<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032</id><updated>2012-01-19T02:50:57.040-08:00</updated><category term='Kizaca'/><category term='Memórias'/><category term='Telenovela'/><category term='Bolseiro'/><category term='Saudade'/><category term='Dedo do voto'/><title type='text'>MAZUNGUE, o rio gabelense que corre entre pedras, troncos e espumas</title><subtitle type='html'>Augusto Alfredo, angolano nascido no município do Amboim, província do Kwanza Sul, é graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz  de Fora, Minas Gerais, Brasil.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>85</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-8561497570629611793</id><published>2011-12-21T03:19:00.000-08:00</published><updated>2011-12-21T03:19:54.837-08:00</updated><title type='text'>ADEUS CESÁRIA!</title><content type='html'>Era 8 de Maio de 2010! Chovia e fazia frio, os resquícios do Inverno ainda molhavam a Primavera, mas avancei convicto. As aulas já estão no fim, …nem sei quando terei a oportunidade de vê-los juntos em palco outra vez. Nunca sabemos o que nos espera ao dobrar a esquina. Pensei na idade dos dois e finalmente na minha. E abri os braços em sinal de resignação.&lt;br /&gt;Desembarquei no Rossio e encaminhei-me para o Coliseu. Os ingressos já haviam esgotado. Procurei aflito entre a multidão. Exausto, quedei-me diante de um dos guichés, de onde saia uma conversa animada de moças apaixonadas. &lt;br /&gt;As horas corriam apressadas para o início e eu entrava em sofrimento, quando alguém apareceu oferecendo-me um bilhete. Comprei três, mas o meu filho desistiu no último momento, disse enquanto recebia o dinheiro. &lt;br /&gt;Agradeci a Deus e a senhora e entrei na sala cheia e iluminada por lâmpadas multicolores. &lt;br /&gt;Segui tenso os acordes do violão, a aflição do saxofone, a ginga do cavaquinho, as traquinices da bateria, a bondade do Piano e o choro do violino acompanhando a voz sublime de Cesária Évora. “Amor di Mundo” “Beijo de longe”, Regresso”, “Angola”!&lt;br /&gt;Hora di Bai! Suspiro e viajo até São Vicente e de lá regresso ébrio da morna dos “Flagelados do Vento Leste”. Sodade!&lt;br /&gt;Cesária e Bonga dividem o palco e cantam juntos. Bonga no seu jeito Muangolê quão galo conquistador cortejava a Diva dos pés descalços. A sala entra em delírio. Depois ela termina a sua apresentação e acena para a multidão deixando Bonga cumprir a sua empreitada. “Caroço quente”! “Kambonborinho”!..”, “Mariquinha, vem comigo pra Angola”. &lt;br /&gt;Era zero hora, quando o espectáculo terminou. E saí feliz por ter assistido pela primeira vez Bonga e Cesária juntos. Onde a força não chega a cultura supera!&lt;br /&gt;E dia seguinte, o susto: a cantora Cesária Évora foi internada e operada do coração em Paris. Fico triste, mas torço numa enorme corrente de fãs para a sua rápida recuperação!&lt;br /&gt;Guardo com carinho o seu aceno! Espero e torço para que ela volte tão logo aos palcos e alegre os amantes da sua música!...&lt;br /&gt;Quando dia 8 de Dezembro de 2011, cruzei com “Bonga” na sala de embarque do Aeroporto de Lisboa, com sua mala e seu último Cambwá que vira lixo no entulho, “De Mãos a abanar”, lembrei-me daquela noite e da alegria dos espectadores. &lt;br /&gt;PENA! Sábado, 17 de Dezembro de 2011, a notícia sobre a morte da “Diva dos Pés Descalços” deixa milhares de fãs entristecidos. Lágrimas mornas salgam as lembranças como o mar sobre as areias. Uma estrela se desprendeu da árvore de NATAL, deixando um vácuo de tristeza. &lt;br /&gt;Mas a sua canção segue nossas vidas empobrecidas com a partida, ai…! “Vida Tem Um Só Vida…/Sô na madrugada di um note sem fim/ …Cu nha razâo magoado sem gosto/Na nha alma um vazio/Dum tristeza profundo/'M conchê um verdade dess mundo: C'ma vida tem um sô vida”… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ADEUS CESÁRIA, DESCANSE EM PAZ!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-8561497570629611793?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/8561497570629611793/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=8561497570629611793' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/8561497570629611793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/8561497570629611793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2011/12/adeus-cesaria.html' title='ADEUS CESÁRIA!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-7950793335627786569</id><published>2011-12-21T03:18:00.000-08:00</published><updated>2011-12-21T03:18:28.534-08:00</updated><title type='text'>MAZUNGUE, o rio gabelense que corre entre pedras, troncos e espumas: Pré-visualizar "ADEUS CESÁRIA!"</title><content type='html'>&lt;a href="http://augustoalfredo.blogspot.com/b/post-preview?token=3h0NYjQBAAA.1xBQIrnEdi1ecgWxdkSAdg.7utGlm6z7tZR2_HS47FMMw&amp;amp;postId=8561497570629611793&amp;amp;type=POST"&gt;MAZUNGUE, o rio gabelense que corre entre pedras, troncos e espumas: Pré-visualizar &amp;quot;ADEUS CESÁRIA!&amp;quot;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-7950793335627786569?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/b/post-preview?token=3h0NYjQBAAA.1xBQIrnEdi1ecgWxdkSAdg.7utGlm6z7tZR2_HS47FMMw&amp;postId=8561497570629611793&amp;type=POST' title='MAZUNGUE, o rio gabelense que corre entre pedras, troncos e espumas: Pré-visualizar &quot;ADEUS CESÁRIA!&quot;'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/7950793335627786569/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=7950793335627786569' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/7950793335627786569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/7950793335627786569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2011/12/mazungue-o-rio-gabelense-que-corre.html' title='MAZUNGUE, o rio gabelense que corre entre pedras, troncos e espumas: Pré-visualizar &quot;ADEUS CESÁRIA!&quot;'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-3598584203895164915</id><published>2011-07-12T06:44:00.000-07:00</published><updated>2011-07-12T06:44:32.423-07:00</updated><title type='text'>Julho Marinheiro!</title><content type='html'>Uns retocavam com esmero a pintura, outros com o simples olhar fiscalizavam a fixação correcta dos dísticos e flámulas e a rectidão das linhas brancas no asfalto carcomido por 35 cacimbos. Nas paredas ontem azuis, o cinzento recoloca a norma harmonizando no contraste as cores e os anseios num jogo de cedências, condescências e cumplicidades.&lt;br /&gt;No dia D, a Base Naval de Luanda estava engalanada! O frio primaveril fez desabrochar de mansinho as pétalas enfronhadas pelo orválio e fez soltar o polém da alegria!&lt;br /&gt;A tropa perfilada numa postura mais que ensaiada, o passo firme e os gestos uniformes. E a animação dos convidados. A farda nova dos anos oitenta faz renascer na memória os anos áureos da Marinha de Guerra Popular de Angola. Talvez seja o reanimar de sonhos e desejos desfanecidos pelos anos de quase hibernação.&lt;br /&gt;O primeiro comandante da Marinha Angolana Avelino Soares esteve lá com sua rosa na lapela e um olhar saudoso debruçado sobre o cais onde estivera o navio Escorpião no dia 10 de Julho de 1976.&lt;br /&gt;O futuro promissor, na consciência e nas mãos entrelaçadas de novos e velhos marinheiros sobre remo e o leme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MGA 35 ANOS, DEFENDAMOS O NOSSO MAR, PARTE INTEGRANTE DA NOSSA SOBERANIA!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-3598584203895164915?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/3598584203895164915/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=3598584203895164915' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/3598584203895164915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/3598584203895164915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2011/07/julho-marinheiro.html' title='Julho Marinheiro!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-7618678748007082140</id><published>2011-05-17T01:27:00.000-07:00</published><updated>2011-12-21T04:43:12.597-08:00</updated><title type='text'>INFORMAÇÃO AOS NATURAIS E AMIGOS DA BOA ENTRADA</title><content type='html'>Prezados amigos e companheiros!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para obter informações sobre as inscrições, funcionamento e Estatuto da Associação dos Naturais e Amigos da Boa-Entrada, os interessados devem ligar para o nº 00244-923-403294 ou escrever para o email: augustoalfredo@hotmail.com.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se esqueçam que a Excursão para o Amboim está prevista para Agosto próximo.&lt;br /&gt;Abração&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-7618678748007082140?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/7618678748007082140/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=7618678748007082140' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/7618678748007082140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/7618678748007082140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2011/05/informacao-aos-anaturais-e-amigos-da.html' title='INFORMAÇÃO AOS NATURAIS E AMIGOS DA BOA ENTRADA'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-949052903616119982</id><published>2011-03-14T11:30:00.000-07:00</published><updated>2011-03-14T11:30:51.170-07:00</updated><title type='text'>Cadê os Gambozinos?</title><content type='html'>Portanto, não há ilhas num mundo de interdependências crescentes! Não há qualquer descontinuidade possível entre nós. Multilateralismo! &lt;br /&gt;No intervalo, vejo a ansiedade com que eles se convocam para a baforada urgente na varanda do edifício. Resignados procuram seu cantinho, pois é proibido partilhar nicotina com os não-fumadores! &lt;br /&gt;Os rolos do fumo se perdem no ar como os sonhos! Vagamente, depois de cada baforada, vão conversando descontraídos sobre a vida, sobre as coisas… Dividem o olhar gaseado entre o relógio e o tamanho do cigarro. E aguça-se o prazer ao ver a cinza a aproximar-se dos dedos eriçados. Mas poupa-se, redobra-se o desejo, aprofunda-se o paladar! Quer-se prolongar o cigarro, mas em vão! É o prelúdio do fim! Depois a beata é afogada no cinzeiro! Soçobra! E regressam extasiados! &lt;br /&gt;Durante as conferências gracejam feito adolescentes e há quem faça aviões de papel, quando a aula resvala na monotonia dos conceitos e na frieza do chumbo dos paradigmas! NATO, Geopolítica, geoestratégia…BRIC. CPLP, só Soft Power! Não há Cruz, nem Aquino por perto!&lt;br /&gt;Na viagem, o cenário contagia! Hortênsios ornamentam o caminho enquanto o verde cobre as colinas onde vacas pastam calmamente! Da cratera do vulcão adormecido, brota um carpelo de esperança para fecundar a vida de açorianos.&lt;br /&gt; A noite húmida, disfarçada pela luz do prolongamento dos dias de primavera, anima-se ao sabor de fermentos da amizade! &lt;br /&gt;«Os meninos à volta da fogueira&lt;br /&gt;Vão aprender coisas de sonho e de verdade&lt;br /&gt;Vão aprender como se ganha uma bandeira&lt;br /&gt;Vão saber o que custou a liberdade».&lt;br /&gt;O meu amigo madeirense cantarola a música “Os Meninos de Huambo”, letra de Manuel Rui e música de Rui Mingas.&lt;br /&gt;Tropeça na memória, mas prossegue irreverente: &lt;br /&gt;  «Com fios feitos de lágrimas passadas&lt;br /&gt;Os meninos de Huambo fazem alegria&lt;br /&gt;Constroem sonhos com os mais velhos de mãos dadas&lt;br /&gt;E no céu descobrem estrelas de magia».&lt;br /&gt;As meninas da mesa respondem também com suas canções da infância. E todos juntos querem voltar a ser meninos!&lt;br /&gt;Querem voltar a caçar Gambozinos. &lt;br /&gt;- O que são gambozinos? &lt;br /&gt;- São bichos pretos e peludos. Tens de levar um saco, uma lanterna para poder apanhá-los. &lt;br /&gt;E a rapaziada gargalha animada. A ignorância insinua na mente de um, os muitos bichos obscenos que inundam a noite. Mas sou homem adulto, feito para durar, vou gerindo e ingerindo o cardápio.&lt;br /&gt;Na onda, alguém queixa-se de dores no peito. Contorce-se, ergue-se mas não desiste. Procura o maço de cigarros e convoca a sua turma para a baforada colectiva. &lt;br /&gt;O Hermínio, não o Maio, mas o Matos; Hermínio, não o Engenheiro de Benguela e o Comandante do Regimento 13, mas o Comando, o seu nome condiz com o personagem! Mesmo com-dor, não arreda pé! Ainda bem, pois a equipa estaria desfalcada. Seria uma ausência de mais de 100 quilogramas no equilíbrio do grupo CDN-10!&lt;br /&gt;E a apanha de gambozinos marcará sempre o ritual de passagem da adolescência para a juventude! Essa juventude que desejo para todos florescente e eterna!&lt;br /&gt;«Dividem a chuva miudinha pelo milho&lt;br /&gt;Multiplicam o vento pelo mar&lt;br /&gt;Soltam ao céu as estrelas já escritas&lt;br /&gt;Constelações que brilham sempre sem parar»&lt;br /&gt;Kamba-diami , cadê os Gambozinos? Meu computador corrigiu Kamba-diami e cadê! Ainda alguém procura por um acordo ortográfico? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis-me: Mazungue&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-949052903616119982?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/949052903616119982/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=949052903616119982' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/949052903616119982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/949052903616119982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2011/03/cade-os-gambozinos.html' title='Cadê os Gambozinos?'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-4326232233341923968</id><published>2010-12-28T01:54:00.000-08:00</published><updated>2010-12-28T01:54:18.226-08:00</updated><title type='text'>DISSIMULADOR</title><content type='html'>Presentes, luzes, temperos, paladares e alegria. Ainda ontem era Dezembro de 2009 e nossas inquietações de auditores se vestiam de inverno rigoroso de há mais de cinco anos. A Calçada das Necessidades era nossa! No pestanejar da vida o tempo na sua grandeza escalar voa.  E hoje é novamente Dezembro de PRESÉPIOS!&lt;br /&gt;Muitos ENTE queridos partiram em 2010, deixando para trás um vácuo difícil de preencher: O ex-ministro da Defesa de São-Tomé e Príncipe Fernando Danguá, o jornalista do Jornal de Angola António Cristóvão, e no cair do ano o irmão Francisco Lourenço “Durí”, o tio Manuel Lourenço e tantos outros. &lt;br /&gt;A vida com suas flores e espinhos passou ao lado da morte! E como órfãos, seguimos algures, dissimulando no sorriso, nas conversas, a dor das perdas!&lt;br /&gt;Desejo a todos mesa farta de iguarias, amor, alegria, muita paz e prosperidade!&lt;br /&gt;Nos vemos em 2011!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-4326232233341923968?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/4326232233341923968/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=4326232233341923968' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/4326232233341923968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/4326232233341923968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2010/12/dissimulador.html' title='DISSIMULADOR'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-8872981281795524492</id><published>2010-10-13T00:36:00.000-07:00</published><updated>2010-11-06T22:36:42.320-07:00</updated><title type='text'>MEMÓRIA DOS 35 ANOS DE ANGOLA</title><content type='html'>Um breve e arrepiado suspiro marca o corte difuso entre o real e sonho. Na minúcia do desdobrar dos óculos para melhor enxergar a palavra escrita, o ultimar do reordenamento das vivências translúcidas nas nervaduras da memória.&lt;br /&gt;Um olhar esticado na picada do tempo e bem lá no fundo está o seu berço, uma aldeia ornamentada pelo verde dos cafezais, banhada pelo rio Mazungue e cercada por montanhas. É lá onde nasceu e cresceu correndo tresloucado atrás de borboletas coloridas. &lt;br /&gt;A notícia sobre o desabrochar dos Cravos da Primavera de Abril de 1974 foi recebida tardia e por poucos, mas não sem alegria. Em grupo, os colonos agora falavam baixinho e olhavam à volta desconfiados! Falavam de um tal Spínola, que usava camuflado e um monóculo para ver o novo mundo em convulsão! Uma nova cena: MFA, Costa Gomes, Mário Soares, Almirante Rosa Coutinho e General Silva Cardoso!&lt;br /&gt;Os nativos, a maioria composta por camponeses e operários humildes, cobriram-se de alguns receios no raiar de um novo dia. - Talvez seja algo efémero! Pois não acreditavam na queda do edifício de Salazar e Caetano. E na sua ignorância secular, antes de adormecer, rezaram e procuraram esquecer a inquietação da véspera. Queriam seguir seu caminho, como o rio Mazungue faz conformado o seu trajecto. &lt;br /&gt;Mas o amanhecer cobriu os olhos de surpresa. Nas paredes da cidade, em letras vermelhas, encontraram escrito: Viva o MPLA! Abaixo o Colonialismo! A Luta Continua! A Vitória é Certa”. Semana seguinte, vieram os cartazes e panfletos: Agostinho Neto, o de boné e óculos, Savimbi, o de barbas, Holden Roberto, o de óculos escuros. A partir dos posters pregados nas paredes, os seus olhos seguiam os transeuntes. &lt;br /&gt;As bandeiras e os comícios e a euforia geral. A delegação do MPLA - UM SÓ POVO! UMA SÓ NAÇÃO - instalou-se no bairro da Aricanga, numa casa cercada de cafezeiros. &lt;br /&gt;A UNITA - KWACHA ANGOLA - instalou-se defronte à antiga oficina de automóveis do Amboim e ao lado do Bar Estrela, no Bairro Cateco, a uns metros do quartel do exército português. A FNLA - ANGOLA OYÉÉ – Liberdade e Terra! Primeiramente, escolheu a pedra da cadeia e depois as instalações do quartel colonial. Tempos de resgate da auto-estima, tempos de sonhos e de liberdade! Cada um escolhera o seu. Cada um o seu critério. &lt;br /&gt;Alguns jovens ingressaram nas FAPLA (MPLA) e foram receber treino no CIR “Sangue do Povo”, no Assango. Queriam ser kwembas, SOLDADOS, mas os treinos eram duros. O alinhamento da formatura era feito com tiros. Era preciso coragem! As canções militares mobilizavam as aldeias! “Quero, quero ser soldado ai-iáiá…quero ser soldado! Com esta farda, aprender a marchar e com as armas lutaremos contra a opressão!” &lt;br /&gt;Os programas radiofónicos conquistam audiência. “De longe ouvi aquele nome inesquecível dos filhos de Angola...Valódia, Valódia tombou em defesa do povo angolano...” assim cantava Santocas. Morre também o comandante Nelito Soares! A dor desce país adentro. A morte do Russo, o homem das motos da Gabela, comove a população local. Russo foi atropelado intencionalmente por um colono, quando estava estacionado. Aiué, Pedro Benje!&lt;br /&gt;E finalmente o que muitos temiam, o tiroteio. Arma G3 e a cartucheira cobrindo a cintura, a Pepechá (arma de disco) e as Sterlings. E as explosões das bazukas! E as correrias! &lt;br /&gt;Na guerra da Gabela, do lado do MPLA, falava-se da presença do Comandante “Incansável”, Sidónio, António Paulino, Urbano de Castro, David Zé e Sabata. Os heróis usavam farda castanha e chapéu à cowboy. As crianças já não eram meninos, viraram pió e imitavam os adultos. &lt;br /&gt;– Arrastou comandó, bate o pé esquerdo! Uma travagem!...&lt;br /&gt;A moda era montar comités e ter mutimbas, armas de madeira, para defender a aldeia. E os acidentes não faltaram. Tomás, um adolescente de 15 anos, feriu-se gravemente na omoplata direita, depois de ter feito um disparo com a sua arma artesanal. A velocidade do percutor perfurou o cartucho e os gases da pólvora fizeram explodir a câmara de combustão. Um estilhaço da chapa atingiu o adolescente. Chovia, mas o sangue salpicou o capim do caminho. Os acidentes multiplicaram-se e enlutaram famílias. Um jovem achou uma granada F1, quando regressava da lavra. Posto em casa, reuniu a criançada no seu quarto, para desmontarem o objecto estranho. Ele e algumas crianças morrem na explosão. Sangue e tecidos humanos salpicaram as paredes caiadas do quarto. A dor estendeu-se a bairros como Culembe, Manda-fama, Pange, Munguco, Nova-Ereira e Londa. Era prenúncio da guerra generalizada que faria jorrar ainda muito mais sangue de irmãos angolanos. Os portugueses, a maioria partiu desesperada deixando tudo para trás! Depois um novo medo chega do Sul. Os sul-africanos invadem o território nacional e traçam Luanda como meta. Passam pela Huíla, Benguela, Lobito e Novo Redondo! As populações recuam aflitas na esperança de salvar a vida! Os invasores atingem as margens do rio Keve ou Kuvo e sentem pela primeira vez o sabor acre de ser alvo da pontaria alheia. &lt;br /&gt;Era Outubro de 1975. Faltavam escassos dias para o 11 de Novembro, o dia da proclamação da independência! Subia a intensidade dos bombardeamentos! Mas os canhões de 88 milímetros dos blindados AML-90 não conseguiram dobrar a defesa da outra margem do rio e às zero horas de 11 de Novembro, as populações do Pange reuniram-se todas defronte ao Comité de Acção para hastear a bandeira Nacional. Era preciso esticar um fio feito antena para melhorar a recepção do sinal da Rádio Nacional.&lt;br /&gt;Aguardaram ansiosos sob o descompasso do coração, até ouvirem entre os ruídos o Hino de Angola Independente. No Norte, a FNLA fez a sua festa. No Planalto, a Unita também! Cada um cantara o seu hino. Não era o “Heróis do Mar!” &lt;br /&gt;No Amboim, era o “Angola Avante!” E a bandeira vermelha e preta foi subindo. A emoção seguia a mesma frequência! Ambos foram subindo, subindo até atingirem o ponto mais alto do mastro de bambu. Abraços, gritos e lágrimas. Tiros feitos foguetes riscaram a noite nebulosa e a alegria perpassou Angola de norte a sul! Estamos independentes! Viva a Dipanda ! Viva a liberdade!&lt;br /&gt;Ao amanhecer, olhos sonolentos insistiam em não dormir e a voz rouca esforçava-se em gritar mais alto ainda, talvez quisesse buscar no grito a bênção dos deuses ancestrais pela tamanha proeza: a independência tão sonhada, tão desejada, tão sofrida e tão esperada por gerações sucessivas de angolanos!&lt;br /&gt;Tinha 12 anos, o seu pé pequeno calçava botas nº 42 e um uniforme verde cobria o corpo franzino. Empunhava uma arma de madeira e guardava um sonho: o de ser um dia militar e poder defender a pátria independente! 11 de Novembro de 2010! Trinta e cinco anos depois, eis-nos aqui corporalizando o devaneio de infância numa Angola que ser quer em paz e reconciliada! E ao percorrer o país, o perfume da paisagem faz gerar novos sonhos! E um sorriso morno banha o rosto: Angola é um país lindo! Vamos caminhar de mãos dadas para construir a nossa felicidade. O horizonte é o espelho de novos desafios! &lt;br /&gt;- Valeu a pena a independência? &lt;br /&gt;- Sim!  Quem duvida, desconhece o sabor da palavra Dignidade!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-8872981281795524492?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/8872981281795524492/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=8872981281795524492' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/8872981281795524492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/8872981281795524492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2010/10/memoria-dos-35-anos-de-angola.html' title='MEMÓRIA DOS 35 ANOS DE ANGOLA'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-3550697282738822739</id><published>2010-09-08T10:32:00.000-07:00</published><updated>2010-09-08T10:32:02.041-07:00</updated><title type='text'>Fucik, prémios e jornalistas!</title><content type='html'>Prólogo: Jornalista debate-se no pântano, quando mais se mexe mais se afunda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LARGO JULIUS FUCIK! Na baixa luandense, irreverentes e frondosas mulembeiras recusam a conformidade da esquadria humana e caminham para o meio do asfalto. Não temem sequer os automóveis endiabrados. De dia, sob a sombra, muita gente afaga seu próprio destino. A noite, morcegos disputam frutos e humanos paixões. O vento da noite vence a força de gravidade e dissemina o sentimento de liberdade mundo afora. O raiar do sol vence as trevas!&lt;br /&gt;PRAGA! Era uma primavera incomum, a de 1943. “Cem vezes fui aqui espectador do meu próprio filme, mil vezes lhe segui os pormenores. Agora vou tentar explica-lo. E se o nó corredio da forca me apertar o pescoço antes de terminar, ainda ficarão milhões de homens para o completarem com um happy end”. Assim escreveu Fucik antes da sua morte aos 8 de Setembro de 1943.&lt;br /&gt;Sob o silêncio da sua voz, outras vozes se ergueram entoando revigoradas as mesmas canções!&lt;br /&gt;Conterrâneo de Franz Kafka, Fucik nasceu a 23 de Fevereiro de 1903.  Filiado ao partido comunista checoslovaco, foi preso no dia 24 de Abril de 1942 e  condenado à morte por um tribunal de Berlim. &lt;br /&gt;Chileno Pablo Neruda em sua memória disse estarmos a viver uma época que amanhã se chamará a época de Fucik, época do heroísmo simples ...Em Fucik há o sentido não só de um cantor da liberdade, mas de um construtor da liberdade e da paz...»(10).