável e melhorem as condições sociais de milhares de africanos que vivem na indigência e sem esperança no amanhã.
Não bastam as intenções dos discursos ou dos programas eleitorais é preciso que as nossas acções tenham reflexo positivo na vida de cada africano. Para o efeito, descansemos os 7 sapatos sujos antes de passarmos na soleira da modernidade africana como nos sugere Mia Couto. Não culpemos sempre os outros dos nossos problemas!
Aliás, segundo Agostinho Neto, A África parece um corpo inerte onde cada abutre vem debicar o seu pedaço!
Unamo-nos e lutemos para o desenvolvimento e a dignificação do africano.
Quem sabe faz, não espera acontecer
Estamos juntos
DESAFIO AFRICANO
Hoje é dia 25 de Maio de 2010. É feriado alusivo ao 47º aniversário da criação da Organização de Unidade Africana no âmbito da luta contra a colonização. A bandeira das independências flutua em hastes de quase todos os países africanos, exceptuando o território do Saara, ocupado por Marrocos.
Depois da Expansão europeia, que levou a penetração e à ocupação do continente e a exploração das suas riquezas (materiais e humanas) por parte das potências industriais, hoje a África volta a estar na moda! A história não se repete, mas incrivelmente a presença estrangeira é motivada pelas mesmas razões: matérias-primas!
Ao celebrarmos o 47º aniversário, a elite académica, política, militar, empresarial e os cidadãos de uma maneira geral devemos reflictamos em conjunto para buscar o caminho, não só do crescimento económico com a ambição de melhorar os índices dos números mas que estes se convertam em desenvolvimento sustentável e melhorem as condições sociais de milhares de africanos que vivem na indigência e sem esperança no amanhã.
Não bastam as intenções dos discursos ou dos programas eleitorais é preciso que as nossas acções tenham reflexo positivo na vida de cada africano. Para o efeito, descansemos os 7 sapatos sujos antes de passarmos na soleira da modernidade africana como nos sugere Mia Couto. Não culpemos sempre os outros dos nossos problemas!
Quem sabe faz, não espera acontecer
Estamos juntos
Depois da Expansão europeia, que levou a penetração e à ocupação do continente e a exploração das suas riquezas (materiais e humanas) por parte das potências industriais, hoje a África volta a estar na moda! A história não se repete, mas incrivelmente a presença estrangeira é motivada pelas mesmas razões: matérias-primas!
Ao celebrarmos o 47º aniversário, a elite académica, política, militar, empresarial e os cidadãos de uma maneira geral devemos reflictamos em conjunto para buscar o caminho, não só do crescimento económico com a ambição de melhorar os índices dos números mas que estes se convertam em desenvolvimento sustentável e melhorem as condições sociais de milhares de africanos que vivem na indigência e sem esperança no amanhã.
Não bastam as intenções dos discursos ou dos programas eleitorais é preciso que as nossas acções tenham reflexo positivo na vida de cada africano. Para o efeito, descansemos os 7 sapatos sujos antes de passarmos na soleira da modernidade africana como nos sugere Mia Couto. Não culpemos sempre os outros dos nossos problemas!
Quem sabe faz, não espera acontecer
Estamos juntos
sexta-feira, 21 de maio de 2010
ANGOLANO LANÇA NO PORTO AVENTURA DE ESTUDANTE NO ESTRANGEIRO
O livro “Aventura de Estudante Angolano no Estrangeiro” do jornalista Augusto Alfredo foi apresentado na cidade do Porto, Portugal, numa edição da Corpos Editora.
A obra, escrita em forma de diário, retrata, em 250 páginas, a vida de dois estudantes que partem do país na expectativa de formar-se no estrangeiro, onde se confrontam com várias dificuldades, desde a adaptação cultural, a falta de notícias do país, na altura em guerra, bem como a saudade.
No acto de apresentação da obra a professora universitária e auditora do Instituto de Defesa Nacional do Porto Dárida Fernandes, sublinhou que quando se escreve um livro, com a intensidade deste, vivido em terras longínquas, da sua terra natal, algo de muito profundo pretende o autor despoletar e fazer permanecer no leitor. “Nesta aventura de estudante emergem histórias poema prenhes de ternura que são vividas pela saudade onde se instalam e que depois de as lermos, sentimos uma parte da felicidade que o autor semeia (…) Estas histórias são retalhos da vida e provocam em nós reflexões, plasmadas de forma significativa no sub consciente e com o sal necessário para saborear e construir pontes entre as gentes, entre os povos, numa roda sem fim”.
Os dois personagens principais Wandalika e Cativa, ao longo do enredo, vão desfiando o rosário dos seus conflitos e dramas em diálogos descontraídos onde estão em pauta os mais variados assuntos desde os corriqueiros do quotidiano, até aos desafios que perpassam o presente e futuro de Angola e do continente africano.
Para professora da Universidade Federal de Juiz de Fora – Brasil, Márcia Cristina Falabella que redigiu o prefácio, o livro de Augusto Alfredo, constitui “crónicas de uma viagem que trazem à superfície a outra face de uma história – dos combates internos à luta pela sobrevivência num território desconhecido.
Augusto Alfredo é jornalista graduado em Comunicação Social pela UFJF - Minas Gerais, Brasil, e autor do ensaio “Inquietações do Jornalismo” e do Livro-reportagem “Memórias Precoces - Luanda-Gabela, uma viagem de 30 anos”. O autor já foi editor de Economia do Jornal de Angola e professor de Teoria da Comunicação e Géneros jornalísticos no Curso de Comunicação Social da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto.
A obra, escrita em forma de diário, retrata, em 250 páginas, a vida de dois estudantes que partem do país na expectativa de formar-se no estrangeiro, onde se confrontam com várias dificuldades, desde a adaptação cultural, a falta de notícias do país, na altura em guerra, bem como a saudade.
No acto de apresentação da obra a professora universitária e auditora do Instituto de Defesa Nacional do Porto Dárida Fernandes, sublinhou que quando se escreve um livro, com a intensidade deste, vivido em terras longínquas, da sua terra natal, algo de muito profundo pretende o autor despoletar e fazer permanecer no leitor. “Nesta aventura de estudante emergem histórias poema prenhes de ternura que são vividas pela saudade onde se instalam e que depois de as lermos, sentimos uma parte da felicidade que o autor semeia (…) Estas histórias são retalhos da vida e provocam em nós reflexões, plasmadas de forma significativa no sub consciente e com o sal necessário para saborear e construir pontes entre as gentes, entre os povos, numa roda sem fim”.
Os dois personagens principais Wandalika e Cativa, ao longo do enredo, vão desfiando o rosário dos seus conflitos e dramas em diálogos descontraídos onde estão em pauta os mais variados assuntos desde os corriqueiros do quotidiano, até aos desafios que perpassam o presente e futuro de Angola e do continente africano.
Para professora da Universidade Federal de Juiz de Fora – Brasil, Márcia Cristina Falabella que redigiu o prefácio, o livro de Augusto Alfredo, constitui “crónicas de uma viagem que trazem à superfície a outra face de uma história – dos combates internos à luta pela sobrevivência num território desconhecido.
Augusto Alfredo é jornalista graduado em Comunicação Social pela UFJF - Minas Gerais, Brasil, e autor do ensaio “Inquietações do Jornalismo” e do Livro-reportagem “Memórias Precoces - Luanda-Gabela, uma viagem de 30 anos”. O autor já foi editor de Economia do Jornal de Angola e professor de Teoria da Comunicação e Géneros jornalísticos no Curso de Comunicação Social da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto.
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