&lt;br /&gt;O marxismo, que desmascarou o capitalismo e previu seu velório sob responsabilidade do proletariado disciplinado e organizado, ruiu. O movimento operário comunista internacional entrou em colapso. Mas perenes continuam os ideias de liberdade e de justiça social. E são esses ideais que, como utopias de Saint Simon, mobilizaram milhares de cidadãos na luta contra a opressão e o despotismo. Milhares tombaram na luta renhida pela defesa da vida. &lt;br /&gt;Como Che, para a maioria da juventude, Fucik continua vivo entre os que, no mundo inteiro, fizeram do jornalismo a profissão da sua grande paixão! Seu último trabalho, a “REPORTAGEM SOB A FORCA”, sobreviveu às masmorras. Nela, Julius narra passo a passo as intempéries passadas na prisão. A tortura e a morte! “Com certeza já não vou ter possibilidade de escrever. Fica aqui, portanto, o meu último testemunho”. &lt;br /&gt;E o seu testemunho feita reportagem, continua nas vitrinas do mundo inteiro. Tem maior gratificação que isso?...&lt;br /&gt;Rituais, fazem emergir a lembrança do feito heróico. Concursos e prémios sustentam a existência na necessidade de distinguir os que se salientam dentre os demais: Galardão aos jornalistas (...) Azulai, Candembo, Luísa Fançony, Ismael e Sanhanga. O prémio Maboque anima a classe. Acaba sendo o pico mais alto nas celebrações do dia internacional dos jornalistas. &lt;br /&gt;Por isso a expectativa é grande! À partida todos os profissionais dos órgãos de comunicação nacionais são candidatos ao galardão. O sinal que indicia, na véspera, o facto de estar na lista dos seleccionados, é o convite para a Gala. Se estiver convidado, o cheiro do prémio está por perto. A possibilidade de vencer, faz desenterrar velhos projectos, alguns há muito adiados. Trinta mil dólares fazem bem a qualquer um, sobretudo quando se é jornalista. Enquanto se aguarda pelo dinheiro investido em jogos que se tornaram moda em Luanda, como o Pentágono! Apesar do dinheiro, sei-o que o melhor prémio mesmo, é saber que o seu trabalho está sendo seguido e seu esforço reconhecido. &lt;br /&gt;Cada Nação tem seus heróis, cada disputa um vencedor! Os prémios não garantem excelência, mas rejuvenescem vontades! Valeu a pena!&lt;br /&gt;Mas a cada edição do Prémio, algumas vozes discordantes se fazem ouvir! Um dos aspectos questionados está nos critérios. Um prémio único de jornalismo é incapaz de atender a peculiaridade de órgãos de todos os órgãos de comunicação. Julgar uma reportagem em TV e outra feita em jornal ou rádio é algo muito difícil. Pois, cada um dos órgãos tem a sua especificidade. Jornal é escrita, Rádio voz e Tv imagem. Julgar um diário de cobertura nacional e internacional com um Semanário deve ser algo penoso. E as novas Revistas? Tudo é joio? Como julgar, por exemplo, o feito de um jornal diário que conseguiu neste ano ser publicado em Luanda e na Europa simultaneamente. Critérios, critérios.&lt;br /&gt;O prémio Pulitzer de jornalismo, um dos maiores do mundo desde 1917 é um exemplo.  Administrado pela Universidade de Columbia, é outorgado anualmente para trabalhos em 21 categorias nos campos de jornalismo, fotografia, reportagem, literatura, música e teatro.&lt;br /&gt;Para o nosso caso, é chegado o momento de procurar apoios para a criação de um prémio nacional. Aliás, o Ministério da Comunicação e o Sindicato de Jornalistas devem coordenar acções nesse sentido. Assim teríamos um prémio que entre outras categorias teria de contemplar:&lt;br /&gt;- Categoria de impressos (Jornais e revistas)&lt;br /&gt;- Categoria Rádio (reportagem)&lt;br /&gt;- Categoria Televisão (reportagem, edição e imagem)&lt;br /&gt;- Categoria Fotojornalismo (imagem)&lt;br /&gt;- Categoria Jornalismo Político&lt;br /&gt;- Categoria Jornalismo Económico&lt;br /&gt;Assim, os riscos de misturar alhos e bugalhos seriam bem reduzidos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS: Texto publicado em 2005 no Jornal de Angola sob a rubrica "Atalhos da Utopia"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-3550697282738822739?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/3550697282738822739/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=3550697282738822739' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/3550697282738822739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/3550697282738822739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2010/09/fucik-premios-e-jornalistas.html' title='Fucik, prémios e jornalistas!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-5576886765142826786</id><published>2010-08-05T23:40:00.000-07:00</published><updated>2010-08-06T00:32:57.229-07:00</updated><title type='text'>DE VOLTA À BOA-ENTRADA</title><content type='html'>A Associação dos Naturais e Amigos da Boa-Entrada (C.A.D.A) realiza entre os dias 13 e 15 de Agosto de 2010 a 3ª Excursão à aquela localidade situada no município do Amboim província do Kwanza-Sul. &lt;br /&gt;Com partida prevista para às 8 horas de sexta-feira, 13, a concentração dos excursionistas será no Bairro Benfica, em Luanda, nas imediações do Supermercado Nosso Super. Durante a estadia na antiga sede da Fazenda Boa-Entrada, os naturais e amigos irão realizar a Assembleia para eleição do Presidente e dos demais órgãos da Associação e participarão de actividades culturais e desportivas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MEMÓRIA - Em tempos áureos, a Companhia Angolana de Agricultura (CADA) tinha uma área de 14 mil 944 hectares de café. Era conhecida como "A CADA das mil produções". A dinâmica de trabalho que ali se desenvolvia deu à antiga fazenda o papel de pivot no desenvolvimento da economia angolana. As províncias do Kwanza-Norte, Kwanza-Sul, Uíje e Bengo juntas ainda não ultrapassam hoje as cifras de produção cafeícola apresentadas pela CADA nos seus velhos tempos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A semente da construção da CADA foi lançada em 30 de Junho de 1919, data em que se constituiu a Companhia Fabril e Pastoril de Benguela Velha.&lt;br /&gt;O proprietário, Bernardino Alves Correia, a partir de Porto Amboim foi tirando terras aos nativos para construir a 11 de Novembro de 1920 a Companhia do Amboim, que mais tarde se viria a chamar Companhia Angolana de Agricultura (CADA). Porém, Bernardino Correia, que exportava café para os EUA, Inglaterra e Alemanha, vê-se num repente impossibilitado de vender o café, o que lhe causou graves problemas financeiros.&lt;br /&gt;Em 1927, Bernardo Correia, ante as dificuldades de tesouraria, decide então vender a Companhia Angolana de Agricultura a um grupo de belgas da empresa Alé e à Société Financier de Cachot. Em 1939, início da II Guerra Mundial na Europa, a Bélgica é ocupada militarmente pela Alemanha e toda a actividade política, administrativa, económica e financeira fica paralisada, o que afecta as propriedades dos belgas na CADA.&lt;br /&gt;Os novos proprietários passaram a controlar e a construir a Boa Entrada/CADA, expandindo a produção do café e suas actividades.&lt;br /&gt;Estes proprietários decidem, cinco anos depois, isto é, em 1944, vender a propriedade, altura em que se conclui a ponte das cachoeiras.&lt;br /&gt;O governo português faz uma publicação para a venda da empresa, comprada pelo Banco Espírito Santo e pela editora Guedes de Portugal.&lt;br /&gt;A partir de 1949 tornam-se donos de toda a extensão agrícola da CADA e a produção de café em 1950 aumenta para cerca de sete mil e quinhentas toneladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contacto 244-923-403294&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/TFuxMSLzSEI/AAAAAAAAAL0/6YkrmxrlpOw/s1600/P1010019.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/TFuxMSLzSEI/AAAAAAAAAL0/6YkrmxrlpOw/s400/P1010019.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502186194361075778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/TFuxMCD6VwI/AAAAAAAAALs/9zECyWizJsg/s1600/P1010014.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/TFuxMCD6VwI/AAAAAAAAALs/9zECyWizJsg/s400/P1010014.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502186190033016578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/TFuxLU4kGLI/AAAAAAAAALk/wNHnZQQJ9ek/s1600/P1010006.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/TFuxLU4kGLI/AAAAAAAAALk/wNHnZQQJ9ek/s400/P1010006.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502186177905825970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/TFuxK2m24yI/AAAAAAAAALc/QPXkA0N7xGo/s1600/P1010080.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/TFuxK2m24yI/AAAAAAAAALc/QPXkA0N7xGo/s400/P1010080.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502186169778496290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/TFuxKqm-cpI/AAAAAAAAALU/l5LBaZfuyto/s1600/P1010064.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/TFuxKqm-cpI/AAAAAAAAALU/l5LBaZfuyto/s400/P1010064.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502186166557766290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-5576886765142826786?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/5576886765142826786/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=5576886765142826786' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/5576886765142826786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/5576886765142826786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2010/08/de-volta-boa-entrada.html' title='DE VOLTA À BOA-ENTRADA'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/TFuxMSLzSEI/AAAAAAAAAL0/6YkrmxrlpOw/s72-c/P1010019.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-5718164549361493702</id><published>2010-07-18T23:10:00.000-07:00</published><updated>2010-07-22T00:24:28.402-07:00</updated><title type='text'>Cavaco medi-a-dor!</title><content type='html'>Cavaco Silva desembarcou ontem em Luanda. A cidade acordou calma na expectativa do encontro da lusofonia. Os espinhos da descontinuidade são polifonias de uma realidade que se procuram ajustar e harmonizar. &lt;br /&gt;Edifícios e guindastes cobrem a linha do horizonte. Cidade está agitada no esforço de reconstrução. É o recuperar do tempo perdido em conflito entre irmãos desavindos. A casa está em obras e lentamente regressa à normalidade.&lt;br /&gt;Cavaco Silva e Durão Barroso! Eram mais jovens! Vejo-os nos idos anos 80 a chegarem e a partirem com a esperança para o fim da guerra entre a Unita e o Governo. Na ângutia das esperas, confundiram-se com a própria esperança. E a confiança no mediador foi expressa a 31 de Maio de 1991 em Portugal com a rubrica do Acordo de Bicesse. &lt;br /&gt;Cavaco é amigo de Angola! Cavaco MEDI-A-DOR!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-5718164549361493702?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/5718164549361493702/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=5718164549361493702' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/5718164549361493702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/5718164549361493702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2010/07/cavaco-mediador.html' title='Cavaco medi-a-dor!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-4475955295338952933</id><published>2010-06-29T22:40:00.000-07:00</published><updated>2010-07-02T09:45:59.006-07:00</updated><title type='text'>Adeus ao Danquá no último Comboio de Caxias!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/TCw1fbfHhkI/AAAAAAAAALM/fRfmtZrwQ00/s1600/20100418+IDN+Viagem+A%C3%A7ores+094.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/TCw1fbfHhkI/AAAAAAAAALM/fRfmtZrwQ00/s400/20100418+IDN+Viagem+A%C3%A7ores+094.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488820859928282690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias de aulas eu, Chume, Danquá e Serafina desembarcávamos em Alcântara e subíamos a Calçada das Necessidades. Sonhávamos e tecíamos o rumo futuro das nossas carreiras e países. Ao subir o morro, da minha Angola a visão sempre assente no consenso de que é preciso trabalhar cada vez mais afincadamente para aprofundar a reconciliação e a democracia, a paz e a construção de infraestruturas. Incentivar o exercício livre da opinião como factor geoestratégico. A ruptura com o ciclo de unanimidades e conformismos como fórmulas do determinismo do destino de nações africanas pobres e sem um futuro. - Temos de andar rápidos por razões de sobrevivência! Uns diziam sim e outros diziam não. Era preciso a aprender a estar de acordo, como nos ensinou Brechet.&lt;br /&gt;Ao chegar ao Instituto, juntávamo-nos aos demais colegas do Curso. Cada um tinha o seu país, mas o sonho era comum: aproveitar o conhecimento disponibilizado pelo Instituto de Defesa Nacional de Lisboa para ajudar a concretização do sonho de felicidade de milhares de compatriotas. &lt;br /&gt;O triste é saber que morreu, na Quinta-feira passada, em São Tomé e Príncipe o amigo e colega Fernando Danquá. Deixou pela metade o seu sonho! É um momento de muita dor e consternação. Calou-se o nosso sorriso, emudeceram as nossas conversas, uma cratera de dor se abriu no caminho. &lt;br /&gt;Sua voz se sobrepõe ao ruído da velocidade do comboio de Caxias sobre os carris e as calemas entoarão sua sinfonia de enleio feito trilha sonora das nossas esperanças.&lt;br /&gt;Acabou o Verão.O inverno permanecerá em nossas almas e as lágrimas expressarão a dor, o inconformismo e a impotência! É penoso perceber que parte de nós se foi com a morte do amigo Danquá, mas permanecerá insepulto o nosso sonho e as nossas boas lembranças! &lt;br /&gt;Que Deus o tenha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEGENDA DA IMAGEM: Foto de Fernando Danquá, auditor do IDN e ex-ministro da Defesa de São Tomé e Príncipe, tirada na Ilha dos Açores em Abril de 2010 durante a deslocação do CDN10.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-4475955295338952933?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/4475955295338952933/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=4475955295338952933' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/4475955295338952933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/4475955295338952933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2010/06/adeus-danqua.html' title='Adeus ao Danquá no último Comboio de Caxias!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/TCw1fbfHhkI/AAAAAAAAALM/fRfmtZrwQ00/s72-c/20100418+IDN+Viagem+A%C3%A7ores+094.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-6739056358182591133</id><published>2010-06-24T01:48:00.000-07:00</published><updated>2010-06-24T01:50:32.106-07:00</updated><title type='text'>NOSSO BEM, NOSSO MAR!</title><content type='html'>A vida, na sincronia com a história e a cultura, é feita de eventos carregados de simbolismo, que se tornam correias de uma cadeia de transmissão que interlaçam o passado, presente e o devir de gerações inteiras.&lt;br /&gt;Os mitos se reactualizam e permanecem prenhes de sentido modelando atitudes e comportamentos de indivíduos e sociedades, graças ao papel semiótico dos rituais na sua revalorização e actualização diante de metamorfoses e desafios. Sem estes, aqueles se desvaneciam no percurso sinuoso do tempo e apagar-se-iam da memória das geraçãos depositárias que, assim não poderão transmitir os conhecimentos acumulados aos seus sucessores.&lt;br /&gt;Através de cerimónias, danças, celebrações, orações, sacrifícios, os mitos perpassam as relações interpessoais, familiares e institucionais.&lt;br /&gt;O 10 de Julho se inscreve na memória colectiva como a data da criação da Marinha de Guerra Angolana, enquanto Ramo das Forças Armadas. Foi o dia em que um punhado de jovens imberbes concluiu o primeiro curso de formação que os habilitou a integrar as primeiras tripulações dos Navios de patrulha herdados da Armada Portuguesa. &lt;br /&gt;Eram parcos os conhecimentos científicos sobre a Arte Naval. Eram quase impíricos os gestos no manuseamento dos equipamento de bordo.  &lt;br /&gt;Na lição do provérbio segundo o qual o seguro morreu de velho, no mar a navegação era quase sempre costeira. Sem sonda acústica operacional, incaucos encalhariam em dunas e rochas submersas que povoam o mar misterioso.&lt;br /&gt;Mas foram tempos de muita euforia e entrega, marcados por um contexto revolucionário que mobilizava e animava a sociadade para a defesa armada da pátria. &lt;br /&gt;Mais tarde com quadros bem treinados, a Marinha foi equipada com  as lanchas torpedeiras, lanchas de desemparque e as porta-mísseis.&lt;br /&gt;Todos se entregavam de corpo e alma para um projecto comum, o de patrulhar as águas nacionais contra a infiltração do inimigo, a pirataria, a pesca, o narcotráfico, o tráfico de seres humanos, o contrabando e a imigração ilegal. Era preciso garantir a segurança da navegabilidade e o exercíco da actividade económica e a soberania do Estado angolano no mar e rios. Não se olhava ameios. Não se olhava a sacrifícios, não se mediam os esforços no remar a barca. Até se esqueciam o esticar das horas e a dor da fadigae da distância. &lt;br /&gt;O amor amaina qualquer tempestade! O amor por Angola. O Amor pela Pátria. O amor pelo povo. O Amor à Marinha!&lt;br /&gt;E no remoinho do percurso da memória centenas de marinheiros deixaram as suas marcas no projecto que cresceu ao sabor das estações. A todos eles, a nossa sentida homengem e gratidão por terem feito parte desse desafio e deixado com sacrifício a sua pedra no grande edifício. Trinta e quatro anos depois, eis-nos aqui, reunidos numa enorme família de mãos dadas para o engrandecimento do projecto iniciados a 10 de Julho de 1976. &lt;br /&gt;E nas tensões das cordas que nos amarram ao cais do projecto de uma Marinha forte, gritemos em uníssono:&lt;br /&gt;Viva o 10 de Julho!&lt;br /&gt;Com mais trabalho, disciplina e amor, reedifiquemos a Marinha de Guerra Angolana!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-6739056358182591133?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/6739056358182591133/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=6739056358182591133' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/6739056358182591133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/6739056358182591133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2010/06/nosso-bem-nosso-mar.html' title='NOSSO BEM, NOSSO MAR!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-7550362229451559478</id><published>2010-06-09T14:12:00.000-07:00</published><updated>2010-06-22T02:23:04.244-07:00</updated><title type='text'>Cristóvão deixa um rasto de boas lembranças</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/TBHadgF34KI/AAAAAAAAALA/KOJVV4uV7eo/s1600/IMG_0135.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/TBHadgF34KI/AAAAAAAAALA/KOJVV4uV7eo/s400/IMG_0135.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481402421852233890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ano 2000! O ponteiro das horas, no seu rodopio estonteante, completava as exaustivas 24 voltas do dia, mas os jornalistas, empenhados em dar à estampa a primeira versão do novo projecto do jornal, não relevam o cansaço do esticar da jornada de trabalho. Queriam experimentar a agradável emoção de ver as páginas fresquinhas a circular logo de manhãzinha empurrados pelo pregão de jovens e dinâmicos ardinas luandenses.&lt;br /&gt;A conversa animada salpicada por um humor fino versando sobre as mais variadas questões do quotidiano eram o remédio para descontrair e recarregar os ânimos. Ou descontrair os músculos faciais com suculentas gargalhadas! Não havia censura nem auto censura. E a melodia suavizava as tensões e amainava a alma para o resto do troço sinuoso do fecho, num momento em que o mês atingia o dia 45.&lt;br /&gt;- Se não pagaram hoje, pagam amanhã, se amanhã não pagarem, a única certeza é que irão pagar. &lt;br /&gt;José Cristóvão tinha sempre certezas e humor diante de dificuldades e de incertezas. Até sabia de todos os resultados dos nossos Palancas: A nossa Selecção se não ganhar empata, se não empatar, perde.&lt;br /&gt;Aceitava todos os desafios e enfrentava-os com coragem e valentia. Era um verdadeiro combatente temperado nas fileiras das Forças Armadas de Libertação de Angola.&lt;br /&gt;Na sua humildade indisfarçável, desfiava amor ao jornalismo e amizade e lealdade para com os seus camaradas, a quem aptou chamar por “Granda Vingarista”. Brincava, sorria e circulava em todas a editorias. Seus desabafos eram feitos com sinceridade e apego aos superiores interesses da classe e da Nação. Zeloso, desconhecia espaços proibidos, intrigas, inimigos ou grupinhos. O seu único estandarte era o do Jornal de Angola. Era daqueles que arregaçavam as mangas todos os dias para pensarem o jornal e fazerem funcionar a rotativa. Dialogava, negociava, conciliava, perdoava e reconciliava e consolova. &lt;br /&gt;Atencioso para os jovens jornalistas a quem prestava ajuda ao engatinhar nos leads do jornalismo, sua voz inundava a redacção ao relembrar os grandes nomes da música urbana de Angola: David Zé, Artur Adriano, Urbano de Castro e ultimamente a nova versão da música de Prado Paim “Zezé gui bekelé monami…”.&lt;br /&gt;Com a sua morte, se calou a voz das nossas canções comuns que serviram de trilha sonora no compasso da marcha de todos os dias. &lt;br /&gt;E tudo acabou! Ontem, José Cristóvão foi a enterrar no Cemitério da Santana. Directores, jornalistas, fotógrafos, paginadores, amigos e funcionários do Jornal marcaram presença. O inconformismo e a resignação se revejam num cenário onde o olhar perdido sobre o horizonte coberto de sepulcros, se acha prenhe do vazio difícil de preencher.&lt;br /&gt;A nova campa recebe rosas, dálias, lírios e malmequeres. E ao refazer o caminho do regresso, deixando para trás o corpo inanimado do companheiro e amigo com quem se partilhou momentos agradáveis na Redacção, cada um experimenta um ambiente ainda mais pesaroso. &lt;br /&gt;Enquanto uns partem para a casa do falecido, outros persistem incrédulos e ficam na entrada do cemitério a ruminar agradáveis lembranças. Talvez aguardam em vão pelo regresso do Cristovão-Camarada. Entre os protagonistas destaque para Kizunda, António Paulo, Honorato, Cruz, Tchitata, Cavumbo, Teixeira, Meireles. Salvador, Luisa, Cassoma… E no rescaldo do percurso profissional de José Cristóvão, o reiterar do reconhecimento das suas qualidade humanas e profissionais: Granda Homem!&lt;br /&gt;No dia em que o editor José Cristóvão foi a enterrar eis que um outro infortúnio bate novamente a porta do Jornal: morre o fotógrafo Pedro Salvador. Mais dor, mais lágrimas, mais lembranças! E perto das 13 horas, ocorre a dispersão do grupo. Um longo suspiro antecede a partida. A vida nos reserva muitas surpresas! E a imagem de Cristóvão e a de Salvador ficam congeladas na memória como películas delicadas de um evento inesquecível.&lt;br /&gt;Adeus camaradas! E obrigado pela vossa amizade e generosidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEGENDA DA IMAGEM: &lt;br /&gt;José Cristovão (3º a contar da direita para a esquerda), no município do Wako Kungo, Kwanza Sul, acompanhado pelo brasileiro Raimundo Lima,  Augusto Alfredo, um câmara da TPA e quadros de nacionalidade israelita que trabalham no Projecto Aldeia Nova. À foto é do jornalista Cândido Bessa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-7550362229451559478?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/7550362229451559478/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=7550362229451559478' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/7550362229451559478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/7550362229451559478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2010/06/cristovao-deixa-um-rasto-de-boas.html' title='Cristóvão deixa um rasto de boas lembranças'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/TBHadgF34KI/AAAAAAAAALA/KOJVV4uV7eo/s72-c/IMG_0135.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-8152124035784731655</id><published>2010-05-25T03:19:00.002-07:00</published><updated>2010-05-25T03:29:23.478-07:00</updated><title type='text'>DESAFIO AFRICANO</title><content type='html'>Hoje é dia 25 de Maio de 2010. É feriado alusivo ao 47º aniversário da criação da Organização de Unidade Africana no âmbito da luta contra a colonização. A bandeira das independências flutua em hastes de quase todos os países africanos, exceptuando o território do Saara, ocupado por Marrocos. &lt;br /&gt;Depois da Expansão europeia, que levou a penetração e à ocupação do continente e a exploração das suas riquezas (materiais e humanas) por parte das potências industriais, hoje a África volta a estar na moda! A história não se repete, mas incrivelmente a presença estrangeira é motivada pelas mesmas razões: matérias-primas!&lt;br /&gt;Ao celebrarmos o 47º aniversário, a elite académica, política, militar, empresarial e os cidadãos de uma maneira geral devemos reflictamos em conjunto para buscar o caminho, não só do crescimento económico com a ambição de melhorar os índices dos números mas que estes se convertam em desenvolvimento sustentável e melhorem as condições sociais de milhares de africanos que vivem na indigência e sem esperança no amanhã. &lt;br /&gt;Não bastam as intenções dos discursos ou dos programas eleitorais é preciso que as nossas acções tenham reflexo positivo na vida de cada africano. Para o efeito, descansemos os 7 sapatos sujos antes de passarmos na soleira da modernidade africana como nos sugere Mia Couto. Não culpemos sempre os outros dos nossos problemas! &lt;br /&gt;Aliás, segundo Agostinho Neto, A África parece um corpo inerte onde cada abutre vem debicar o seu pedaço!&lt;br /&gt;Unamo-nos e lutemos para o desenvolvimento e a dignificação do africano. &lt;br /&gt;Quem sabe faz, não espera acontecer &lt;br /&gt;Estamos juntos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-8152124035784731655?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/8152124035784731655/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=8152124035784731655' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/8152124035784731655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/8152124035784731655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2010/05/desafio-africano_25.html' title='DESAFIO AFRICANO'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-7828508158179987532</id><published>2010-05-21T11:55:00.000-07:00</published><updated>2010-05-21T13:04:42.477-07:00</updated><title type='text'>ANGOLANO LANÇA NO PORTO AVENTURA DE ESTUDANTE NO ESTRANGEIRO</title><content type='html'>O livro “Aventura de Estudante Angolano no Estrangeiro” do jornalista Augusto Alfredo foi apresentado na cidade do Porto, Portugal, numa edição da Corpos Editora. &lt;br /&gt;A obra, escrita em forma de diário, retrata, em 250 páginas, a vida de dois estudantes que partem do país na expectativa de formar-se no estrangeiro, onde se confrontam com várias dificuldades, desde a adaptação cultural, a falta de notícias do país, na altura em guerra, bem como a saudade. &lt;br /&gt;No acto de apresentação da obra a professora universitária e auditora do Instituto de Defesa Nacional do Porto Dárida Fernandes, sublinhou que quando se escreve um livro, com a intensidade deste, vivido em terras longínquas, da sua terra natal, algo de muito profundo pretende o autor despoletar e fazer permanecer no leitor. “Nesta aventura de estudante emergem histórias poema prenhes de ternura que são vividas pela saudade onde se instalam e que depois de as lermos, sentimos uma parte da felicidade que o autor semeia (…) Estas histórias são retalhos da vida e provocam em nós reflexões, plasmadas de forma significativa no sub consciente e com o sal necessário para saborear e construir pontes entre as gentes, entre os povos, numa roda sem fim”.&lt;br /&gt;Os dois personagens principais Wandalika e Cativa, ao longo do enredo, vão desfiando o rosário dos seus conflitos e dramas em diálogos descontraídos onde estão em pauta os mais variados assuntos desde os corriqueiros do quotidiano, até aos desafios que perpassam o presente e futuro de Angola e do continente africano.&lt;br /&gt;Para professora da Universidade Federal de Juiz de Fora – Brasil, Márcia Cristina Falabella que redigiu o prefácio, o livro de Augusto Alfredo, constitui “crónicas de uma viagem que trazem à superfície a outra face de uma história – dos combates internos à luta pela sobrevivência num território desconhecido. &lt;br /&gt;Augusto Alfredo é jornalista graduado em Comunicação Social pela UFJF - Minas Gerais, Brasil, e autor do ensaio “Inquietações do Jornalismo” e do Livro-reportagem “Memórias Precoces - Luanda-Gabela, uma viagem de 30 anos”. O autor já foi editor de Economia do Jornal de Angola e professor de Teoria da Comunicação e Géneros jornalísticos no Curso de Comunicação Social da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-7828508158179987532?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/7828508158179987532/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=7828508158179987532' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/7828508158179987532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/7828508158179987532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2010/05/angolano-lanca-no-porto.html' title='ANGOLANO LANÇA NO PORTO AVENTURA DE ESTUDANTE NO ESTRANGEIRO'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-6612919576011674032</id><published>2010-05-05T13:07:00.000-07:00</published><updated>2010-06-02T07:23:07.096-07:00</updated><title type='text'>Levaram-me até à Boca do Inferno!</title><content type='html'>Condução suave e mãos firmes segurando a direcção! Depois de ter estado no ponto mais Ocidental da Europa, desci a Boca do Inferno e lá encontrei pescadores e coleccionadores do exótico. Olhei perdido a paisagem inquieta. Regressei com relutância! Na hora da partida, o sobressalto. A esposa e a filha não apareceram para o embarque. Com maus pressentimentos na retina, corri tresloucado na passarela até à Boca do Inferno. “Não posso viver sem ti. A outra boca do Inferno apanhar-me-á…” Mas era apenas um engano que valeu suculentas gargalhadas, quando a caminho do jantar num cantinho do restaurante com o crepúsculo espreitando nas frestas das nossas almas. Imaginem! Há 50 anos, Lénia Godinho frequenta o lugar. Tinha 7 anos quando pela mão dos pais entrou pela primeira vez naquele lugar. Há 50 ela mantém uma relação de fidelidade com a equipa daquele restaurante. E o simbolismo cobre a mesa centrada por uma vela incandescente. O suspiro de gratidão substitui as palavras silenciadas, enquanto o gesto se decantava no fundo da alma de cada um! As palavras não dizem tudo! No inusitado lembro-me e busco a Ponta Padrão de Angola. Encontro-o no Soyo, província do Zaire, e tem registo da passagem de Diogo Cão por aí. Na província do Bié, está implantado o marco que assinala o centro de Angola. O Ponto mais a leste de Angola fica em Cazombo, Moxico. Rosa-dos-ventos! Aparente simples mas a geografia condiciona a cosmo visão, pois cada um de nós fala a partir de um ponto que pode ser geográfico, cultural, ético ou qualquer. Não há ponto sem azimute!&lt;A href="http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S-cQLR28H5I/AAAAAAAAAK4/GQtH2zVhd1s/s1600/DSC00717.JPG"&gt;&lt;IMG id=BLOGGER_PHOTO_ID_5469358058423197586 style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S-cQLR28H5I/AAAAAAAAAK4/GQtH2zVhd1s/s400/DSC00717.JPG" border=0&gt;&lt;/A&gt; &lt;A href="http://4.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S-cQKqDguDI/AAAAAAAAAKw/p1QJLWV8f0I/s1600/DSC00736.JPG"&gt;&lt;IMG id=BLOGGER_PHOTO_ID_5469358047738509362 style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S-cQKqDguDI/AAAAAAAAAKw/p1QJLWV8f0I/s400/DSC00736.JPG" border=0&gt;&lt;/A&gt; &lt;A href="http://4.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S-cQJ58bKpI/AAAAAAAAAKo/jVWDq3qTUyo/s1600/DSC00729.JPG"&gt;&lt;IMG id=BLOGGER_PHOTO_ID_5469358034823883410 style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S-cQJ58bKpI/AAAAAAAAAKo/jVWDq3qTUyo/s400/DSC00729.JPG" border=0&gt;&lt;/A&gt; &lt;A href="http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S-cQJQOOtEI/AAAAAAAAAKg/iKo86lz8YP4/s1600/DSC00719.JPG"&gt;&lt;IMG id=BLOGGER_PHOTO_ID_5469358023624275010 style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S-cQJQOOtEI/AAAAAAAAAKg/iKo86lz8YP4/s400/DSC00719.JPG" border=0&gt;&lt;/A&gt; &lt;A href="http://4.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S-cQIxmDNFI/AAAAAAAAAKY/B4gPLshdCAI/s1600/DSC00717.JPG"&gt;&lt;IMG id=BLOGGER_PHOTO_ID_5469358015402685522 style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S-cQIxmDNFI/AAAAAAAAAKY/B4gPLshdCAI/s400/DSC00717.JPG" border=0&gt;&lt;/A&gt; &lt;A href="http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S-cNFV9viuI/AAAAAAAAAKI/0NPitG0mEzw/s1600/DSC00709.JPG"&gt;&lt;IMG id=BLOGGER_PHOTO_ID_5469354657911376610 style="FLOAT: right; 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margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9Nxmm-2RBI/AAAAAAAAAJQ/NKSI8MhQBc0/s200/DSC00409.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463835681043661842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NvyzrhvzI/AAAAAAAAAIw/R6wFX2RE-uk/s1600/DSC00443.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NvyzrhvzI/AAAAAAAAAIw/R6wFX2RE-uk/s200/DSC00443.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463833691587460914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NvycE8JpI/AAAAAAAAAIo/lU8MSrbOs6g/s1600/DSC00434.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NvycE8JpI/AAAAAAAAAIo/lU8MSrbOs6g/s200/DSC00434.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463833685251597970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NvyP534jI/AAAAAAAAAIg/mwpmkxeeJxQ/s1600/DSC00438.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NvyP534jI/AAAAAAAAAIg/mwpmkxeeJxQ/s200/DSC00438.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463833681983955506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NvxeEYeoI/AAAAAAAAAIY/UIW2ZWd-fMI/s1600/DSC00431.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NvxeEYeoI/AAAAAAAAAIY/UIW2ZWd-fMI/s200/DSC00431.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463833668606261890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No domingos passado, depois do passeio com a arquitecta Liseta Pinto, que nos conduziu nos corredores do Museu da Marinha, Palácio da Ajuda e do Forte de São Jorge, segunda, terça e quarta-feira viajamos até os Açores (Ilha Terceira e Ponta Delgada). &lt;br /&gt;Quinta-feira, assistimos a manobras militares na Brigada Mecanizada, em Lisboa. Os tanquistas de ocasião experimentaram a dureza do ofício? Com ufanismo, ao tirarem o capacete, exibiram um sorriso insuspeito de muita felicidade! Os soldados olharam e corresponderam com complacência… Quem já viu não dance no meio !&lt;br /&gt;Sábado, saímos em busca de outros ares com a cidade de Óbidos, Alcobaça e Mafra no trajecto. O Mosteiro de Alcobaça, os Castelos de Mafra e de Óbidos saltam dos livros e ganham corporalidade. &lt;br /&gt;No Mosteiro da Alcobaça reaviva-se a lenda de D. Pedro e de Dona Inês morta por envolvimento num amor proibido. Ela foi assassinada por ordens do pai de D. Pedro. Cinco anos mais tarde após D. Pedro alcançar o trono ordenou a exumação dos seus restos mortais sendo coroada rainha. A cena comove a única mulher do Grupo, que se deixa fotografar ao lado do túmulo da Rainha! “Foi por amor proibido”, diz ainda sob comoção! Não há qualquer paralelismo com a cena de Romeu e Julieta de William Shakespeare. Essa é profundamente trágica!&lt;br /&gt;Eu deixe-me fotografar junto ao túmulo do rei. Só para contrariar? Cada um sabe onde o sapato lhe aperta o pé. Assim ensina a sabedoria popular. Quer dizer, cada um sabe como ser feliz do seu jeito. O expedito colega e amigo Botelho sempre incansável diversificou na dose. Subimos e descemos o Forte de Óbidos, percorremos a catedral de Mafra e acabamos em casa de José Francos, homem da região cheio de engenho que deixou uma obra inigualável. “A aldeia típica regional do famoso oleiro e escultor José Franco é um verdadeiro museu etnográfico, que é digno de uma visita, pois ele concebeu uma réplica da aldeia em tamanho natural e miniaturas funcionais dos arredores de Lisboa”, lê-se num texto publicado sobre a sua obra. &lt;br /&gt;No fim do dia, voltamos extasiados, valeu a pena! E ainda comemos e levamos para o hotel pão com chouriço comprado na Casa Museu de José Franco! Não podia ser melhor! Obrigado pelo carinho, amigo Luís Botelho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-28c5ea4716ea9dac" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v1.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3D28c5ea4716ea9dac%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330317252%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D1861AA4700F8D765C5EE161154FEAEFAF9E52B85.23A68D6299E84CED22A9C7DBE398B834B1249BA3%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D28c5ea4716ea9dac%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DSmTEaAAs2xNz-drr-kvQLQiXdIo&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v1.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3D28c5ea4716ea9dac%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330317252%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D1861AA4700F8D765C5EE161154FEAEFAF9E52B85.23A68D6299E84CED22A9C7DBE398B834B1249BA3%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D28c5ea4716ea9dac%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DSmTEaAAs2xNz-drr-kvQLQiXdIo&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-8245361042507294311?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=28c5ea4716ea9dac&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/8245361042507294311/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=8245361042507294311' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/8245361042507294311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/8245361042507294311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2010/04/no-corredor-da-historia.html' title='No corredor da história!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9Nxn6LypWI/AAAAAAAAAJo/wJRMXsxxyTE/s72-c/DSC00454.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-8949147470888411759</id><published>2010-04-23T10:43:00.000-07:00</published><updated>2010-04-23T10:50:41.111-07:00</updated><title type='text'>Cadê os Gambozinos?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9HdwcRTWmI/AAAAAAAAAHo/XqO4KwCFOJ4/s1600/Viagem+aos+A%C3%A7ores-+112.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9HdwcRTWmI/AAAAAAAAAHo/XqO4KwCFOJ4/s400/Viagem+aos+A%C3%A7ores-+112.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463391647269345890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9HdwKBdJ7I/AAAAAAAAAHg/nexvR7N3LWs/s1600/Viagem+aos+A%C3%A7ores-+120.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9HdwKBdJ7I/AAAAAAAAAHg/nexvR7N3LWs/s400/Viagem+aos+A%C3%A7ores-+120.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463391642371041202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9Hdvv_BULI/AAAAAAAAAHY/zK2GiyedPlc/s1600/Viagem+aos+A%C3%A7ores-+069.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9Hdvv_BULI/AAAAAAAAAHY/zK2GiyedPlc/s400/Viagem+aos+A%C3%A7ores-+069.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463391635381506226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, não há ilhas num mundo de interdependências crescentes! Não há qualquer descontinuidade possível entre nós. Multilateralismo! &lt;br /&gt;No intervalo, vejo a ansiedade com que eles se convocam para a baforada urgente na varanda do edifício. Resignados procuram seu cantinho, pois é proibido partilhar nicotina com os não-fumadores! &lt;br /&gt;Os rolos do fumo se perdem no ar como os sonhos! Vagamente, depois de cada baforada, vão conversando descontraídos sobre a vida, sobre as coisas… Dividem o olhar gaseado entre o relógio e o tamanho do cigarro. E aguça-se o prazer ao ver a cinza a aproximar-se dos dedos eriçados. Mas poupa-se, redobra-se o desejo, aprofunda-se o paladar! Quer-se prolongar o cigarro, mas em vão! É o prelúdio do fim! Depois a beata é afogada no cinzeiro! Soçobra! E regressam extasiados! &lt;br /&gt;Durante as conferências gracejam feito adolescentes e há quem faça aviões de papel, quando a aula resvala na monotonia dos conceitos e na frieza do chumbo dos paradigmas! NATO, Geopolítica, geoestratégia…BRIC. CPLP, só Soft Power! Não há Cruz, nem Aquino por perto!&lt;br /&gt;Na viagem, o cenário contagia! Hortênsios ornamentam o caminho enquanto o verde cobre as colinas onde vacas pastam calmamente! Da cratera do vulcão adormecido, brota um carpelo de esperança para fecundar a vida de açorianos.&lt;br /&gt; A noite húmida, disfarçada pela luz do prolongamento dos dias de primavera, anima-se ao sabor de fermentos da amizade! &lt;br /&gt;«Os meninos à volta da fogueira&lt;br /&gt;Vão aprender coisas de sonho e de verdade&lt;br /&gt;Vão aprender como se ganha uma bandeira&lt;br /&gt;Vão saber o que custou a liberdade».&lt;br /&gt;O meu amigo madeirense cantarola a música “Os Meninos de Huambo”, letra de Manuel Rui e música da Paulo de Carvalho.&lt;br /&gt;Tropeça na memória, mas prossegue irreverente: &lt;br /&gt;  «Com fios feitos de lágrimas passadas&lt;br /&gt;Os meninos de Huambo fazem alegria&lt;br /&gt;Constroem sonhos com os mais velhos de mãos dadas&lt;br /&gt;E no céu descobrem estrelas de magia».&lt;br /&gt;As meninas da mesa, respondem também com suas canções da infância. E todos juntos querem voltar a ser meninos!&lt;br /&gt;Querem voltar a caçar Gambozinos. &lt;br /&gt;- O que são gambozinos? &lt;br /&gt;- São bichos, pretos e peludos. Tens de levar um saco, uma lanterna para poder apanhá-los. &lt;br /&gt;E a rapaziada gargalha animada. A ignorância, insinua, na mente de um, os muitos bichos obsceno que inundam a noite. Mas sou homem adulto, feito para durar, vou gerindo e ingerindo o cardápio.&lt;br /&gt;Na onda, alguém queixa-se de dores no peito. Contorce-se, ergue-se mas não desiste. Procura o maço de cigarros e convoca a sua turma para a baforada colectiva. &lt;br /&gt;O Hermínio, não o Maio, mas o Matos; Hermínio, não o Engenheiro de Benguela e o Comandante do Regimento 13, mas o Comando, o seu nome condiz com o personagem! Mesmo com-dor, não arreda pé! Ainda bem, pois equipa estaria desfalcada. Seria uma ausência de mais de 100 quilogramas no equilíbrio do grupo CDN-10!&lt;br /&gt;E a apanha de gambozinos marcará sempre o ritual de passagem da adolescência para a juventude! Essa juventude que desejo para todos florescente e eterna!&lt;br /&gt;«Dividem a chuva miudinha pelo milho&lt;br /&gt;Multiplicam o vento pelo mar&lt;br /&gt;Soltam ao céu as estrelas já escritas&lt;br /&gt;Constelações que brilham sempre sem parar»&lt;br /&gt;Kamba-diami , cadê os Gambozinos? Meu computador corrigiu Kamba-diami e cadê! Ainda alguém procura por um acordo ortográfico? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis-me: Alfredo Mazungue&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-8949147470888411759?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/8949147470888411759/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=8949147470888411759' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/8949147470888411759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/8949147470888411759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2010/04/cade-os-gambozinos.html' title='Cadê os Gambozinos?'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9HdwcRTWmI/AAAAAAAAAHo/XqO4KwCFOJ4/s72-c/Viagem+aos+A%C3%A7ores-+112.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-7570720806304953762</id><published>2010-04-11T15:17:00.000-07:00</published><updated>2010-04-11T15:21:25.115-07:00</updated><title type='text'>Vida!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S8JLT2gr3sI/AAAAAAAAAHQ/ETKsRjqfgaw/s1600/NOITE+DE+BAL%C3%95ES+E+SHOW+DE+ANGOLA+085.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S8JLT2gr3sI/AAAAAAAAAHQ/ETKsRjqfgaw/s400/NOITE+DE+BAL%C3%95ES+E+SHOW+DE+ANGOLA+085.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459008502748667586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, e depois perdem o dinheiro para a recuperar. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se não tivessem vivido... (Confúcio)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-7570720806304953762?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/7570720806304953762/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=7570720806304953762' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/7570720806304953762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/7570720806304953762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2010/04/vida.html' title='Vida!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S8JLT2gr3sI/AAAAAAAAAHQ/ETKsRjqfgaw/s72-c/NOITE+DE+BAL%C3%95ES+E+SHOW+DE+ANGOLA+085.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-4582888171367287298</id><published>2010-04-10T04:40:00.000-07:00</published><updated>2010-04-10T05:01:20.733-07:00</updated><title type='text'>Laço inoxidável!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S8BlXr9NC1I/AAAAAAAAAGo/GqytrlTnmj8/s1600/noite+de+bal%C3%B5es.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S8BlXr9NC1I/AAAAAAAAAGo/GqytrlTnmj8/s400/noite+de+bal%C3%B5es.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458474205983869778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Antes balão acima das nuvens flutuando, depois é-se largado como objecto inanimado à grande altitude. Cai livre de amarras! Corolas primaveris entapetam o gume da imaginação. &lt;br /&gt;O prazer é driblar a morte e gozar quinze segundos de queda livre antes de tecer a fatalidade de um pára-quedas encravado. São aulas avulsas de pára-quedismo servidas ao sabor de manjares e licores. Amores e humores à Molière longe de doenças imaginárias!&lt;br /&gt;No rescaldo da noite, as lições sobrevivem afeiçoadas pela pluma do travesseiro. Na subtileza da vida, os ínfimos gestos se foram empilhando em cumplicidades, que a rotina se encarregou de cristalizar. Confidências perdem o rótulo. O tempo-azimute separou o cascalho do caminho, o sorriso acanhado se converteu em gargalhadas de cristal que extraíram olhares do tilintar de mesas vizinhas. Simples soslaio de bisbilhotices de quem formatou emoções e deixou-se ficar no frio do betão da cidade grande, onde as estrelas se confundem com as luzes da urbanização!&lt;br /&gt;Na brisa, o engodo do tempo, quando a noite esquecida avança na inércia da embriagues do crepúsculo. Como pára-quedistas, aqui estão gozando o tempo efémero do ócio antes do desenlaço. Depois pousarão são e salvos em terra firme e retomarão a vida sob o peso da gravidade. E no escaninho o registo na lápide que fica para a posteridade! Foi uma noite de prazeres, margaridas, balões e pontes! O temporal e a erosão mostrar-se-ão incapazes de apagar as pegadas. &lt;br /&gt;Passou por aqui o CDN-2010!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-4582888171367287298?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/4582888171367287298/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=4582888171367287298' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/4582888171367287298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/4582888171367287298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2010/04/laco-inoxidavel.html' title='Laço inoxidável!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S8BlXr9NC1I/AAAAAAAAAGo/GqytrlTnmj8/s72-c/noite+de+bal%C3%B5es.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-663037153377729991</id><published>2010-03-25T12:38:00.000-07:00</published><updated>2010-03-29T14:00:05.102-07:00</updated><title type='text'>A verdade das crianças!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S6u8PdXy75I/AAAAAAAAAGg/wHK-Y89tr-g/s1600/11072009259.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S6u8PdXy75I/AAAAAAAAAGg/wHK-Y89tr-g/s400/11072009259.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452658747630612370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS OLHOS DAS CRIANÇAS VÊEM UMA REALIDADE QUE OS ADULTOS IGNORAM!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-663037153377729991?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/663037153377729991/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=663037153377729991' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/663037153377729991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/663037153377729991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2010/03/as-criancas-veem-coisas-que-os-adultos.html' title='A verdade das crianças!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S6u8PdXy75I/AAAAAAAAAGg/wHK-Y89tr-g/s72-c/11072009259.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-231996153493472401</id><published>2010-03-22T15:18:00.000-07:00</published><updated>2010-03-22T15:42:13.702-07:00</updated><title type='text'>Angola centro da obra lançada em Lisboa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S6fw-J3CBmI/AAAAAAAAAGY/EGM2-FiWvoM/s1600-h/DSC00038.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S6fw-J3CBmI/AAAAAAAAAGY/EGM2-FiWvoM/s200/DSC00038.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451590824544568930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S6fwJEgpCZI/AAAAAAAAAGQ/_cYXSmpCePA/s1600-h/DSC00036.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S6fwJEgpCZI/AAAAAAAAAGQ/_cYXSmpCePA/s200/DSC00036.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451589912575412626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S6ful9OQE6I/AAAAAAAAAGA/r7pIhqTtSPI/s1600-h/DSC00047.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S6ful9OQE6I/AAAAAAAAAGA/r7pIhqTtSPI/s200/DSC00047.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451588209812181922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Angola e África na Rota de Portugal” é o título do livro do Economista Manuel Ennes Ferreira lançado, segunda-feira, 22, em Lisboa.&lt;br /&gt;- Fazemos parte do Partido África, constituído por gente que tem procurado promover a cooperação entre África e Portugal, disse o embaixador António Monteiro, ao apresentar a obra. &lt;br /&gt;Para ele, da leitura do livro ressaltam 20 pontos importantes entre os quais se destaca a necessidades de se olhar para Angola como sendo um país que por si encontrou a via para o seu desenvolvimento.&lt;br /&gt;Já para o director adjunto do Expresso Nicolau Santos: as crónicas mostram não só o domínio absoluto dos temas sobre que o autor escreve, como os descodifica para o leitor vulgar, servindo-lhe as ditas cujas em doses pequenas, facilmente apreensíveis e sempre polvilhadas com uma pitada de ironia ou de humor. É por isso que se lêem como se tratasse quase de um romance, pois todas elas se entrecruzam e nunca se perde o fio à meada.... Para quem quer saber o que se passa em África, em particular nos PALOP, este livro é indispensável na mesa-de-cabeceira ou no gabinete de trabalho. E para quem quer o exemplo de um académico que sabe descodificar e tornar interessantes os temas mais complicados e áridos, ei-lo nestas páginas. &lt;br /&gt;Manuel Ennes Ferreira é Professor do Departamento de Economia do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa e investigador do SOCIUS, Centro de Excelência da FCT, e do Grupo África e do Conselho Científico do IPRI da Universidade Nova de Lisboa. É Doutorado em Economia pelo ISEG/UTL e lecciona e investiga sobre Economia Africana e questões ligadas ao desenvolvimento e cooperação internacional. É Sócio Honorário da Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-231996153493472401?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/231996153493472401/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=231996153493472401' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/231996153493472401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/231996153493472401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2010/03/angola-centro-da-obra-lancada-em-lisboa.html' title='Angola centro da obra lançada em Lisboa'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S6fw-J3CBmI/AAAAAAAAAGY/EGM2-FiWvoM/s72-c/DSC00038.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-504090133376984823</id><published>2010-03-21T15:03:00.000-07:00</published><updated>2010-03-21T15:07:19.581-07:00</updated><title type='text'>REI ÉDIPO EM LISBOA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S6aYbAyxusI/AAAAAAAAAFw/PU1NnXnfcv4/s1600-h/DSC00025.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S6aYbAyxusI/AAAAAAAAAFw/PU1NnXnfcv4/s320/DSC00025.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451211988815428290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A peça Rei Édipo de Sófocles está em cartais no Teatro D. Maria II, em Lisboa. O que mais surpreende ao espectador é a sua actualidade. Escrita antes do nascimento de Cristo, ela fala com segurança para o homem do séc. XXI marcado por um contexto de violência, conflitos, terrorismo, incertezas, insegurança, arrogâncias, falsidade, pobreza, calamidades e corrupção! E a justiça que tarda no dia-a-dia, na peça funciona até ao ponto do rei ser vítima dela ao bem da comunidade tebana!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-504090133376984823?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/504090133376984823/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=504090133376984823' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/504090133376984823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/504090133376984823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2010/03/rei-edipo-em-lisboa.html' title='REI ÉDIPO EM LISBOA'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S6aYbAyxusI/AAAAAAAAAFw/PU1NnXnfcv4/s72-c/DSC00025.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-1865586471550571416</id><published>2010-03-21T09:33:00.001-07:00</published><updated>2010-03-23T10:40:34.000-07:00</updated><title type='text'>MULHERES E O REGRESSO DO COMBOIO AFRICANO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S6ZLHd9w0JI/AAAAAAAAAFo/Fny1mdjrR88/s1600-h/DSC00007.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S6ZLHd9w0JI/AAAAAAAAAFo/Fny1mdjrR88/s320/DSC00007.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451126990653411474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Março caminha para Abril! E Lisboa acorda calma para a sua rotina! É Domingo! Na Baixa Chiado, ela procura descontraída na prateleira da loja que comercializa música africana. E lá encontra Bonga, com Rosa Maria, Paulo Flores, com Sassasa, Danny L, com Kalumba , David Zé, com Sofredora, Candinha, Lamento da Angêlica e Mama Kudilé . Mas apenas desabrocha de contente logo ao rever a cantora Tchinina: Hossi, Somaiangue ! Uteque ! Taté , Ekumbi , Mukanda …! &lt;br /&gt;A razão da escolha talvez resida no mês de Março dedicado às mulheres! Talvez, há escolhas mudas.&lt;br /&gt;E no regresso a casa, o embalo na voz de Tchinina recoloca-lhe o aparelho de rádio de marca Philips empoeirado ao ombro décadas depois da última farra ali bem perto do rio Mazungue, na Gabela. Entre cafezeiros, ginga confundindo o seu andar com o da gazela.&lt;br /&gt;Apanha o comboio em Sete Rios e parte! O tapete verde desliza na velocidade das lembranças, onde o único solavanco que chocalha a alma é a melancolia da saudade. No rastilho da paisagem em convulsão, desfilam laranjeiras e tangerineiras com seus frutos maduros pendentes enfronhados no seu aroma. As aldeias correm atrás. A angústia escava a Tundavala da melancolia naquela tarde chuvosa de inverno. No êxtase embrulha e expulsa tudo num longo suspiro! Mas fica no desejo! O enleio persiste!&lt;br /&gt;Lá fora, a chuva cai e lentamente a água acumulada no tejadilho desce sobre o vidro embaciado da janela do comboio, que liga Lisboa a Sétubal. Mas ela percorre um outro atalho entre a cidade da Gabela e a de Porto Amboim numa distância de 123 quilómetros de extensão de linha. &lt;br /&gt;Mano, olha fruta fresca! Era assim que na estação da Boa-Viagem as camponesas com seus filhos às costas ofereciam laranjas, tangerinas, agrião, couve, repolho, abacate e óleo de palma aos passageiros. Os produtos eram de qualidade e baratos! E o seu comboio do Caminho de Ferro do Amboim (CFA) ainda fumega no morro da memória. &lt;br /&gt;Adicionada à paisagem de pomares, depois da estação do Setenta-Quirimbo e Torres-Quijiba emerge, nas bermas, as plantações de algodão. Aqui e acolá gente curvada protege a cabeça com o chapéu-de-sol. Nas mãos, o cesto de palmas cheio de tufos de algodão. &lt;br /&gt;Fogueteiro! E a buzina do comboio eléctrico empurra-lhe para a praia. E desperta! Era diferente! A do seu comboio tinha vida própria. Tinha voz de gente falecida na construção da ferrovia! O corta-cabeça povoa o medo das aldeias. Dizia-se! O comboio gritava e dialogava com os falecidos! Uéé-Uééééé! Pouca-sorte-pouca-sorte-pouca-sorte-pouca-sorte! &lt;br /&gt;E electrizava a garotada que corria na sua loucura inocente para ver o trem passar. Acenavam e enchiam a cabeça de sonhos! Era o Comboio Africano que virou signo precursor da libertação da Mãe Negra oprimida e colonizada. &lt;br /&gt;O Comboio Africano conquistou a liberdade, mas logo depois tudo ficou na saudade, porque aboliram a linha e as populações ficaram em ilhas isoladas, tristes e perdidas no meio do capim alto. Gabela e Porto Amboim ficaram mais distantes uma da outra! Mas as populações esperam que um dia o comboio ainda volte a apitar no trajecto para reanimar vidas adormecidas! Quem sabe! A esperança é verde como o capim que hoje cobre a linha esquecida! &lt;br /&gt;Ao desembarcar, ela estica o olhar perdido para o horizonte e renova a fé. E há razões para tanta fé, pois contrariamente aos carris, o sonho e a realidade terão um dia ponto de encontro. &lt;br /&gt;Mona Ku Jimbe Manheno ! Kalunga Nguma !&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-1865586471550571416?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/1865586471550571416/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=1865586471550571416' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/1865586471550571416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/1865586471550571416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2010/03/mulheres-e-o-regresso-do-comboio_21.html' title='MULHERES E O REGRESSO DO COMBOIO AFRICANO'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S6ZLHd9w0JI/AAAAAAAAAFo/Fny1mdjrR88/s72-c/DSC00007.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-5238531368160476719</id><published>2010-03-21T09:33:00.000-07:00</published><updated>2010-03-21T09:34:22.112-07:00</updated><title type='text'>MULHERES E O REGRESSO DO COMBOIO AFRICANO</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-5238531368160476719?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/5238531368160476719/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=5238531368160476719' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/5238531368160476719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/5238531368160476719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2010/03/mulheres-e-o-regresso-do-comboio.html' title='MULHERES E O REGRESSO DO COMBOIO AFRICANO'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-9003642854657789040</id><published>2010-03-19T10:43:00.000-07:00</published><updated>2010-03-21T15:13:07.486-07:00</updated><title type='text'>PEDAÇO DE CHOCOLATE!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S6O6ALsi_dI/AAAAAAAAAFg/JwBqiDdckV8/s1600-h/bruxelas.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 170px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S6O6ALsi_dI/AAAAAAAAAFg/JwBqiDdckV8/s320/bruxelas.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450404486350831058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Karl Marx, esquecido na fragrância da Mais-Valia, espreita sorrateiro na esquina, onde os flashes bombardeiam a figura de um menino a urinar! Como crianças ao toque de recreio, quando livres da rotina laboral, os adultos gracejam e gargalham descontraídos. &lt;br /&gt;Viajar em excursão tem esse condão de adocicar amarguras cristalizadas no passar dos anos. Se amolecem as tensões e o corriqueiro ganha direito na taxinomia.&lt;br /&gt;No enlace das pedras da calçada, seguem enlaçadas diferentes raças e culturas. Na proxémica, cada um ocupa o seu lugar! Sem colisões mas com coalizões harmónicas, o lingala, o inglês, quimbundo, francês, russo, português… são línguas irmãs. Bruxelas é um mosaico de culturas e povos, um tipo de cidade onde o vocábulo forasteiro há muito caiu em desuso. É património-universal!&lt;br /&gt;No labirinto da história, a modernidade pára ofegante no seu cortejo de ufanismo e ergue os olhos para o cimo das torres de edifícios e catedrais talhados com esmero por exímios e anónimos artesões. &lt;br /&gt;- Como os homens conseguiram erguer tamanha obra no alvor do séc. XVI? &lt;br /&gt;Na relutância da resposta, assume-se a consciência da pequenhez! O passado emerge e confronta o presente com o seu consumismo entregue ao desvario de um prazer insaciável. É o hedonismo! &lt;br /&gt;O flash se apaga, decantando na imagem guardada na memória a curiosidade do novo no velho! E na pausa, o silêncio é eloquente, enquanto se dissolve sobre a língua o pedaço de chocolate negro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos juntos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-9003642854657789040?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/9003642854657789040/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=9003642854657789040' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/9003642854657789040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/9003642854657789040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2010/03/pedaco-de-chocolate.html' title='PEDAÇO DE CHOCOLATE!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S6O6ALsi_dI/AAAAAAAAAFg/JwBqiDdckV8/s72-c/bruxelas.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-2614970551548799253</id><published>2010-03-18T17:24:00.000-07:00</published><updated>2010-03-18T17:32:49.199-07:00</updated><title type='text'>Caldo verde</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S6LFordxxtI/AAAAAAAAAFY/73X0NmFP1EI/s1600-h/GABELA.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S6LFordxxtI/AAAAAAAAAFY/73X0NmFP1EI/s320/GABELA.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450135801724782290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda era criancinha, mas voar era o meu sonho, para transpor aquelas montanhas que cercavam a minha aldeia como barreiras para impedir a evasão de sua gente. Queria conhecer além do horizonte nublado. Queria vencer o nevoeiro e conhecer mais coisas além das bananeiras e dos cafezeiros. Invejei os pássaros que no seu exibicionismo iam e vinham cheios de felicidade visível no cantar. &lt;br /&gt;Um dia tardei dormir, quando pela primeira vez um avião passou bem baixinho sobre as casas da nossa aldeia. Corremos atrás do seu rasto até cairmos sob o cansaço das pernas e dos pulmões. Renovei o sonho de voar. &lt;br /&gt;Naquela noite sonhei. Um sonho bonito. Meu pedido havia sido satisfeito. Um pássaro de ferro veio buscar-me e eu estava radiante despedindo-me dos meus amigos todos esfarrapados. Mas ao acordar, era afinal apenas sonho de menino pobre sem asas para voar.&lt;br /&gt;Decidi retomar a rotina de lugares pequenos e deixar o meu sonho no molho verde da esperança. É como se alguém comprasse sapatos grandes e deixasse os pés crescerem para os por usar. E nessa espera nasceu uma outra paixão sobre as águas do rio Mazungue.&lt;br /&gt;Agora queria ser marinheiro e descer rio abaixo até atingir o mar. Um dia desci até ao mar, não de barco, mas de camião. Um camião que fumegava e nos buracos jogavas os passageiros de um lado para o outro. Era preciso segurar para não rolar na carroçaria feito bola de trapos. Quando vi o mar tive medo. Fugi das ondas como louco, mas com o tempo fui-me acostumando a deixar-se embalar nas suas ondas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-2614970551548799253?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/2614970551548799253/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=2614970551548799253' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/2614970551548799253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/2614970551548799253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2010/03/caldo-verde.html' title='Caldo verde'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S6LFordxxtI/AAAAAAAAAFY/73X0NmFP1EI/s72-c/GABELA.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-7495475203516452204</id><published>2010-03-14T15:27:00.000-07:00</published><updated>2010-03-18T17:10:38.973-07:00</updated><title type='text'>Silêncio!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S51lviUs6kI/AAAAAAAAAFI/r5cC_Uv4-hw/s1600-h/crian%C3%A7a.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 265px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S51lviUs6kI/AAAAAAAAAFI/r5cC_Uv4-hw/s320/crian%C3%A7a.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448622991530060354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma criança &lt;br /&gt;Na esquina&lt;br /&gt;Sem amparo&lt;br /&gt;Adultos passam&lt;br /&gt;Sem pejo &lt;br /&gt;MEDO baila &lt;br /&gt;Nas ruelas escuras&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-7495475203516452204?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/7495475203516452204/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=7495475203516452204' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/7495475203516452204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/7495475203516452204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2010/03/silencio.html' title='Silêncio!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S51lviUs6kI/AAAAAAAAAFI/r5cC_Uv4-hw/s72-c/crian%C3%A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-8017447140637765979</id><published>2010-03-06T14:12:00.000-08:00</published><updated>2010-03-07T09:18:59.016-08:00</updated><title type='text'>Última Primavera!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S5LVDgDiPHI/AAAAAAAAAFA/aqAG-Vy4J-o/s1600-h/primavera1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S5LVDgDiPHI/AAAAAAAAAFA/aqAG-Vy4J-o/s320/primavera1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5445649155565436018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda era menino quando procurava decorar as quatro estações do ano. Na minha aldeia, depois do Verão, na inocência da idade corria eufórico atrás das folhas amarelas e dos frutos do Outono. No inverno, era o Presépio que mexia a rotina da criançada, que procurava na sua pobreza aconchegar o Menino Jesus que havia nascido para salvar o mundo do Pecado! &lt;br /&gt;Depois, veio o vendaval e acabou com o Verão, Outono, Inverno e Primavera! As estações encolheram-se: tempo Seco e Chuvoso. Mas na reminiscência, as folhas ainda cobrem o chão atapetado de amarelo. &lt;br /&gt;Com esses pensamentos, desembarquei na Avenida Marquês Pombal e caminhei até ao destino! Chovia, num Inverno que os europeus consideram o mais rigoroso dos últimos seis anos. E os estragos da Madeira são eloquentes!&lt;br /&gt;Cheguei ao destino às 6H30 e na fila, entre sotaques de africanos, europeus do leste, asiáticos e sul-americanos, olhava com enleio a chuva que cai de mansinho. &lt;br /&gt;Naquele dia, acordei cedo, nem deixei o despertador disparar. Aliás, a ligação da esposa e a mensagem da filha desejando parabéns pelo aniversário, foram madrugadoras. Que bom! Precisava chegar primeiro para a renovação do Visto de Residência em Portugal. Era Estrangeiro. &lt;br /&gt;Enquanto aguardava, divertia-me em descobrir a nacionalidade de cada um deles. Ouvia e olhava, olhava! Perscrutava sobretudo a língua e o sotaque! A tarefa não foi difícil para a maioria deles. Chineses, ucranianos, senegaleses, guinienses, malianos se exprimiam na sua língua de origem. Português era apenas a ponte para unir falantes de outras línguas. Eu era o 4º na fila. Havia decifrado a origem de quase todos eles. Onde tivesse dúvida procurava confirmar!&lt;br /&gt;- Desculpa, o senhor é mesmo da onde? &lt;br /&gt;Chegou uma senhora. Aproximava-se das 8 horas. Esperei que ela falasse. De onde era ela? Angola? Moçambique? Cabo-Verde e Guiné-Bissau, não! &lt;br /&gt;Esperei! Quando ela quis saber o lugar que ocupava na fila, consegui ver a silhueta da realidade cultural que o véu do silêncio escondia. Mas era insuficiente! Solução. &lt;br /&gt; - A senhora é de Angola? &lt;br /&gt;– Não, sou de S. Tomé. &lt;br /&gt;Sorri contrariado! Perdi o jogo. Para o alívio, a porta se abriu e os estrangeiros em Portugal alinharam-se para a renovação dos papéis que garantia-lhes a permanência legal no espaço europeu. &lt;br /&gt;Trinta minutos depois, estava tudo resolvido e parti apressado para o Instituto, onde cheguei antes do início do primeiro tempo. Mas no fim da aula, ocorre o inusitado! A primavera desabrocha, explode com as suas pétalas, seus coloridos, perfumes e borboletas.&lt;br /&gt;A Turma ergue-se e canta parabéns a você! Todos os gestos e olhares absorvem-me. Saio da penumbra: era o dia do meu aniversário! Longe da pátria, eu estava radiante pela surpresa! No convés da Fragata desenhada sobre o bolo, os abraços, os beijos e desejos firmados de longos anos de vida!&lt;br /&gt;Como eles descobriram a data do meu nascimento? E não tive dúvidas! Inconfidência! A vizinha de carteira, Lénia Godinho era a cúmplice de um momento sublime que se retém no altar da memória. Eu já não era mais estrangeiro, era apenas um cidadão de Angola, que em cada esquina de Portugal tinha alguém com quem partilhar lembranças, cultura, história e futuro.&lt;br /&gt;Ainda caminhava nas nuvens, quando hoje o telefone toca. Era um amigo português de nome Augusto, que convidava-me para o almoço em sua casa. E cai para trás, quando ao entrar na sala, vi a mesa ornamentada tendo no centro um bolo com a Bandeira de Angola, Nosso Orgulho Maior!&lt;br /&gt;Viva as primaveras da vida!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-8017447140637765979?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/8017447140637765979/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=8017447140637765979' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/8017447140637765979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/8017447140637765979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2010/03/ultima-primavera.html' title='Última Primavera!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S5LVDgDiPHI/AAAAAAAAAFA/aqAG-Vy4J-o/s72-c/primavera1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-8069302188018630238</id><published>2010-02-19T08:22:00.000-08:00</published><updated>2010-02-19T08:23:28.321-08:00</updated><title type='text'>Esqueçam São Tomé!</title><content type='html'>“A mudança produz imprevisibilidade e surpresa. Isso significa que sempre que pressionamos para que haja mudanças – e eu defendo que precisamos de ainda mais mudanças do que temos hoje -, temos de nos preparar para o facto de muito do que vamos obter ser imprevisível. Esta instabilidade inerente tem de mudar a forma como elaborámos a política da nossa nação as nossas vidas…”. &lt;br /&gt;Essas palavras são do jornalista americano Joshua Cooper Ramo, apresentadas no seu livro “A era do Imprevisível”. Fui busca-las depois do e-mail que recebi reagindo ao meu texto, onde defendia a necessidade de todos os angolanos erguerem-se em prol da luta contra a corrupção desencadeada pelo Governo de Angola.  &lt;br /&gt;Num mundo globalizado que muda de forma veloz, há que alterar a maneira como olhamos para a realidade. Há modelos do passado que não servem para compreender os desafios actuais. &lt;br /&gt;Segundo dizia o referido e-mail - já estamos envelhecidos com as promessas por um futuro melhor e prefiro ser como São Tomé, ver para crer! &lt;br /&gt;Estranho! Num momento tão importante para a história do país em que é preciso arregaçar as mangas para o verdadeiro movimento contra a corrupção que como cancro definha o organismo social, alguém prefere esperar para ver!&lt;br /&gt;Vivemos um momento histórico, mas o cepticismo não conduzir-nos-á a lado nenhum. O correcto é cada cidadão fazer a sua parte, participando activamente na luta. Quer esperar para ver e depois colher o fruto da seara alheia? &lt;br /&gt;Esqueçam São Tomé! Contrariamente ao que se diz, como sendo um homem titubeante e céptico, ele foi um dos discípulos mais corajosos de Cristo, que deixando tudo para trás seguiu o Salvador nas peripécias por que passou na terra. Tinha fé em Cristo a apoiava-o.&lt;br /&gt;Ontem, quando o país estava em guerra gritávamos: “Cada cidadão é e deve sentir-se necessariamente um soldado”. Hoje devemos dizer: &lt;br /&gt;- Cada angolano é e deve sentir-se necessariamente um combatente na luta contra a corrupção!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-8069302188018630238?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/8069302188018630238/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=8069302188018630238' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/8069302188018630238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/8069302188018630238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2010/02/esquecam-sao-tome.html' title='Esqueçam São Tomé!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-3060524118770225577</id><published>2010-02-10T01:18:00.000-08:00</published><updated>2010-02-10T01:20:01.149-08:00</updated><title type='text'>Uma Nova História</title><content type='html'>O país entra numa nova era! A aprovação da Nova Constituição da República de Angola e a consequente nomeação do novo elenco governamental, guardadas as devidas particularidades, tem para o país o mesmo significado que teve para o Mundo a queda do Muro de Berlim em 1989, dando lugar a alteração de paradigmas que regiam as relações internacionais durante Guerra Fria. Jamais o mundo foi o mesmo. Aquele acontecimento inaugurou uma Nova Ordem unipolar, não só com o fim do Sistema Socialista Mundial e da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, mas porque surge na cena mundial um novo jogar, os actores não-estatais.&lt;br /&gt;Foi um acontecimento marcante, crucial, mas poucos haviam dado por isso, nem mesmo muitos estudiosos de Relações Internacionais conseguiram perceber o alcance e a profundidade das mudanças que se anunciavam.&lt;br /&gt;Ao nos atermos aos últimos pronunciamentos de Sua Excelência o Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, antes e depois da Aprovação da Constituição da República, pondo fim ao longo processo de transição, percebe-se uma acentuada preocupação com a estabilidade política, o desenvolvimento económico e a segurança nacional.  &lt;br /&gt;Nada mais será como antes! Haverá, segundo as palavras do Presidente, um “corte” vertical com o passado, apostando afincadamente no trabalho, na transparência, na disciplina e na organização e no melhoramento do bem-estar das populações. &lt;br /&gt;Destaca ainda a importância no melhoramento da gestão das finanças públicas e a criação de condições para a moralização da sociedade através da criação da Lei sobre probidade administrativa, que “No senso comum, quer dizer honestidade, honradez e integridade de carácter”. Sublinhando que a probidade administrativa define os deveres e a responsabilidade e obrigações dos servidores públicos na sua actividade quotidiana, de forma a assegurar-se a moralidade, a imparcialidade e a honestidade administrativa.&lt;br /&gt; Portanto, há claramente um virar de página, sendo todos os angolanos, sem distinção de qualquer espécie, chamados a participar com dedicação e espírito de sacrifício. Pois cada um tem de fazer a sua parte na construção do bem-estar comum. E só juntos poderemos alcançar as metas anunciadas pelo Presidente da República. Cada um deve assumir essa meta como sua trabalhando mais e melhor! &lt;br /&gt;Para a moralização da sociedade, os meios de comunicação sociais terão com certeza um papel inquestionável nessa empreitada. E ela terá de assumi-lo com responsabilidade, profissionalismo e acima de tudo com honestidade, ajudando a sociedade no processo de monitoramento da gestão da coisa pública. &lt;br /&gt;Conforme vários estudos à respeito: - Administração Pública não exerce suas actividades e direitos com a mesma autonomia e liberdade com que os cidadãos particulares exercem os seus. Enquanto a actuação dos cidadãos particulares baseia-se no princípio da autonomia da vontade, a actuação do Poder Público é orientada por princípios como o da legalidade, da supremacia do interesse público sobre o privado e da indisponibilidade dos interesses públicos.  &lt;br /&gt;A clara distinção entre o público e o privado evita a promiscuidade a que o Presidente José Eduardo dos Santos se referiu em anos anteriores. É com este princípio que cada gestor ou seja servidor público deve proceder no exercício das suas tarefas, para que as perspectivas que se avizinham para o país venham a ser concretizadas de facto.&lt;br /&gt;“O Fim da História”, é assim que o americano Francis Fukuyama considerou a queda do Muro de Berlim. Para os angolanos, com a nova Constituição inicia-se uma Nova História! Quem não acordar, será jogado com a água do banho!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-3060524118770225577?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/3060524118770225577/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=3060524118770225577' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/3060524118770225577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/3060524118770225577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2010/02/uma-nova-historia.html' title='Uma Nova História'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-3620567903331506640</id><published>2010-02-07T02:42:00.000-08:00</published><updated>2010-02-07T03:35:25.436-08:00</updated><title type='text'>REVER FEVEREIRO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S26lYLu57PI/AAAAAAAAAE4/oJLlTDCqaGc/s1600-h/pacavira.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 160px; height: 180px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S26lYLu57PI/AAAAAAAAAE4/oJLlTDCqaGc/s200/pacavira.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435463635167735026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O silêncio cobre a plateia reunida no auditório do Hotel Sana, em Lisboa. O embaixador Manuel Pedro Pacavira, vindo de Roma a propósito, desfia, na sua fala calma, o rosário das suas lembranças, das dificuldades e dos perigos da clandestinidade. Nas breves pausas, a emoção espreita sorrateira. Ele cita nomes de companheiros tombados e apela aos jovens de hoje ao patriotismo.&lt;br /&gt; – É preciso que vocês assumam o vosso papel na história de Angola, porque nós já passamos. Já estamos velhos. &lt;br /&gt;O quatro de Fevereiro de 1961 ficou distante no tempo, mas a saga heróica prevalece, feito semente de um passado projectado para o futuro. São passados 49 anos desde dia em que angolanos se ergueram com catanas para romper as algemas da colonização e da opressão. Muitos morreram naquele dia, mas o grito de revolta ecoou no mundo inteiro.&lt;br /&gt;Depois foi a vez do Embaixador de Angola em Portugal, Marcos Barrica, falar dos desafios do presente. A aprovação da primeira Constituição Angolana e os projectos sociais em curso. A habitação, a saúde e educação são as grandes prioridades do novo governo. A plateia questionou, queria saber mais do país. A curiosidade foi satisfeita com imagens de vídeo projectadas no telão. &lt;br /&gt;E o almoço recheado de iguarias serviu para a confraternização entre os angolanos residentes em Lisboa, fechando as celebrações do aniversário do 4 de Fevereiro. As conversas e a gastronomia angolana adocicaram o paladar de um país que todos querem rever e ajudar a construir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-3620567903331506640?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/3620567903331506640/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=3620567903331506640' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/3620567903331506640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/3620567903331506640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2010/02/rever-fevereiro.html' title='REVER FEVEREIRO'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S26lYLu57PI/AAAAAAAAAE4/oJLlTDCqaGc/s72-c/pacavira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-1648082729345016771</id><published>2010-01-09T10:58:00.000-08:00</published><updated>2010-01-10T03:30:41.268-08:00</updated><title type='text'>VIVA O CAN 2010!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S0jUH-zrSoI/AAAAAAAAAEw/_nkHWH1RCY0/s1600-h/bandeira_de_angola.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 145px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S0jUH-zrSoI/AAAAAAAAAEw/_nkHWH1RCY0/s200/bandeira_de_angola.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424818984751680130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Finalmente termina a contagem regressiva! Foram anos, meses, semanas e dias de angústias pelo início da cerimónia de abertura do Campeonato Africano de futebol de 2010. &lt;br /&gt;É hora de todos os angolanos, seja qual for a sua opção política e credo religioso, seja qual for a sua opinião, unir esforços em prol da participação de Angola. É hora de unidade, porque o que nos une é bem mais importante do que aquilo que nos separa! &lt;br /&gt;“Acima de tudo, o importante é aprender a estar de acordo. Muitos dizem que sim, e no entanto ninguém está de acordo. A muitos, nem sequer se pergunta e muitos  estão de acordo com coisas erradas. Por isso: acima de tudo, o importante é aprender a estar de acordo.” Como escreveu o dramaturgo alemão Berlot Brecht na sua peça “Aquele que diz sim e aquele que diz não! &lt;br /&gt;É crucial saber que há vários anos, gerações sucessivas de angolanos sonharam com a possibilidade desse momento glorioso, e muitos partiram sem ter experimentado a emoção do país ser anfitrião do futebol de África, mas com certeza bem queriam estar na bancada e torcer ao vivo, vibrar com cada lance, com cada drible e com cada golo. Acendamos o archote e empurremos os Palancas para a vitória. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso aprender a estar de acordo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-1648082729345016771?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.youtube.com/watch?v=QT4nMubFUp0' title='VIVA O CAN 2010!'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/1648082729345016771/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=1648082729345016771' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/1648082729345016771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/1648082729345016771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2010/01/viva-o-can-2010.html' title='VIVA O CAN 2010!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S0jUH-zrSoI/AAAAAAAAAEw/_nkHWH1RCY0/s72-c/bandeira_de_angola.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-396456677699290583</id><published>2010-01-09T03:59:00.000-08:00</published><updated>2010-01-09T12:51:37.937-08:00</updated><title type='text'>Incidente com a selecção togolesa</title><content type='html'>A notícia sobre o triste episódio, que envolveu a selecção togolesa em Angola, nesta sexta-feira, 8, em Cabinda, mostrou o carácter terrorista dos seus executantes, e por isso deve merecer a nossa veemente condenação. O incidente, segundo o comunicado do Governo angolano, ocorreu no troço rodoviário entre Bicongolo e Chiculu, na província de Cabinda. &lt;br /&gt;A informação veiculada apressadamente em destaque por órgãos portugueses, brasileiros e outros deixa um cordão de reticências quanto as circunstâncias que envolveram o acontecimento. &lt;br /&gt;A selecção do Togo chegou ontem a Angola? Qual o local onde a selecção foi emboscada? A que horas? De onde saiam? Saiam do aeroporto ou vinham da fronteira do Congo? Se vinham do Congo, porque não o fizerem por avião? Essas são algumas questões que não estão claras em nenhum momento nos noticiários, deixando os leitores desprovidos de detalhes importantes para a compreensão da informação divulgada. &lt;br /&gt;Quantos leitores sabem onde fica Bicongolo? E Chiculu? Partindo do pressuposto de que o leitor ignora pormenores do facto, a notícia carece de mais dados, para que possa fazer um correcto julgamento.&lt;br /&gt;Para os meios de comunicação(jornais, TV e imprensa digital), bastava fazer recurso a infografia (mapa com detalhes do local do acontecimento).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-396456677699290583?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/396456677699290583/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=396456677699290583' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/396456677699290583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/396456677699290583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2010/01/incidente-com-seleccao-togolesa.html' title='Incidente com a selecção togolesa'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-7079909791328631835</id><published>2009-12-31T17:10:00.000-08:00</published><updated>2009-12-31T17:23:54.581-08:00</updated><title type='text'>Desejo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/Sz1Om5ZuEFI/AAAAAAAAAEA/EPWWnFtboPo/s1600-h/estrelas.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 154px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/Sz1Om5ZuEFI/AAAAAAAAAEA/EPWWnFtboPo/s200/estrelas.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421575956574638162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Apesar da distância, a festa do fim do ano teve o sabor à Candando. No cair do pano sobre 2009, o sentimento predominante é o de alegria por termos chegado são e salvos ao fim do ano e de uma década. Não se esqueçamos porém, que no percurso tortuoso da vida, todos somos afluentes de um mesmo rio que desce em direcção à foz. &lt;br /&gt;Desejo-vos um 2010 cheio de fé, muita saúde, paz e prosperidade!&lt;br /&gt;Olha, em 2009 aprendi que quando as estrelas desaparecem do céu é porque está a  amanhecer. Seja você a estrela de um novo dia!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nos vemos em 2010, se Deus assim o desejar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-7079909791328631835?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/7079909791328631835/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=7079909791328631835' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/7079909791328631835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/7079909791328631835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2009/12/desejo.html' title='Desejo'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/Sz1Om5ZuEFI/AAAAAAAAAEA/EPWWnFtboPo/s72-c/estrelas.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-6376402225486408934</id><published>2009-12-26T10:29:00.000-08:00</published><updated>2009-12-26T11:06:13.690-08:00</updated><title type='text'>Tempero!</title><content type='html'>Funge, peixe, carne e feijão preto eram os pratos preferidos pelos dois, mas &lt;br /&gt;quem os confeccionava com maior frequência era o Cativa. Cada um tinha a &lt;br /&gt;sua especialidade. Wandalika dedicava-se em confeccionar arroz com bife e &lt;br /&gt;salada, peixe grelhado com macarrão. Era criativo que chegou a fazer kizaca &lt;br /&gt;com o liquidificador e funge de bombó a partir da farinha de mandioca não &lt;br /&gt;torrada. Aos sábados, quando houvesse dinheiro, fazia geralmente compras no &lt;br /&gt;supermercado do Bairro São Mateus, antevendo o fim-de-semana. Quando na &lt;br /&gt;cozinha, até usava avental e o tempero inundava a casa. À noite, temperava o &lt;br /&gt;peixe ou carne, colocava em via de alho e no dia seguinte, em fogo brando, &lt;br /&gt;confeccionava o almoço. &lt;br /&gt;E durante a refeição, Cativa não poupava elogios. Pai, aprendeste cozinhar &lt;br /&gt;assim aonde? Aprendi com a minha dama, mas ela diz que eu não sei &lt;br /&gt;cozinhar. Hum! Talvez não goste de concorrência! Talvez! Cozinhas tipo dama! &lt;br /&gt;Tens mãos de fada! Eh rapaz, cuidado! Yá, outro dia até fizeste calulú! Aquilo &lt;br /&gt;era uma delícia, até bizei! Onde é que compraste a rama de batata? Encontrei-&lt;br /&gt;a na quinta do meu colega. Eles aqui não comem rama nem folhas de &lt;br /&gt;mandioca! Não sabem o que estão a perder! Aquilo é a pura vitamina. Olha, &lt;br /&gt;durante a Festa dos Africanos, fizemos um prato de Angola, que os brasileiros &lt;br /&gt;não resistiram! Kizaca com muamba! Até estavam a lamber os dedos. Outros &lt;br /&gt;diziam que era medicamento. Têm razão, p’ra nós que bebemos, aquilo ajuda a &lt;br /&gt;manter a forma. &lt;br /&gt;Agora estes frangos que nascem num dia e crescem na noite seguinte, é só &lt;br /&gt;doenças para o corpo. Ah porque colesterol! No kimbo nunca ouvi falar disto. &lt;br /&gt;Falando em colesterol, tens de ter cuidado com o uso de gorduras. Você põe &lt;br /&gt;muito óleo na comida. Ah, agora estás a controlar até o óleo? Estou mal! Não é &lt;br /&gt;controlar o óleo, é controlar a saúde, …Basta ver a maneira como abres a lata. &lt;br /&gt;Deves fazer dois furos, um pequeno e o outro um pouquinho maior. Não &lt;br /&gt;precisa estuprar a lata! Eh, aquilo são buracões! Isso é coisa de pobre. O pobre &lt;br /&gt;é sempre muito exagerado no uso das coisas. Já tem pouco, mas usam sem &lt;br /&gt;parcimónia. Depois dia seguinte, está com a caneca na porta do vizinho! &lt;br /&gt;Wandalika, falando em vizinha. Tive uma no bairro São Pedro da Barra que de &lt;br /&gt;manhã, mandava o filho pedir fósforo, açúcar e chá. No almoço, sal, gindungo &lt;br /&gt;e óleo. Um dia reclamei, sabe o que ela disse? Aquela senhora é bruxa, yá! &lt;br /&gt;Que estão a se achar, mas quando morrerem vão deixar tudo para o velório! &lt;br /&gt;Um dia destes, bebi uns copos, quase lhe dei uma surra, a sorte é que ela &lt;br /&gt;fugiu! Você vai querer bater uma mulher? Yá, ela estava a brincar… Nunca &lt;br /&gt;viste? Mulher tem muito jeito. Ainda vai manipular a informação e quando o &lt;br /&gt;marido dela ouvir!... Epá, se eu estou a ver que o marido dela tem músculos, &lt;br /&gt;não vou perder tempo. Pego logo no ferro, antes que não me passam uma &lt;br /&gt;bassúlas e cabeçadas. Há gajos que batem à sério. Eu lhe furo e vou lhe &lt;br /&gt;cumprir... Também, já viram um tropa a levar purrada na mão de um civil… Em &lt;br /&gt;Luanda, ninguém te acode e ainda por cima começam a agitar: lhe dá mesmo! &lt;br /&gt;Yá, lhe pega, Uááá! Palmas e assobio e tudo! Olha, falando em purrada. No &lt;br /&gt;Bairro Golfe, um 2º tenente estava a conduzir o seu carrito, quando ao travar &lt;br /&gt;para deixar passar um peão foi atingido na parte traseira por um turismo. O &lt;br /&gt;gajo estava distraído! Yá, ouve então! O tenente desce para ir saber o que &lt;br /&gt;aconteceu. Assim que se abaixou para ver os danos, o condutor que havia &lt;br /&gt;batido, também desce e dá-lhe duas galhetas daquelas, pai! O tropa cai! Todo mundo só a olhar. Era hora do engarrafamento. O tenente levantou-se &lt;br /&gt;calmamente, puxou na pistola e disparou no joelho do cara. Todo mundo &lt;br /&gt;começou a gritar: Matou! Matou!…UÁUÉÉ Outros puseram as mãos na &lt;br /&gt;cabeça! Uaéé… O militar subiu no carrito dele e bazou. &lt;br /&gt;As moças que vinham no carro que havia batido, fugiram todas deixando o &lt;br /&gt;condutor deitado no chão. A boca já bem seca! Fala mais! Aquilo tudo é só &lt;br /&gt;ilusão, por causa das catorzinhas… Essas pequenas o que fazem!!! Lhe saiu! &lt;br /&gt;Acho que o militar depois foi julgado, mas ganhou razão. Yá, bater no tropa é &lt;br /&gt;teu azar que estás a procurar! Isto até é porque a guerra acabou, no tempo da &lt;br /&gt;quitota quem é que levantava o coiso!!!... A paz é fixe! Todos estamos &lt;br /&gt;misturados no engarrafamento!.... Desencartados, gatunos, malucos, &lt;br /&gt;assassinos…chefe, subordinado, general, soldado. É como na Internet! É &lt;br /&gt;democracia global, yá! O general está se esticar com o jeep Toyota Prado &lt;br /&gt;novinho, você aqui do lado com o teu Starlet a deitar bué de fumo no escape, &lt;br /&gt;também a fazer banga! É o quê? Isso é Angola! Estamos sempre a subir!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-6376402225486408934?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/6376402225486408934/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=6376402225486408934' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/6376402225486408934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/6376402225486408934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2009/12/tempero.html' title='Tempero!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-7801459961869705101</id><published>2009-12-24T06:49:00.000-08:00</published><updated>2009-12-25T09:50:10.313-08:00</updated><title type='text'>Natal com palavras</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/SzOBp_JTPLI/AAAAAAAAADg/87QEEfkEIK4/s1600-h/flores.bmp"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/SzOBp_JTPLI/AAAAAAAAADg/87QEEfkEIK4/s200/flores.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418817334981901490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No Natal, estamos em comunhão, mas é um dia incomum, porque rompe com o ciclo de rotinas moldadas no fazer da vida um lugar de vencer distâncias e derrubar obstáculos. É momento de pausa para um olhar desarmado, ainda que de soslaio, para o mundo que se estende além do ego de cada um. &lt;br /&gt;Apreciar a beleza e o significado da obra que erguemos e as relações que estabelecemos e mantemos com a esposa, com os filhos, com os outros membros da família, com os colegas e amigos, com Deus e a Pátria! &lt;br /&gt;Com certeza, para muitos, no fim, ao voltar o olhar para o horizonte, a retina guardará um tapete colorido de flores, cujo perfume agradará às redondezas. E outros, amaldiçoarão a sua sorte, quando se aperceberem que, a seus pés, das sementes germinaram apenas espinhos. Permanecerá todo o sentido da parábola segundo a qual quem semeia ventos colherá tempestades. E a festa que se fizer, ajustar-se-ia ao devido tamanho e à qualidade da colheita no fecho da safra. Se calhar, muitos teriam poucas razões para festejar. &lt;br /&gt;Haverá outros, para quem as sementes não germinaram. Chorarão, mas a porta não se fechou! Não amaldiçoe nem culpabilize os demais. Reveja os seus próprios métodos e técnicas que usou no amanho da terra. Verificai a fertilidade do solo e a qualidade da semente! &lt;br /&gt;O semeador sofrerá, chorará e suará, mas, se tudo for feito com amor resultará numa safra de muita fartura em paz e alegria. O amor brilha e é comum confundi-lo com o de muitos cascalhos que abundam na natureza. Muitos caíram em desgraça por o terem confundido. &lt;br /&gt;Saúde, dinheiro, carros, felicidade. – “A felicidade, todos nós queremos”, cantou Sebem! A todos existe a chance de encontrá-la, mas ela pode estar por detrás de um simples gesto de amizade, de amor, de carinho, de camaradagem e de solidariedade.&lt;br /&gt;E ontem, por razões que transcendem a imodéstia, foi um dia daqueles que ganham lugar cativo no arquivo da memória e coroam a vida com o sublime dos presentes.&lt;br /&gt;- Ainda guardo uma foto daquele tempo antes da independência. Nela estou eu e outras crianças da minha idade. As crianças brancas, de que faço parte, estavam bem apresentadas e naturalmente sorridentes, enquanto as negras mal vestidas e tristes. Hoje, os meus olhos vêm coesas que não viam naquele tempo. Se naquela altura não fosse assim, o nosso futuro teria sido diferente!&lt;br /&gt;Essas são palavras de um ex-estudante da Escola Primária nº66 Augusto Gil, na Gabela. Hoje, ele tem 46 anos e vive no Porto, Portugal. &lt;br /&gt;Uma dessas crianças negras de que se refere, e que levavam banana cozida com dendém e lavavam os pés empoeirados pela marcha no riacho antes de entrar na cidade de asfalto, sou eu! E o meu Natal era diferente do dele, mas tinha presépio e menino Jesus!&lt;br /&gt;Na conversa mantida através do MSN, ele contou a saudade que sente dos antigos colegas e amigos e de Angola. E ficámos remoendo nossas lembranças, costurando sob o frio do inverno os nossos sonhos num amanhã radiante, que enterre para sempre as tristezas que amargaram a vida! &lt;br /&gt;Ao terminar, ele clicou num bolo e eu num presente! E ficou a promessa de vermo-nos em 2010, em Angola! Que Deus nos abençoe!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-7801459961869705101?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/7801459961869705101/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=7801459961869705101' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/7801459961869705101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/7801459961869705101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2009/12/natal-com-palavras.html' title='Natal com palavras'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/SzOBp_JTPLI/AAAAAAAAADg/87QEEfkEIK4/s72-c/flores.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-1579285112469898614</id><published>2009-12-22T04:39:00.000-08:00</published><updated>2009-12-22T04:54:45.743-08:00</updated><title type='text'>Parabéns Proletário</title><content type='html'>É Dezembro, estamos em clima de festa. E não podia ter sido escolhida uma data diferente para o lançamento do primeiro CD do músico Proletário. No cenário musical desde 1970, Proletário consegue gravar o seu disco 39 anos depois. Parabéns pela perseverança! Foram vários anos de lutas e esperas, mas finalmente o sonho se concretiza. É uma vitória para o músico e para todos os amantes da sua arte, que de Scania 111 passaram em Sanguiguenda, Kapelequeze, Makumba e até Kimbonbeia. As 13 faixas editadas representam ínfima parte do reportório do cantor, mas para começar, valeu! Coragem! É uma Caminhada!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-1579285112469898614?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.youtube.com/watch?v=rB6SYhLceYk' title='Parabéns Proletário'/><link rel='enclosure' type='' href='http://www.youtube.com/watch?v=rB6SYhLceYk' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/1579285112469898614/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=1579285112469898614' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/1579285112469898614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/1579285112469898614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2009/12/parabens-proletario.html' title='Parabéns Proletário'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-4684485393404647723</id><published>2009-12-07T14:49:00.000-08:00</published><updated>2009-12-07T14:58:32.680-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/Sx2Hfcioh5I/AAAAAAAAADY/z_Hq1JK8sZ4/s1600-h/nadia.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 140px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/Sx2Hfcioh5I/AAAAAAAAADY/z_Hq1JK8sZ4/s200/nadia.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412631301476353938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saudade é um pouco como a fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarice Lispector&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBSERVAÇÃO: Essa foi a última carta de Edna, antes da sua morte por atropelamento em Maio de 1998. Se estivesse viva faria dia 25 de Dezembro de 2009, 21 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-4684485393404647723?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/4684485393404647723/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=4684485393404647723' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/4684485393404647723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/4684485393404647723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2009/12/saudade-e-um-pouco-como-fome.html' title=''/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/Sx2Hfcioh5I/AAAAAAAAADY/z_Hq1JK8sZ4/s72-c/nadia.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-8093771067651751672</id><published>2009-12-02T09:27:00.000-08:00</published><updated>2009-12-07T13:53:14.498-08:00</updated><title type='text'>REFAZER VIDAS! HARMONIZAR DESEJOS!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/Sx15JwKij_I/AAAAAAAAADQ/hAku4Yhdr0A/s1600-h/PALANCA+NEGRA-6.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 180px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/Sx15JwKij_I/AAAAAAAAADQ/hAku4Yhdr0A/s200/PALANCA+NEGRA-6.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412615535624097778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/Sx146TWRvaI/AAAAAAAAADI/EVWT5PMIpdk/s1600-h/PALANCA+NEGRA-9.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 165px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/Sx146TWRvaI/AAAAAAAAADI/EVWT5PMIpdk/s200/PALANCA+NEGRA-9.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412615270190661026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/Sx14uGRznHI/AAAAAAAAADA/hA9gIOUsmHI/s1600-h/PALANCA+NEGRA-10.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 133px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/Sx14uGRznHI/AAAAAAAAADA/hA9gIOUsmHI/s200/PALANCA+NEGRA-10.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412615060523818098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/SxakAy2ce_I/AAAAAAAAAC4/BvVmwr2Tt8w/s1600-h/PALANCA+NEGRA.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/SxakAy2ce_I/AAAAAAAAAC4/BvVmwr2Tt8w/s200/PALANCA+NEGRA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410692335889316850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A Palanca Negra gigante foi uma das vítimas do conflito angolano, que terminou há sete anos, depois de mais de 30 anos.&lt;br /&gt;A localização do antílope, que é símbolo da Selecção de Futebol e da Companhia Aérea angolana, põe fim à especulações sobre a sua extinção. Depois do fim da guerra, manadas de elefantes e outras espécies estão regressando aos parques e reservas naturais. Todos estão desejosos dereconstruir as suas vidas, a sarar as chagas, a cicatrizar as feridas! Incrível, homens e palancas partilham o mesmo desejo: viver em paz e harmonia!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-8093771067651751672?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/8093771067651751672/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=8093771067651751672' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/8093771067651751672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/8093771067651751672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2009/12/refazer-vidas-harmonizar-desejos.html' title='REFAZER VIDAS! HARMONIZAR DESEJOS!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/Sx15JwKij_I/AAAAAAAAADQ/hAku4Yhdr0A/s72-c/PALANCA+NEGRA-6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-3544662324399878024</id><published>2009-11-19T15:20:00.000-08:00</published><updated>2009-12-11T01:13:52.631-08:00</updated><title type='text'>Patriotismo de jovens angolanas em Lisboa</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/SwXTpZl4VbI/AAAAAAAAACw/EQc8bqEU0YI/s1600/bandeira+de+angola.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/SwXTpZl4VbI/AAAAAAAAACw/EQc8bqEU0YI/s200/bandeira+de+angola.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405959635926013362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eram 13 horas! Acabava de sair da Embaixada angolana, um edifício localizado numa Avenida bem movimentada de Lisboa. Diante da Bandeira Nacional hasteada no edifício, qualquer muangolê experimenta um sentimento sublime de angolanidade. É o sentimento de pertença que nos infla de orgulho. &lt;br /&gt;De manhã, com o medo de errar, perguntei a um senhor de meia-idade se aquele seria o trem para Entre Campos. Ele disse que sim. Subi atrás do homem, que mais tarde começou a pedir esmola aos passageiros. Que susto! Era deficiente visual! Quase explodi ao reprimir uma gargalhada!... Ser novato em cidade desconhecida prega dessas partidas.Cego é quem não quero ver!&lt;br /&gt;Linha Amarela. Linha Verde! Linha Vermelha! E Linha…! No regresso, vinha mais cauteloso, tamanho era o desnorte. Subi no Metro, desconfiado pela incerteza de ser aquele o trajecto, que me levaria directamente ao Rossio, Centro de Lisboa. &lt;br /&gt;Sentei-me e ao meu lado, poisaram suave, para minha surpresa e agrado, duas moças, que mal tinham passado da adolescência, se é que já deixaram na poeira dos anos essa fase de metamorfoses, cobranças, incompreensões, sonhos, contradições e expectativas. &lt;br /&gt;Acostumado a ouvir com maior frequência sotaques de caboverdianos e guinienses, desconfiei e afinei os ouvidos. Na velocidade e no semi-escuro do túnel, desviei a atenção para as sombras deixadas pelos objectos em movimento na imaginação dos passageiros. &lt;br /&gt;- Os outros têm muitas coisas bonitas, fábricas e indústrias e vida melhor, não nos esqueçamos que eles tiveram de batalhar, arregaçar as mangas.&lt;br /&gt;- Batalharam muito! O país precisa de nós. A droga não é a solução, porque ela apenas destrói o nosso sonho, tornando-nos reféns do vício.&lt;br /&gt;- É verdade! Devemos estudar, procurar assimilar o máximo de conhecimentos, para voltarmos para o país.&lt;br /&gt;-Estás a ver! O nosso curso vai ser importante. Aliás, depois de vários anos de guerra…&lt;br /&gt;- O país precisa de quadros competentes e dedicados. E nós podemos ajudar a construir um país melhor. &lt;br /&gt;- Só com trabalho podemos conseguir o que queremos!&lt;br /&gt;Impelido pela curiosidade, desisti de fazer de espelho a janela do Metro e sorrateiramente tentei encarar a moça, que sentava de frente para mim. Ela era clara, usava jeans e um casaco preto. Mas logo os nossos olhos se cruzaram e eu refugiei-me apressado no túnel do eléctrico. A que estava do meu lado, era baixa e fala menos. E o diálogo tornou-se tão interessante, que me emocionei. Fiquei impressionado com a clareza e a convicção com que defendiam as suas ideias: &lt;br /&gt;- Moças, de que país são vocês? &lt;br /&gt;Não tive dúvidas, são angolanas de verdade, como aqueles e aquelas que deram o que tinham de melhor para defender a pátria.&lt;br /&gt;A Stela e a Amélia estudam Serviço Social em Lisboa a expensas da família, pois não têm bolsa de estudo. Nos períodos da tarde, pensam arranjar emprego, para ajudar a suportar a formação.&lt;br /&gt;E foi com lágrimas nos olhos que as vi partir, acenando-me. Elas desceram na Baixa do Chiado e eu desceria no Rossio, mas na distracção errei novamente a paragem, mas não fiz questão, tinha ganho o dia. &lt;br /&gt;Ao desembarcar, limpei com a manga do casaco uma lágrima teimosa. Não são lágrimas da idade ou da saudade da família distante, mas sim de emoção de perceber que todo o sacrifício de gerações sucessivas de angolanos não fora em vão. E não tinha dúvidas! Através da devoção, do amor ao país e aos seus símbolos identificamos um verdadeiro patriota. &lt;br /&gt;Esquecido do almoço, mergulhei em meus pensamento, ao caminhar nas ruas da Lisboa, onde desembarquei dois dias antes das celebrações do 34º aniversário da Independência de Angola. Cheguei à Europa, num momento em que mundo comemorava o 9 de Novembro, dia da queda do Muro de Berlim. O Muro que separava a Nação alemã caiu há 20 anos. Na cerimónia vi Walesa a derrubar a réplica, mas quantos muros estão por derrubar?&lt;br /&gt;É com atitudes como as da Stela e Amélia que derrubaremos o muro da pobreza, da fome, da injustiça e do desemprego e em seu lugar edificarmos uma Angola reconciliada e próspera.&lt;br /&gt;Hoje é 20 de Novembro, pensei ao chegar ao hotel. Faltam poucos dias para o CAN 2010! E a alegria, por tão retumbante vitória, banhou o rosto. Já ganhamos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-3544662324399878024?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/3544662324399878024/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=3544662324399878024' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/3544662324399878024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/3544662324399878024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2009/11/patriotismo-de-jovens-angolanas-em.html' title='Patriotismo de jovens angolanas em Lisboa'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/SwXTpZl4VbI/AAAAAAAAACw/EQc8bqEU0YI/s72-c/bandeira+de+angola.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-4656468708773567341</id><published>2009-11-04T16:28:00.000-08:00</published><updated>2009-11-04T16:34:18.464-08:00</updated><title type='text'>Morangos da paz</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/SvIdPdeB37I/AAAAAAAAACo/bJdJqMdh7Hs/s1600-h/canh%C3%A36+004.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/SvIdPdeB37I/AAAAAAAAACo/bJdJqMdh7Hs/s200/canh%C3%A36+004.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400411054616469426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cestinho veio do Huambo. Trazia morangos. Mal chegou e logo o cheiro da fruta inundou a casa. Eram morangos gostosos, que minha cunhada enviara. No cartão preso na pega lia-se: “Queiram aceitar a fruta da paz! Assina, Graça”. &lt;br /&gt;Todos nos deliciamos. Minhas filhas, pela primeira vez, comeram morangos. Não eram morangos da televisão, que pobre come com os olhos! Eram de verdade. Por isso, houve disputa. Disputaram cada fruto e finalmente o cestinho feito de folhas de palmeira. A do meio queria usá-lo para guardar roupa da sua boneca, a mais velha queria-o para ornamentar a prateleira do seu quarto, enquanto o rapaz, o cassule, queria aproveitá-lo para fazer uma armadilha para prender pássaros. &lt;br /&gt;Atraídos pelos morangos, no Natal de 2003, decidiram viajar até à fonte.&lt;br /&gt;Foram 15 dias no Huambo. Chegaram com muitas novidades. Falaram dos primos, dos tios, das ruas e das pessoas. Apaixonaram-se pelo linguajar da região. A mais novinha disse que todas as paredes estavam picotadas: “Papá, o Huambo é muito bonito, até estão a pintar os prédios!”.&lt;br /&gt;- Mas já começaram a pintar? &lt;br /&gt;– Não, apenas picotaram as paredes!&lt;br /&gt;Calei-me! ... Ela não sabia, que aquelas marcas nos edifícios eram sinais, deixados por anos de um conflito sangrento. Então, para quê fazê-la lembrar? Para quê mexer nas chagas?  &lt;br /&gt;Dormimos e durante uma semana as conversas gravitaram em torno do Planalto, até o brilho das imagens da parabólica retomarem o seu lugar cativo com a novela “Chocolate com Pimenta” e “A Cor do Pecado”. &lt;br /&gt;Os relatos das crianças fizeram-me sair da casca e retomar um velho sonho. Então, nas férias, em Fevereiro, decidi viajar por terra. Queria conhecer melhor o país. O conhecimento propicia amor profundo. &lt;br /&gt;Parti de Luanda de Jeep, como se estivesse a ir à Barra do Kwanza. Nada de preocupações com pistolas, AKM e granadas, apenas o cuidado redobrado com o carro emprestado.&lt;br /&gt;Olhei para a paisagem sem medo de ser surpreendido por um disparo. A vegetação em movimento e os solavancos mexeram o saco de lembranças. Entre a ponte do rio Longa e Porto Amboim está o Calele. Era perigosíssimo. Em tempo de guerra passei ali com o coração apertado. Até para ateus Deus era a única salvação! Hoje, nem dei por ele. &lt;br /&gt;A viagem entre o município do Porto Amboim e Gabela houve alturas que durava mais de 10 dias. Agora, apesar de parte dela não ter asfalto, apenas são precisas três horas. Entre as Cachoeiras da Binga e a Gabela havia um ponto crítico: o tal “Pau Preto”. No local, os camponeses trabalham a terra, os camionistas, que circulam a qualquer hora do dia, param para descansar. As flores silvestres cobrem os restos dos veículos atingidos pela violência. Enquanto, a oxidação corrói o metal, o tempo apaga o rasto da guerra fraticida.&lt;br /&gt;Visitei a Quilenda, Kibala, Wako Kungo, Huambo e Benguela... Voltei a Luanda feliz e rejuvenescido! Os morangos da paz eram de verdade e jamais serão mofados! Morango é amor, é paz, é concórdia! VIVA!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-4656468708773567341?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/4656468708773567341/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=4656468708773567341' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/4656468708773567341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/4656468708773567341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2009/11/morangos-da-paz.html' title='Morangos da paz'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/SvIdPdeB37I/AAAAAAAAACo/bJdJqMdh7Hs/s72-c/canh%C3%A36+004.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-4764458181352308706</id><published>2009-10-26T03:03:00.000-07:00</published><updated>2009-10-26T03:07:07.246-07:00</updated><title type='text'>Razões do optimismo angolano</title><content type='html'>Dia 31 de Dezembro de 2003, depois do balanço feito pelo governador do Banco Nacional de Angola, Amadeu Maurício, e impulsionado pelo entusiasmo manifestado durante a cerimónia de fim de ano, corri a procura do barbeiro. Pois, não queria transitar de ano com o mesmo visual, deteriorado pelos estragos de uma calvície que não indícia nem fortuna nem feitiço. &lt;br /&gt;Contrariamente ao optimismo de Amadeu Maurício, o meu barbeiro mostrou-se pessimista. Referiu-se com cepticismo às medidas do Governo que levaram a queda da inflação acumulada de mais de 100%, em 2002, para cerca de 72%, em 2003. &lt;br /&gt;Para ele, os poucos ganhos ora tidos como “históricos” iriam perder-se: a inflação vai descolar e com ela o custo de vida. Será, em sua perspectiva, o fim do sonho de estabilização.&lt;br /&gt;O Deputado da UNITA Maluca, que na altura procurava também amparar o que sobrara da careca, murmurou algo que tinha a ver com a aprovação pela Assembleia Nacional da injecção de notas de maior valor facial. – Eles querem assim, tentamos mas...&lt;br /&gt;Refugiei-me no silêncio. Terminado o corte, dei a última olhada no espelho e paguei o serviço com duas notas de 100 kwanzas. Depois perguntei qual era o valor praticado no início do ano de 2003. – 200 Kwanzas! não aumentamos nada, - adiantou o barbeiro.&lt;br /&gt;- Então, de alguma forma as medidas do Governo tiveram efeito positivo na vida do cidadão. O mercado monetário e cambial funcionou melhor e houve maior estabilização do índice geral de preços. A taxa de câmbio estabilou-se. O pão sofreu ínfimo incremento. O pão burro, quase que saiu de circulação. Os preços da fuba, do peixe, da quizaca continuam os mesmos. Nos supermercados já vemos produtos de produção nacional. Passou para a história o tempo em que consumiamos tomate importado. O Kwanza valorizou-se. &lt;br /&gt;O Cartão Multicaixa já funciona, pelo menos em Luanda! O sistema financeiro começa a organizar-se. O cidadão pode obter crédito junto dos bancos. O crédito bancário timidamente começa a fazer parte do quotidiano do cidadão comum. Comprar tudo a pronto pagamento, indicia alguma anormalidade! No mundo afora até uma caneta de 10 dólares pode ser paga em prestações. Aqui compra-se carro só com o dinheiro na mão... por isso  a solução tem sido as quixiquilas! Nunca houve tanto jogo da sorte em Angola! Os juros ainda são altos, mas esse é um outro desafio.&lt;br /&gt;Mas 2003 pode ser considerado sim, um ano histórico. De Janeiro a Setembro Angola exportou um total de 224 milhões 109 mil e 612 barris de petróleo, cujo preço médio foi avaliado em 6 biliões 252 milhões 172 mil e 76 dólares e 20 cêntimos. As receitas diamantíferas atingiram os 800 milhões de dólares. Mas não foi só em petróleo e diamantes. Houve esforços em vários sectores. O país transformou-se num verdadeiro canteiro de obras. Construção agita o mercado.  A indústria de rochas ornamentais e a madeireira procuram animar-se. Apela-se ao controlo rigoroso das receitas e a maior transparência nas gestão dos recursos públicos! &lt;br /&gt;As potencialidades turísticas atraíram para o país mais de 90 mil visitantes. O número de investidores cresceu. Todos procuram aproveitar a oportunidade imperdível. Agência Nacional de investimentos foi criada para agilizar o processo de investimento. Guiché Único vai diminuir as queixas sobre a burocracia. A rede comercial começa a estender-se às mais variadas localidades. As cantinas e botequins voltam aos bairros. É o início do fim do comércio informal.&lt;br /&gt;A circulação rodoviária começa a tranquilizar-se com a reconstrução de algumas pontes e a reabilitação de alguma vias primárias e secundárias. Sumbe não tem ainda telefonia celular, mas foi uma das primeiras a ganhar a preferência dos autocarros da Macon.&lt;br /&gt;Viajar hoje no trajecto Luanda-Sumbe é mais cómodo e seguro. Nada de correrias diabólicas, que quase sempre terminam em tragédia!&lt;br /&gt;Por outro, tem que se pensar na construção de rodoviárias. Por exemplo, Luanda deve ter um centro rodoviário; ponto de partida  e de chegada de todos os autocarros que circulam pelo país. &lt;br /&gt;Não se pode pensar, por exemplo, em incentivar o turismo interno com a Macon a disputar com os candongueiros os passageiros no mercado do Rocha Pinto; ou com aeroportos domésticos no estado em que se encontram.&lt;br /&gt;Já foi ao aeroporto doméstico de Luanda? Se as condições de Luanda são as que assitimos, então o que dizer do Saurimo e do KK? &lt;br /&gt;Em 2003, o alarme veio da fauna: vamos importar carapau e a Palanca Negra não foi ainda encontrada no Parque da Cangandala. Sobre as Pescas falta fiscalização: há cerca de 4 anos, quando uma manchete desse Jornal dava conta do risco de extinção do camarão e de outras espécies marinhas, foi prontamente desmentida pela fonte (Ministério das Pescas). Afinal quem tinha razão? Agora soou a sirene!&lt;br /&gt;A telefonia cobre cada vez melhor o país, pena que a qualidade caiu de mau para péssimo. Com duas operadoras apenas, fica difícil escolher qual delas é a melhorzinha. Optar é um exercício de autoflagelamento.&lt;br /&gt;Energia piscou e a água pingou, em 2003. No entanto, mais de 100 milhões foram pelo ralo. Sem o fornecimento regular destes dois produtos fica difícil pensar em grandes projectos industriais. Aliás, depois da paz e a aprovação da Nova Lei sobre investimentos Privados, os investidores têm isso como condição básica.&lt;br /&gt;Agora maior esperança está voltada para a barragem de Capanda. &lt;br /&gt;Com Capanda a operar, ocorrerá uma grande revolução. Vai permitir a reindustrialização do país, o aumento de postos de trabalhos e a diminuição do desemprego, a iluminação dos bairros e o aumento do patrulhamento policial. Aumento do número de estabelecimentos de ensino dando aulas no período nocturno, da circulação de autocarros a noite, aumento do aproveitamento dos alunos, pois terão condições para revisar as matérias a noite, enfim, da oferta de bens e serviços, a diminuição da mortalidade e dos incêndios por vela  esquecida no colchão ou por explosão do candeeiro a petróleo. Teremos mais estações de serviço... e espaços de lazer!&lt;br /&gt;Quem vive da venda de velas, candeeiros, geradores, pilhas, lanternas, arcas frigoríficas verá, decerto, o facturamento a minguar. &lt;br /&gt;TENHO OU NÃO RAZÃO PARA SER OPTIMISTA EM 2004?&lt;br /&gt;2004: produção, transparência e controlo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS. Texto publicado em Dezembro de 2003 no Jornal de Angola sob o título "Razões do Optimismo Angolano em 2004".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-4764458181352308706?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/4764458181352308706/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=4764458181352308706' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/4764458181352308706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/4764458181352308706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2009/10/razoes-do-optimismo-angolano.html' title='Razões do optimismo angolano'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-4877057357147549561</id><published>2009-10-22T05:24:00.000-07:00</published><updated>2009-10-22T05:37:11.019-07:00</updated><title type='text'>Justificação</title><content type='html'>Estimados internautas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queiram desculpar-me pela baixa assiduidade. Aconteceram várias coisas que mexeram com as margens da vida. Da Samba, hoje moro no bairro Zango-1, município de Viana. Somado ao engarramento do trânsito, a casa onde moro não possui energia eléctrica e o sinal da Internet(Movinet) é muito deficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitam a justificação? ... OK! Espero por 2010 para normalizar o sono e o sonho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bye, bye!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-4877057357147549561?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/4877057357147549561/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=4877057357147549561' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/4877057357147549561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/4877057357147549561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2009/10/justificacao.html' title='Justificação'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-5223610717550040213</id><published>2009-10-22T04:40:00.000-07:00</published><updated>2009-10-22T05:21:06.075-07:00</updated><title type='text'>MEMÓRIAS DO GUERRILHEIRO “KUMBI DIEZABU”</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/SuBN016ElRI/AAAAAAAAACg/kl0WmRB66sM/s1600-h/MVC-166S.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/SuBN016ElRI/AAAAAAAAACg/kl0WmRB66sM/s200/MVC-166S.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395397923809039634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;São 14 horas e 45 minutos. Cai chuva miudinha lá fora. Uma chuva fina, mas persistente. No interior da vivenda do velho guerrilheiro, situado no Bairro Prenda, em Luanda, a vida estacionou na berma da estrada. &lt;br /&gt;O tempo encalhou nas pedras do caminho. Na parede frontal da sala um relógio. Os ponteiros marcam  11 horas, talvez 23 horas. Num outro,  à direita, são 17 horas e cinco minutos. Serão já 5 horas e 5 minutos da manhã? Uma diferença de fusos horários que só passageiros assíduos frequentadores de aeroportos e rodoviárias encaram com friesa. Onde estamos? Luanda-Lisboa-Rio ou Nova Iorque? Qual dos relógios está certo? &lt;br /&gt;A espera é salpicada de ansiedade.  As cortinas se abrem e o guerrilheiro apoiado sobre uma moleta canadiana esboça um sorriso difícil de decifrar. Veste um fato castanho e gravata bonita. &lt;br /&gt;Artur Vidal Gomes “Kumbi Diezabu” poisa o olhar húmido sobre as peças de artesanato que ornamentam a sala. Na memória, lembranças indeléveis de um passado que faz do presente seu refém. &lt;br /&gt;“Kumbi Diezabu” traduzido para português, quer dizer “o dia esperado chegou”.  Efectivamente “Kumbi Diezabu”, porque foi difícil localizá-lo em Luanda. Conhecera-o em 1980, no Sumbe. Na altura, era director do complexo agro-pecuário da Cela-Wako Kungo, Kwanza Sul. Ele usava botas de cano alto parecia personagem de um filme. Baixo e forte, se não fosse a trombose que o fragilizara e  o deixara incapaz de se movimentar sem moletas e a dificuldade visível em pronunciar as palavras, diría-se que Diezabu não mudou muito nos últimos anos. Talvez por isso tenha sido fácil reconhecê-lo. Mantém os fartos cabelos jimi e  a mesma barba cercando o rosto. Só que agora os cabelos brancos devoram os negros, como o deserto que avança sobre a floresta. &lt;br /&gt;No rosto largo, sobressaem dois pontinhos luminosos e eloquentes. São estes, que na companhia das mãos e da mímica  dos lábios, completam o discurso oral entrecortado por momentâneos silêncios. A esposa zelosa ajuda a descodificar as imprecisões dos signos. A comunicação se estabelece. Atordoados, os visitantes viajam no balão de recordações de “Kumbi Diezabu”. &lt;br /&gt;“Kumbi Diezabu”nasceu aos 7 de Abril de 1942 na aldeia de Kagi-Mazumbu-Nambuangongo. Órfão de pai, aos 10 anos é arrancado da escola e vendido  ao proprietário de fazendas de café, Zeca Faria e mais tarde ao fazendeiro José Eduardo dos Santos, dono da roça “Santa Euláli”&lt;br /&gt;Aos 19 anos, desejoso de lutar contra o colonialismo português, depois da eclosão do 15 de Março, ingressa no MPLA, representado na área pelo comandante João Gonçalves Benedito. Participou em vários combates em Nambuangongo, Ukua e Dembos. &lt;br /&gt;A 9 de Agosto de 1961, depois da expedição colonialista ter desarticulado as posições guerrilheiras no Kikabu e Luika, apoderam-se da localidade de Mukondo, dando início à ocupação  efectiva de Nambuangongo, em 10 de Setembro de 1961. &lt;br /&gt;Na madrugada desse mesmo dia, Artur Vidal Gomes, na altura usando como pseudónimo “Vingador Justiceiro” toma parte na tentativa dos nacionalistas reconquistarem a localidade. As tropas coloniais entrincheiradas na igreja, aniquilaram metade do efectivo dos atacantes, graças a ajuda de armadilhas, electrocucção bem como de bombardeamento de canhões e metralhadoras de 12,7 milímetros. &lt;br /&gt;Com 19 anos de idade “Vingador Justiceiro”, é eleito pelo conselho de anciãos do  Kagi  para substituir o comandante Benedito, que havia partido para Leopoldiville, hoje República do Congo, com intenção de contactar a direcção do MPLA e aí abastecer-se de armas e munições.&lt;br /&gt;A situação degradava-se a cada dia, no entanto os nacionalistas faziam tudo para contrariar os ocupacionistas. Já sob comando de Vingador Justiceiro reuniram armas rudimentares do tipo kaniangulo e alimentação para continuarem o combate de guerrilha que eles desconheciam na essência.&lt;br /&gt;A 1 de Março de 1963, Vingador Justiceiro parte para Leopoldiille, onde prosseguiu com a sua actividade militante, mobilizando refugiados angolanos para a causa da libertação. Na sequência foi várias vezes preso pelos gendarmes,  polícia hostil ao MPLA.&lt;br /&gt;Um ano mais tarde, frequenta o primeiro curso militar na antiga União Soviética. Em Outubro 1967 regressa ao continente africano e é colocado como responsável do campo militar da Organização de Unidade Africana(OUA, em Kongwa-Dodoma Tanzânia,  destinada aos movimentos de libertação africanos. Depois recebe ordens para seguir para o interior na companhia de todo efectivo que aí se encontrava. &lt;br /&gt;“Kumbi Diezabu” foi, em 1968,  instrutor militar do Centro de Instrução Revolucionária Mandume II-ZA terceira região do MPLA, Moxico. &lt;br /&gt;Liderou a abertura da IV região Político Militar em Maio de 1968, (Que compreende as províncias da Lunda e Malanje) e lhe é atribuído a categoria de comandante da Zona Certeza. Mais tarde chegou a ocupar o cargo de Chefe das operações e do reconhecimento do Comando dessa região.  Com a morte do comandante da IV Região  Joaquim João Cardoso e do seu chefe logístico, Henrique Leonardo Gama Gil ´Liberdade”, a 21 de Maio de 1969, “Kumbi Diezabu” é nomeado comissário político e interinamente comandante da região.&lt;br /&gt;Em 1970, vai para Tanzânia e ocupa-se do campo de treinos em Mgagao-Iringa com ajuda de instrutores chineses. &lt;br /&gt;Posteriormente fez o curso médio de veterinária, na Roménia. Participou do Congresso de Lusaka, em 1974. Em 1976, foi nomeado director provincial da agricultura da Huíla. Em 1977, assumiu  a direcção da Empresa de Produção Suína- Enasu-UEE. De 4 a 10 de Dezembro foi delegado ao I Congresso do MPLA. &lt;br /&gt;Trabalhou ainda como director da Empresa de Avicultura,  responsável da pecuária do Complexo agrário do Luinga, Kamabatela, director do complexo da Cela, Kwanzas-Sul.&lt;br /&gt;Durante o II Congresso do MPLA-PT  realizado em Dezembro de 1980, é eleito membro efectivo do Comité Central, concomitantemente deputado a Assembleia do Povo e membro da sua comisão permanente. &lt;br /&gt;Em Março de 1980,  é nomeado por despacho presidencial ao cargo de ministro da Agricultura função que exerceu até Dezembro de 1983. De Fevereiro de 1984 até Julho de 1987, foi comissário Provincial do Zaire. &lt;br /&gt;Depois daí, jamais o velho guerrelheiro encontrou tranquilidade. Deixou de sorrir. Desempregado e sem outra fonte de renda, não viu outra alternativa para sustentar o seu agregado composto por sete filhos e mais 11 familiares senão transformar-se  em condutor de  táxi. Como não há males que venham só, o antigo ministro de Agricultura recebeu ordem de despejo da casa, onde morava, no Bairro Alvalade. &lt;br /&gt;Pausa. Desvia o olhar. Esfrega as vistas com as costas da mão, para camuflar uma lágrima teimosa.  Suspira. E teimosamente tenta desfiar o rosário de suas lembranças. Mas soçobra. Ergue-se lentamente, mas muito lentamente e com os olhos fixos no tecto. Leva a mão esquerda ao peito, bem por cima do  coração: Deus sabe, onde errei! “Kumbi Diezabu”.&lt;br /&gt;A entrevista termina! O ex-ministro acompanha a reportagem até à porta. No quintal, o ar fresco da chuva reanima os ânimos. “A Luta Continua!”, diz  Diezabu em jeito de despedida.&lt;br /&gt;Na garagem apenas um gerador pequeno. Não há vestígios da presença de automóveis. A esposa, Fernanda Luisa Gomes, que trabalha no Comité da OMA, pede uma boleia ao carro do Jornal. &lt;br /&gt;A casa de “Kumbi Diezabu” era a única que não tinha seguranças. Na do lado esquerdo, havia dois homens fardados e na de frente vários carros e um guarda à paisana. Olharam-nos desconfiados. &lt;br /&gt;Ainda chovia, quando o carro partiu. E no vai e vem do limpa pára-brisas cada um procurou aconchegar a seu jeito as lembranças vespertinas. Kumbi Diezabu! Kumbi Diezabu! Kumbi Diezabu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S- Texto publicado no Jornal de Angola em 2005, por altura das celebrações do aniversário do 4 de Fevereiro, dia do início da Luta Armada. O referido artigo está igualmente publicado no livro do autor denominado"Inquietações do Jornalismo".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-5223610717550040213?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/5223610717550040213/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=5223610717550040213' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/5223610717550040213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/5223610717550040213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2009/10/memorias-do-guerrilheiro-kumbi-diezabu.html' title='MEMÓRIAS DO GUERRILHEIRO “KUMBI DIEZABU”'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/SuBN016ElRI/AAAAAAAAACg/kl0WmRB66sM/s72-c/MVC-166S.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-1372684550400055321</id><published>2009-09-08T13:45:00.001-07:00</published><updated>2009-09-08T13:50:31.865-07:00</updated><title type='text'>Lições de um grupo de teatro de Minas Gerais</title><content type='html'>O teatro tem várias definições. Para Luigi Pirandello “teatro é acima de tudo espectáculo. Arte sim, mas vida também. Criação sim, mas duradoura não: momentânea”. Para Garcia Lorca, “teatro é o barômetro que marca a grandeza e a decadência de uma sociedade.”&lt;br /&gt;Portanto, teatro é a própria vida. Teatro é a manifestação do homem com suas virtudes e defeitos, inquietações e conflitos. Em todas as definições das várias que existem, ressalta a preocupação do homem com o seu destino e com a relação que ele estabelece com o seu meio circundante, onde subjaze o conflitualidade. Por outro, a necessidade vital em querer comunicar uma mensagem através de uma densidade de signo icónicos (gesto, cenário, figurino, música, côr, voz, dança etc).&lt;br /&gt;É uma arte voltada para o outrem. É uma arte através do qual o actor se doa ao próximo com generosidade. Um homem de carne e osso diante dum outro homem. O que torna uma arte colectiva, cujo pressuposto é a existência de uma narrativa, ou uma história para ser contada, um actor, que empresta o seu corpo e suas emoções ao personagem, e um público, que dá a sua cumplicidade ao jogo dramático. Estes são três factores fundamentais para que o espectáculo teatral aconteça.&lt;br /&gt;A origem do teatro é longínqua no tempo, remonta desde os primórdios da espécie humana. Aliás, vem desde as sociedades primitivas o uso de danças imitativas como propiciadores de poderes sobrenaturais, que controlavam todos os factos necessários a sobrevivência (fertilidade da terra,  procriação, casa, sucesso nas batalhas e etc). Estas danças possuiam também carácter de exorcização dos maus espíritos, sublinhando a relação existente entre o sagrado e o profano no teatro. &lt;br /&gt;Assim, o teatro na sua origem repousa em três fundamentos: &lt;br /&gt;1. MITOLÓGICO, porque através dele contava-se o mito que encerra a origem da vida e das coisas. A luta do homem contra as forças sobrenaturais. Porque o mito define como deve ser. Conforme diz  Leví-Strauss: “Um mito diz respeito, sempre a acontecimentos passados: antes da criação do Mundo”, revelando-se daí os paradigmas modelares para todos os ritos e actividades humanas, desde alimentação, casamento, trabalho, educação, arte, sabedoria etc. Portanto, conhecer o mito é aprender o segredo da origem das coisas, destaca  Mircea Eliade. O mito dá sentido a existência das coisas.&lt;br /&gt;2. RITUALÍSTICO: Esse domínio é manifestado através de canções e danças exaltando os deuses, a vida e rejuvenescimento do mito que está na sua origem.  O mito que não é ritualizado, morre. A festa da Kianda, na Ilha de Luanda, por exemplo, se não for reactualizado o mito que esteve na base da sua criação,  corre o risco de desaparecer, porque para as novas gerações ele estará despido de qualquer significado. Logo será banalizado. &lt;br /&gt;3. LÚDICO: O homem é um jogador. Defende Johan Huizinga, o autor do livro- “Homo Ludens”. E o sentido de jogo manifesta-se em quase toda a sua actividade. Na guerra, na caça, na festa, na dança, na conquistas amorosas, (não só o recurso à densidade sígnica da linguagem não-verbal, mas também a simulação e a dissimulação).&lt;br /&gt;Através do jogo a comunidade pode transmitir mensagens. É o caso do Mankala, jogo existente na África Central, no qual não é obrigatório haver um vencedor, prevalecendo a igualdade entre os participantes. Aliás, o número de grãos prevalece igual até ao fim. Contrariamente aos jogos euro-asiáticos, cuja regra obedece a uma situação hieráquica, o Mankala visa apenas a reciprocidade e o aprendizado através da observação. &lt;br /&gt;Assim, com o desenvolvimento do domínio e conhecimento do homem em relação aos mistérios da  natureza, o teatro repousando sobre os traços mitológicos e ritualísticos realça a característica educacional e didáctica. Aliás, existem sempre uma relação entre comunicação e a cultura. Nos conteúdos de um acto comunicacional  entre um emissor e o receptor está presente o elemento cultural. &lt;br /&gt;Por isso, nas lendas, contos e fábulas além da representação de vários seres(Deus dionísio, para os gregos e baco para os latinos), destaca-se a sua vocação didáctica.  A moral da história. Portanto, o teatro é essencialmente educativo. Já que nas diversas manifestações, ainda que rústicas, onde o fenómeno teatral enquanto arte ainda não constitui preocupação, mesmo assim,  nota-se já a proeminência da sua vocação de transmissor de conhecimentos acumulados ao longo de várias gerações para às mais jovens. Pode-se mesmo afirmar, que a dramatização é a forma mais antiga de educação que a humanidade já conheceu. &lt;br /&gt;O teatro é uma arte essencialmente educativa. Educa não só o que está na plateia, que vai descodificando a multiplicidade de mensagens que são produzidas no palco, mas também educa o próprio actor que experimenta várias emoções na interpretação de diferentes personagens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROJECTO “O TEATRO VAI Á ESCOLA”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o “Projecto o teatro vai à escola”, do Grupo de Teatro do Centro de Estudos teatrais da Universidade Federal de Juiz de Fora-Minas Gerais- Brasil, cabe destacar primeiro a origem do grupo e a sua trajectória.&lt;br /&gt;O Grupo foi criado por um grupo de estudantes universitários dentro do directório académico da Faculdade de Filosofia e Letra em 7 de Julho de 1966. &lt;br /&gt;A trajectória do Grupo Divulgação ao longo desses trinta e nove anos de existência ininterrupta pode ser comparada a uma luta quixotesca por um ideal: a utopia da cidadania e da educação assistemática tendo por base o esteio da cultura. São os verdadeiros discípulos apaixonados de Brecht e o seu teatro didáctico. Comprometido em educar o homem para fazer a revolução. Através do seu teatro eles esperam que o espectador que entre na sala não deixe a cabeça na entrada, com o chapéu que fica no cabide, mas entre com ela para que possa sair do teatro com a consciência de poder contribuir para a transformação do mundo. Ou melhor, sai indignidado contra a opressão e as injustiças de que é vítima. Não é por acaso que seu lema é “Mede-se a cultura de um povo pelo seu teatro”. Aliás, o facto de ter sido criado dentro do directório acadêmico da Faculdade de Filosofia e Letra, decerto, comprometeu-o com a educação e com a qualidade dramatúrgica.&lt;br /&gt;O Grupo fez do teatro uma trincheira de resistência contra a opressão da censura política, em 1967, até os mais refinados métodos de pressão económica, típicas do capitalismo. Fez do teatro a arma na luta pela cidadania. Ao longo dos 39 anos montou palcos, onde não havia nada, saiu à rua para levar teatro aos bairros suburbanos e rurais. Nos últimos 20 anos, tem se dedicado sistemáticamente a abrir as portas do teatro para o povo, coisa que antes não acontecia. Para muitas sociedades a arte é ainda um produto para o consumo das elites. Pois para estas o pobre deve preocupar-se apenas em alimentar a barriga. Este projecto rompeu ciclo e desmontou o tabu. Deu para perceber que o homem do morro também gosta de bom teatro. Digo, de bom teatro, porque há muita coisa por aí que não o é. Pode ser tudo menos bom teatro.  &lt;br /&gt;O Grupo Divulgação montou peças de autores como Sófocle( Édipo-Rei); Garcia Lorca, (Bodas de Sangue, Yerma, A casa de Bernarda Alba); Moliére (O Burguês Fidalgo, Escola de mulheres); Máximo Górki (Pequenos Burgueses), Tchekhov (O jardim das cerejeiras), Shakespeare (Mercador de Veneza); Miguel Cervantes (Cervantina); Maquiavel (A mandrágora) e etc. Peças que inflamavam o eco da elite passaram a ser vistos pelos cidadãos comuns.&lt;br /&gt;Escolas e comunidasdes carentes têm nos espectáculos diálogos com a cultura. Uma recente pesquisa em escolas mostrou que estudantes que não eram capazes de dizer o que já tinham lido, sabiam perfeitamente falar sobre o espectáculo que tinham assistido. Adolescentes, estudantes universitários e cidadãos de terceira idade têm subido ao palco pela primeira vez em espectáculos. &lt;br /&gt;Através do projecto “A Escola vai ao teatro”,  projecto de extensão universitária, as escolas da cidade, sobretudo, da periferia têm acesso aos espectáculos do Grupo. Escolas inteiras se inscrevem  e no dia indicado eles aparecem para assistir a peça, acompanhados pelos professores. É um dia de festa!  O teatro de 210 lugares fica lotado. O teatro passou a ser uma discilplina obrigatória, a partir do momento em que o aluno depois da peça deve fazer um relato sobre o que viu. Esse contacto está na base do aumento do número de inscritos em cursos e oficinas do grupo. Seminários denominados “Os caminhos do teatro” realizados duas vezes por anos trazem para a cidade autores, actores famosos e estudiosos das artes dramáticas para juntos reflectirem sobre o fazer teatral.  &lt;br /&gt;Contraiamente à telenovela que transforma o público em telespectadores, o teatro converte o público em actor, participando activamente no desenvolvimento da história. Contribui com emoções, com gragalhadas, assobios, palmas para o espectáculo, que dele tanto depende para atingir o seu fim. &lt;br /&gt;O Grupo tem preocupações em organizar cursos de teatro para professores de literatura, porque acredita que um bom professor tem que ser um bom actor. Porque só assim poderá transmitir e atrair o aluno para a disciplina de literatura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualidade das encenações: Anualmente são encenadas quatro peças duas em cada temporada. Cada temporada comporta uma peça infanto-juvenil e outra para o público adulto. As temporadas duram cerca de 3 meses e os actores seleccionados de teste antecedido de um curso de introdução ao teatro são obrigados a particicipar na produção de cenários, adereços, figurinos etc. Tudo é feito com redobrado zelo e esmero, aí reside o segredo de ser uma coleccionadora de prémios de teatro ao nível de todo Brasil.&lt;br /&gt;O Grupo divulgação é uma verdadeira oficina de formação e educação da nova geração. Suas peças têm sempre como objecto a educação através do questionamento. O despertar da consciência do homem face ao seu destino. Despertar-lo da letárgia. &lt;br /&gt;Quanto aos ensaios: Duram cerca de 3 meses: de Segunda a Domingo. Muitos irão considerar este tempo muito longo, sobretudo porque cá entre nós, durante um ano um grupo é capaz de fazer mais de cinco estréias. Mas não acredito que o artesão da peça, “o Pensador”, convertido em símbolo da Cultura Nacional, o tenha concluído em 24 horas. &lt;br /&gt;Arte exige paixão, inspiração, transpiração, comprometimento, sacrifício. Porque o actor contribui de alguma forma para a transformação das consciências. &lt;br /&gt;No entanto, a melhor forma de fazer-teatro é fazê-lo.  &lt;br /&gt;“Com as mãos cheias de flores/o coração pleno de amor/A alma repleta de júbilo/Saltimbancos da paixão/Aproximemo-nos do tablado/Altar de Deus e do homem”&lt;br /&gt;CERTOS DE QUE:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sempre é preciso sonhar/ Até por instante/ E quando o sonho acabar/ Procure por outro adiante/ Todo dia quando acordar/ Mesmo estando atrasado/ Não esqueça de levar/ Seu sonho sempre embrulhado/ Leve o sonho pra rua/ Faça tudo acontecer/ Viaje até o mundo da lua/ Só depende de você &lt;br /&gt;(Sonho Pirata, Liliana Neves)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------  Palestra proferida durante o Festival Nacional de Teatro realizado em Cabinda em 2001.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-1372684550400055321?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/1372684550400055321/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=1372684550400055321' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/1372684550400055321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/1372684550400055321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2009/09/licoes-de-um-grupo-de-teatro-de-minas.html' title='Lições de um grupo de teatro de Minas Gerais'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-1073162255100704840</id><published>2009-06-05T04:53:00.000-07:00</published><updated>2009-06-05T04:59:27.533-07:00</updated><title type='text'>Pensador वेर्सुस सोफ्रेदोर?</title><content type='html'>Era sábado! Wandaulika ao chegar a casa, procurava dormir quando ouviu alguém bater a porta. Quem será!... Desconfiado, no escuro procurou os chinelos e acendeu a luz. Depois, encaminhou-se para à entrada e abriu a porta num gesto brusco. &lt;br /&gt;Posso entrar? Era a sua namorada. Parecia preocupada. O que se passa? Não estou me sentindo bem. Ela entrou num passo lento, segurando com as duas mãos a barriga, puxou a cadeira e sentou-se. Agora tinha os cotovelos sobre a mesa e a cabeça entre as mãos. &lt;br /&gt;Wandaulika admirou a sua sombra projectada contra a parede e lembrou-se do “Pensador”, peça de artesanato de origem Tchokwe e tido como símbolo da cultura angolana. Era uma imagem hilariante, mas reprimiu o riso. Pensador sofredor!&lt;br /&gt;Estou com muitas dores, no baixo ventre, acho que vou ter bebé! Sinto dores estranhas! Mas que dores? Vocês homens não entendem, isso é coisa de mulheres! Ah, ok!&lt;br /&gt;Vou ser pai! Wandaulika sobressaltou-se. Sabia que a namorada estava grávida e ele decidira que se levasse a gravidez até ao fim. Mas aquela notícia deixava-o atordoado, confuso, preocupado. Sentou-se na cama. Cotovelos sobre os joelhos e a cabeça entre as mãos. A sua sombra evocava também a figura do “Pensador”, mas ele já não percebera.&lt;br /&gt;Ferida em perna alheia, cheira, mas não dói!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-1073162255100704840?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/1073162255100704840/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=1073162255100704840' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/1073162255100704840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/1073162255100704840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2009/06/pensador.html' title='Pensador वेर्सुस सोफ्रेदोर?'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-1345613526759766097</id><published>2009-01-13T02:23:00.000-08:00</published><updated>2009-07-23T23:45:40.183-07:00</updated><title type='text'>Rei Édipo e Jornalismo</title><content type='html'>Sempre que alguém fala em Jornalismo Investigativo lembro-me de uma peça de teatro denominada Rei Édipo, escrita por Sófocles, um dos grandes trágicos da história do teatro Universal, a par de Ésquilo e Eurípedes). E porquê? Porque Édipo é o primeiro Dectetive da Historia Universal, séculos antes de Cristo. Recorde-se que Sófocle nasceu no ano 496 antes de Cristo.&lt;br /&gt;A cidade de Tebas passava por grandes desgraças e as populações manifestaram ao Rei o quanto sofriam. Em resposta o Rei disse: “Meus pobres filhos! O desejo que haveies manifestado, não o desconhecia eu, pois sei quanto sofreis. E eu sofro muito mais que cada um de vós, porque sofro por todos”. &lt;br /&gt;É assim que manda o seu cunhado Creonte para junto do Oráculo descobrir as causas que estavam por de trás da desgraça da cidade. &lt;br /&gt;Ao regressar à cidade, Creonte conta que Deus pedia que se limpasse uma nódoa de sangue que havia caído sobre a cidade e que não permitisse que ela se alastrasse até se tornar impossível a sua extinção. &lt;br /&gt; Ou seja, o oráculo anunciava publicamente a existência na cidades de um indivíduo profanador, assassíno do antigo Rei, Laio, e que teria de ser expulso da cidade para que Tebas voltasse a ser saudável. O Rei que escutara atentamente pediu que se investigasse e prometeu que nada ficaria por investigar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, a missão principal era a de:&lt;br /&gt;- Investigar a verdade&lt;br /&gt;- Fazer Justiça&lt;br /&gt;- Defender paz e bem estar comuns&lt;br /&gt;- Garantir uma relação salutar entre o exercício do Poder e povo&lt;br /&gt;- Manifestar o compromisso com a sociedade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sófocles conta na tragédia que Édipo Rei por o orgulho já havia cumprido os desígnios do oráculo: lutar contra uma comitiva e assassinar a quase todos os seus componentes, inclusive seu pai; decifrar o enigma da esfinge e, conseguentemente, desposar Jocasta, a Rainha de Tebas, sua mãe. &lt;br /&gt;Quando a tragédia tem início, Édipo, ainda por orgulho de ser filho da fortuna, quer investigar e descobrir o assassino do antigo Rei Laio, seu pai. Promete que nada ficaria por investigar para o bem estar da comunidade tebana. E leva a investigação até as últimas consequências. Nenhum argumento o demove, nem mesmo a acusação de Tirésias, representante da verdade oracular. Édipo assume a condição de juiz e réu ao mesmo tempo, quando a sua cegueira existencial será clareada através da cegueira física. Édipo Rei é o exemplo de dective que persite na investigação até desvendar o crime.&lt;br /&gt;Dá-se o nome de Jornalismo Investigativo à prática de reportagem especializada em desvendar mistérios e factos ocultos do conhecimento público, especialmente crimes e casos de corrupção, que podem eventualmente virar notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ORIGEM DO JORNALISMO INVESTIGATIVO&lt;br /&gt;Em 1964, o mais ambicionado prémio de Jornlismo, o pulipzer foi atribuído para o Philadelphia Bulletin na característica de reportagem. O prémio enaltecia o trabalho do jornal ao denunciar  a corrupção na polícia da cidade, mostrando como os oficiais da corporação estavam envolvidos numa rede de  jogatina, sobretudo numa espécie de jogo ilegal. &lt;br /&gt;A nova categoria  do PRÉMIO Pulitzer era denominada  Reportagem investigativa, dando assim ênfase  ao papel da imprensa escrita como um sector  activo, reformista e denunciador.   E todos jornais  passaram a apostar no desenvolvimento do novo género jornalístico. É assim, que oito anos mais tarde surge o clássico do Jornalismo Investigativo com o caso watergate, no jornal  washingtion Post. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;TIPOS DE JORNALISMO INVESTIGATIVO&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;1.   Reportagem Investigativa Original&lt;br /&gt;•Envolve os próprios repórteres na descoberta e documentação de actividades até então desconhecidas do público. É um tipo de reportagem que acaba sempre  por provocar reacções públicas oficiais sobre os assuntos ou actividades denunciadas. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;2.    Reportagem investigativa interpretativa&lt;br /&gt;•Enquanto a primeira revela informações até então não divulgadas, a segunda,  a Reportagem Investigativa  Interpretativa  surge  como resultado  de cuidadosa  reflexão  e análise de uma ideia, como a busca obstinada dos factos para reunir informação  num novo e mais completo  texto, o qual fornece  ao público um melhor entendimento do que acontece. Geralmente envolve  assuntos mais complexos ou um conjunto de factos, mais do que numa denúncia clássica.&lt;br /&gt;3.     Reportagem sobre investigações&lt;br /&gt;A terceira categoria de Reportagem Investigativa se empenha em acompanhar investigações. A reportagem tem origem da fuga de informação de uma investigação oficial em andamento ou em processo de preparação por outras fontes, geralmente agências governamentais.&lt;br /&gt;4. Jornalismo investigativo acusatório&lt;br /&gt;Investigar + moral. O jornalismo investigativo induz o público a dar a sua opinião sobre as revelações em pauta. Dão um enfoque condenatório:  Necessidade de apresentar provas para seguir em frente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tendência actual&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Reportagens canalizam a sua atenção  ao risco  de segurança pessoal em elevadores, o mau serviço de algumas concessionárias de automóveis,  a fraca vigilância em bancos, piscinas e praias, ou aeroportos;  o contrabando de mercadorias, redes de prostituição, fraude de empresas de limpreza,  perigos dos transportes escolares, taxistas, fraca vigilância em maternidades facilitando o roubo de crianças.&lt;br /&gt;Portanto, é preciso garantir que o jornalismo continue a exercer o seu papel de guardião dos cidadãos, mantendo-se acordado quando a cidade inteira dorme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Texto adaptado de uma conferência proferida em 2006 aos jornalistaS da cidade do Lubango, numa iniciativa do Sindicato dos Jornalistas Angolanos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-1345613526759766097?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/1345613526759766097/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=1345613526759766097' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/1345613526759766097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/1345613526759766097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2009/01/rei-dipo-e-jornalismo-investigativo.html' title='Rei Édipo e Jornalismo'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-5208153294227462325</id><published>2008-12-31T23:59:00.000-08:00</published><updated>2009-01-01T00:08:31.753-08:00</updated><title type='text'>अ Borboleta</title><content type='html'>Mais de 30 minutos de fogos de artifício marcaram o ínicio do ano novo. No ribombar das explosões, procurou-se afugentar os fantamas de ontem e nos fleixes e constelações vislumbrar o amanhã, que se quer radiante. E no rosto da gente que inundava a Baía de Luanda, bailava um sentimento partilhado: o da transcendência.  &lt;br /&gt;O estar-se vivo ainda no caminho do sonho é algo significativo, mas que o sonho de cada um ajude todos a serem felizes. Ou então pelo menos, se assim não for, que ao caminhar ou ao estacionar na berma do caminho, não ocupe a faixa toda, deixe sempre espaço para que não atrapalhe a marcha dos que perseguem a sua Borboleta da felicidade. &lt;br /&gt;Lembre-se que a realidade de cada um é medida pelo tamanho do sonho.&lt;br /&gt;Estamos em 2009!&lt;br /&gt;Com mais paz e mais trabalho, construámos uma vida nova em um país novo!&lt;br /&gt;Felicidade para todos em 2009&lt;br /&gt;Viva a utopia!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-5208153294227462325?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/5208153294227462325/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=5208153294227462325' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/5208153294227462325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/5208153294227462325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/12/borboleta.html' title='अ Borboleta'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-5626020194538854869</id><published>2008-12-30T23:05:00.001-08:00</published><updated>2008-12-31T14:03:28.563-08:00</updated><title type='text'>Dificuldades do noticiário económico em Angola</title><content type='html'>A importância da imprensa para o crescimento económico, com incidência para o papel da publicidade, foi pela primeira vez analisada de forma profunda por Harold Adams Innis. (SANTOS, 2001, p.76) &lt;br /&gt;Para economista canadiano, os meios de comunicação de massas eram como o motor do desenvolvimento económico. Mais tarde, as suas pesquisas levaram-no “a entregar à Comunicação Social a pesada responsabilidade de ser o motor da própria História”. &lt;br /&gt;Esta teoria foi desenvolvida na obra “Uma história da comunicação” que serviu de base para outros três livros editados em 1950 e 1952: “Império e comunicações”, “A Tendência da Comunicação” e “Conceitos de Tempo em Mudança”.&lt;br /&gt;A minha reflexão: “As dificuldades do noticiário económico em Angola”, vai no sentido de partilhar algumas experiências acumuladas primeiro como leitor, ouvinte e telespectador e depois como repórter e mais tarde como editor de economia do Jornal de Angola. Não há a presunção, no entanto, de esgotar a abordagem do tema. Mas sentimo-nos felizes pelo facto de podermos contribuir de alguma forma para a compreensão de um assunto que goza sempre de actualidade como é o exercício do jornalismo económico.&lt;br /&gt;Os vendedores ambulantes inundam as ruas de Luanda. As autoridades se preocupam e os cidadãos questionam. Os cambistas de rua perseguidos aqui, ressurgem num outro lugar com o mesmo vigor e com as mesmas notas novinhas acenando às pessoas que passam. Empresas nacionais não conseguem vender a sua produção, porque as mercadorias importadas oferecem preços mais competitivos. Os industriais reclamam da cobrança do imposto de consumo às matérias-primas. Empresários queixam-se da falta de crédito bancário e ou dos juros altos. A má gestão que leva a falência algumas empresas e o crescente exército de reserva aguardando vaga na entrada dos edifícios em obras. A descoberta de mais um poço de petróleo em águas profundas, a exploração de mais uma mina de diamantes a céu aberto. A substituição das plantações de café pelas de mandioca. A greve de petrolíferos na Venezuela que baixa as receitas do petróleo comprometendo a execução do Orçamento Geral do Estado angolano. O preço do combustível que sobe nas bombas de combustíveis, o taxista que encurta a viagem e o funge que diminui no prato. Enfim, é  a mão invisível do mercado! &lt;br /&gt;Esses problemas, que têm a ver com o funcionamento do sistema económico, influenciam profundamente a vida de todos os cidadãos. Porque o bom ou o mau funcionamento da economia determina o grau de satisfação das expectativas dos cidadãos de um país. Por isso, é natural que as notícias sobre o funcionamento da economia gozem sempre da proximidade com o leitor, ouvinte ou telespectador. Pois são fenómenos simples que marcam o quotidiano de cada um de nós. Estão à mercê de cada um. Adans Smith tornou-se Pai da economia ao descrever o processo de produção do casaco de lã, na sua Obra “A riqueza das Nações”. Contemplou, quantas pessoas intervinham directa e indirectamente em todo processo. É processo simples e concomitantemente complexo!&lt;br /&gt;Infelizmente, há dias em que notamos em todos órgãos de comunicação nacionais dificuldades para o fecho da edição, sobretudo por falta de notícias económicas. Será que faltaram factos? Não! Faltou faro para detectar e transformar em notícia questões que aparentemente estão desprovidas de qualquer valor noticioso. &lt;br /&gt;Os factos económicos estão aí, precisam apenas de ser identificados. &lt;br /&gt;No passado, no contexto do regime de orientação Socialista alguns factos não seriam abordáveis, senão tendo sempre como âmbito o domínio político. A economia era centralizada, o Estado era proprietário de todos meios de produção, o mercado era regulado por medidas administrativas. &lt;br /&gt;As questões económicas eram sempre abordadas em páginas de política, devido ao facto de o regime político de partido único que vigorava na altura não permitir destrinça entre o noticiário económico e o político. A campanha de colheita de café, por exemplo, era visto mais como uma actividade política e não económica.&lt;br /&gt;A abertura democrática verificada na década de 90 veio propiciar condições para o surgimento de publicações económicas. Existe, pois, uma relação directa entre a democratização da sociedade, a abertura do mercado económico e a cobertura da média. Assim, a liberdade de imprensa é directamente proporcional ao grau de democratização de uma sociedade.&lt;br /&gt;Numa economia moderna, o Estado assume outra função: a de promover a eficiência, o equidade e a estabilidade. &lt;br /&gt;Portanto, com a abertura do mercado iniciado com o SEF (Saneamento Económico Financeiro) aos meios de comunicação apresentou-se uma nova perspectiva de abordagem dos problemas da sociedade. &lt;br /&gt;Vem daí o surgimento das primeiras publicações privadas como o “Correio da Semana”, “Comércio Actualidade” . O noticiário económico é algo muito recente entre nós.  &lt;br /&gt;O papel dos meios de comunicação na etapa actual de reconstrução nacional é reconhecidamente importante. No entanto, “a qualidade das informações continua ainda desigual: informações abordadas com superficialidade, notícias divulgadas a partir da Press House. Informações reproduzidas sem no entanto, se ter o conhecimento do contexto em que as mesmas foram produzidas, facto que inclusive, leva ao questionamento da liberdade de informação económica. As informações destinadas aos consumidor não lhes são adaptadas. ”(AMARAL, 1978, p.111). &lt;br /&gt;As principais dificuldades do jornalismo económico são as seguintes: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- DIFICULDADES INTERNAS:  &lt;br /&gt;- Existe dificuldade na definição do que é matéria de economia, de política e ou de social. Por exemplo, os critérios da Angop são diferentes aos do Jornal de Angola. (Camponeses que recebem enxadas no Kwanza–Norte, o Governo que promete pagar a dívida pública através de títulos, ou trabalhadores de uma fábrica que entram em greve?) Qual destas matérias deve ir para a página de economia. Temos consciência que os critérios não são estanques, mas a tendência crescente da segmentação leva a que se preste mais atenção na distribuição dos conteúdos. Não é aceitável, por exemplo, que uma matéria de economia vá para a página de polícia apenas pelo facto desta não possuir material noticioso para fechar a edição.&lt;br /&gt;- Alguns jornalistas ainda pensam que fazer parte da editoria de economia ou escrever economia é como ser colocado no guichet de um banco para receber dinheiro. Para estes, editoria de economia tem a ver com facturamento, “valores” como se diz, na gíria. As matérias feitas por encomenda cabem nesse capítulo. Cada dia é crescente o número de publireportagens embaladas como notícias. Isso, não é vender ao público gato por lebre? &lt;br /&gt;- Falta de sectorização dos repórteres. A especialização marca a nova tendência dos meios de comunicação. Alguns dos repórteres escrevem sobre tudo. Escrevem economia, social, política, enfim são generalistas. Por mais competente que o repórter seja não escreve com tanta propriedade sobre todos assuntos. Constata-se que alguns jornais ainda não têm repórteres fixos em editorias. Por outro lado, a tendência da maioria dos repórteres do nosso país é escrever sobre assuntos da página Geral. Dizem ser mais fácil. &lt;br /&gt;- Um outro problema tem a ver com o uso de termos técnicos de difícil acesso para o público. Isso é uma prática que afecta todas as áreas do jornalismo. O “tamodismo”(Tamoda é personagem de um  livrodo escritor Unhenga Xito, que paralhava a plateia com o seu português retirado do diccionário) tem vários adeptos. &lt;br /&gt;- Estrutura das redacções. Importa definir correctamente qual a estrutura que permite tornar o órgão de comunicação mais produtivo. A cópia de modelos não é a melhor opção. As vezes estruturas pequenas e menos complexas têm melhor funcionalidade e economizam tempo e recursos humanos e materiais, do que as complexas e pesadas. Qual seria a melhor estrutura para as empresas de comunicação angolanos? É um desafio que devemos vencer.&lt;br /&gt;- Falta de matérias investigativas - Denuncismo dos meios de comunicação, sobretudo privados, os levam a divulgar informações sem a cuidadosa investigação. Existem vários temas que serviriam para serem investigados: por exemplo: especulações sobre escândalos financeiros, corrupção, más condições de trabalho em empresas, transparência ou não em contratos e concursos de adjudicação de obras etc, etc. Agora, o problema está na investigação. Depois de anos de silêncio, é natural que, concretizada a abertura democrática, o cidadão queira ver denunciados aspectos, que em seu entender são responsaveis pela sua insatisfação. Mas o jornalismo responsável não deve embarcar na Calúnia, na difamação e na injúria. É preciso publicar informações sustentadas por provas documentais. Assim estar-se-ia a contribuir mais para a transparência e a democratização da sociedade. Nada de alarmismos. Por isso, a especulação não é a melhor escola. Com um pouco mais de profissionalismo é possível publicar-se matérias investigativas de boa qualidade e evitar-se-ia o constragimento de ver a impresa sentada no banco dos réus. &lt;br /&gt;- Falta de pautas originais: É um mal que enferma a imprensa angolana. O noticiário económico anda muito preso ao press release, ou a conferências de imprensa. Será preciso sair do noticiário institucional e partir para a elaboração de pautas originais. As queixas de falta de acesso às fontes podem ser contornadas buscando temas mais atraentes fora dos ministérios e empresas públicas. A maioria dos repórteres saem à rua sem pauta. As pautas devem ser elaboradas diáriamente em reunião de pauta (no caso dos jornais diários, rádios e TV). Importa também pautar os correspondentes das províncias. Muitos deles andam desorientados, sem saber sobre o que escrever. O que é que o correspondente do Kuando Kubango, por exemplo, vai escrever para ser noticiado nas páginas do jornais editados em Luanda? Isso implica um outro desafio: o da regionalização dos meios de comunicação. Ainda sobre a pauta.  O ideal é que cada repórter desenvolva suas próprias pautas. Coisa que entre nós ainda é visto com certa reserva. Escrever duas matérias sobre o mesmo assunto, levanta-se logo a suspeita de promiscuidade com a fonte. Lá vêm as insinuações: “quanto é que te deram?”&lt;br /&gt;- A complexidade dos textos: Alguns leitores recusam-se a ler as páginas de economia, sobretudo quando os texto são herméticos devido ao uso de muitos termos técnicos, alguns deles, quiça, desconhecidos para o jornalista. Não se orienta o consumidor através de projecções e de tendências de mercado. Raramente aparecem tabelas, gráficos e infografias para ilustrar as matérias facilitando a compreensão do leitor. A informação é remetida ao leitor sem os seus antecidentes históricos.&lt;br /&gt;Tudo tem que ser doseado: “Excesso de números e estatísticas esconde uma falta de ponto de vista, de foco, sobre o que se quer  mostrar”(BASILE, 2002,p.13)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- DIFICULDADES EXTERNAS&lt;br /&gt;- Algumas fontes ministeriais e empresarias desconhecem como funcionam os meios de comunicação; ainda vêem a imprensa como uma intrusa e perigosa; (Alguns assessores de imprensa ao invés de facilitarem o trabalho dos jornalistas atrapalham ainda mais o trabalho da imprensa. Aliás, alguns são verdadeiros porteiros).&lt;br /&gt;- Ainda é incipiente a prestação de conta sobre os negócios desenvolvidos! E isso, não diz respeito apenas aos negócios públicos. Por exemplo: uma empresa privada angolana havia realizado uma conferência de imprensa com todos órgãos de comunicação anunciando a criação de uma fábrica de electromésticos e motorizadas. Prometeu empregar mais de 3 mil trabalhadores. Um ano depois, procuramos saber como estava o projecto. A resposta foi, “esperem até que a gente vos volte a chamar”.&lt;br /&gt;- Quanto a falta de transparência nos negócios. Recentemente procuramos uma concessionária de automóveis e manifestamos o desejo de saber como ia o negócio, já que a mesma inundava a TV com vários clipes. A resposta: “Não estamos interessados em falar sobre os nossos negócios com o senhor jornalista”.  &lt;br /&gt;- Falta de divulgação de dados actualizados sobre o desempenho da economia. Por exemplo qual é o índice de desemprego? Isso para citar apenas um indicador.&lt;br /&gt;- A quase ausência de economistas a abordar em coluna de jornal e com regularidade aspectos da nossa vida económica. Especialistas a analisarem com profundidade situações sobre o funcionamento da economia angolana. Queixas sobre a falta de espaço para o exercício do debate não colhe.&lt;br /&gt;- Questões de grande alcance geral, o Orçamento Geral do Estado, a lei de finanças públicas, a  modernização das Finanças Públicas, a dívida pública, a balança de pagamento, os juros que o Estado paga pelos empréstimos, tornam-se “notícia” apenas no período da  discussão para a sua aprovação no Conselho de Ministros e ou na Assembleia Nacional. Depois saem das páginas e caem no esquecimento. &lt;br /&gt;- Falta de senso crítico. E o mais caricato acontece nas famosas cerimónias do fim do ano de ministérios e organismos públicos: Em todos eles o  “BALANÇO É SEMPRE POSITIVO! Há casos em que durante o ano a imprensa divulgou informações sobre o mau desempenho de alguns deles, como entender o “balanço positivo”?&lt;br /&gt;Portanto, eis algumas regras práticas para o jornalista económico extraídas do livro de Furio Colombo “Conhecer o jornalismo hoje”:&lt;br /&gt;- A notícia não é um pormenor. É um todo. É importante procurar ver sempre esse todo.&lt;br /&gt;A notícia não está quase nunca no facto específico que nos é mostrado. Na melhor das hipóteses, este constitui um lado, uma ponta, um sintoma, um dado de qualquer outra coisa. &lt;br /&gt;Raramente a notícia se forma no local onde parece ter-se formado. Raramente chega na forma de um fruto maduro, como uma dádiva da Natureza. A missão é, ao invés, procurar percursos e segui-los até  encontrar o ponto onde o acontecimento tem origem. &lt;br /&gt;Quase sempre um facto económico é proposto com a sua interpretação. Raramente a interpretação proposta é a mais credível.&lt;br /&gt;A maior parte das notícias económicas é como as da moda e do espectáculo. Chegam acompanhadas não só da informação, mas de materiais ilustrativos.&lt;br /&gt;A maior parte das notícias económicas chega ligada a um nome. Existe uma constelação pequena e brilhante destes nomes que dominam o firmamento das notícias económicas e o iluminam. A maior parte dos equívocos formam-se aqui, quando o jornalista usa aquele nome como chave de leitura, para si próprio e para o leitor. &lt;br /&gt;Também a desinformação chega com um nome. Mais uma vez, a presença louvada ou condenada do nome deveria constituir um bom sinal de alarme.&lt;br /&gt;Antes da explicação de cada notícia, o jornalista de economia deveria apresentar uma perspectiva do campo que está explorar, apresentando a sua própria chave de leitura (o que pensa do produto, da utilidade do mesmo, que preconceitos tem em relação a aquele campo, sector ou empresa específica e por que razão). &lt;br /&gt;O mundo económico está dividido em campos, por vezes em contraste dramático entre si, outras vezes ligados a sectores editoriais. Indispensável evitar tomar partido. &lt;br /&gt;O jornalismo económico tem a missão de contribuir para o bem estar dos cidadãos, apoiar a democratização da sociedade e lutar pela gestão transparente e racional dos recursos. Enfim, denunciar e combater os crimes contra a economia.&lt;br /&gt; Os conflitos marcam a vida  económica, por isso, não basta apenas divulgar factos, pois essa tarefa é bem executada pela publicidade, importa questionar o por quê? As causas são muito importantes para a compreensão do facto.&lt;br /&gt;Ainda como diz Colombo, um jornalismo que aceita viver com a memória curta dos factos tal como eles se apresentam num determinado dia e com a versão que deles foi dada pelas fontes interessadas, é um jornalismo mutilado que se coloca nas mãos das partes em conflito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliográfia:&lt;br /&gt;i. AMARAL, Luiz. Técnicas de Jornal e Periódico. 3 ed.Biblioteca Tempo Universitário. Editora Fortaleza, 1982. &lt;br /&gt;ii. ALMEIDA, Rosa, VAZ, Joaquim. Comunicação e Difusão. Plátano Editora, Lisboa, 1995&lt;br /&gt;iii. COLOMBO, Furio. Conhecer o Jornalismo hoje. Como se Faz a informação. Editorial Presença, Lisboa, 1998. &lt;br /&gt;iv. CRATO, Nuno. Comunicação Social. A imprensa.4.ed. Editorial Presença, Lisboa, 1992.&lt;br /&gt;v. SANTOS, José Rodrigues dos. Comunicação. Lousanense. Lisboa, 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS: TEXTO PUBLICADO EM 2003 NO JORNAL DE ANGOLA E INCLUÍDO NO LIVRO "INQUIETAÇÕES DO JORNALISMO" DE AUGUSTO ALFREDO, PUBLICADO DIA 3 DE MAIO DE 2008, NO DIA DEDICADO À LIBERDADE DE IMPRENSA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-5626020194538854869?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/5626020194538854869/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=5626020194538854869' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/5626020194538854869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/5626020194538854869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/12/dificuldades-do-noticirio-econmico-em.html' title='Dificuldades do noticiário económico em Angola'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-4232430373345954361</id><published>2008-12-30T03:18:00.001-08:00</published><updated>2008-12-30T03:35:44.302-08:00</updated><title type='text'>SILÊNCIO MAGOADO DOS REPÓRTERES</title><content type='html'>Prólogo: O caudal do rio invadiu as margens, porque os homens inundaram o leito de lixo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O insólito conquistou a audiência em todos os meios de comunicação. A notícia, um verdadeiro “fait divers*”, explodiu como fogo de artifício numa noite escura. “Avião Boeing 727 desaparece do aeroporto de Luanda”. O ineditismo, a surpresa, a curiosidade e as repercursões do facto, noticiado em primeira mão pela Rádio Luanda, tornaram fácil a escolha da manchete do dia. &lt;br /&gt;Era a segunda vez, em menos de um mês, que uma aeronave monopolizava a atenção da opinião pública, ainda mal refeita da indigestão da razão da força americana no Iraque. E as armas químicas? &lt;br /&gt;Depois da tomada de Bagadad, os noticiários refugiaram-se na sua “rotina”: pedofilia lusitana, atentados, conflitos, terramotos, assassinatos, corrupção, acidentes, sequestros, refugiados, desabrigados, fome, investimentos, inflação, falências e outras mesmices feitas suites para revalorizar localmente factos distantes.&lt;br /&gt;No Zaire, uma aeronave, em pleno voo abriu a rampa e despejou os seus ocupantes. Mas desta vez, não foi acidente, apenas um avião desapareceu, misteriosamente, do aeroporto e nenhuma autoridade deu conta. Um plano criteriosamente preparado, e, diga-se, com um cordão grosso de cumplicidades, eleigeu o dia de domingo para a realização da operação. Talvez porque nesse dia, quem devia cuidar da segurança do aeroporto estava algures na praia ou numa profunda soneca depois de uma noitada luandense.&lt;br /&gt;Era dia da África e véspera da conferência que iria debater, em Luanda, o incentivo ao turismo africano. “Turismo, a indústria da paz, vai contribuir para o combate à pobreza”, diz-se.  E, curiosamente, da agenda constavam temas como a subvenção das passagens aéreas e a melhoria da segurança e a abertura das fronteiras dos países. Muita coincidência, não?! O avião foge de Luanda e nenhum país vizinho também viu passar!&lt;br /&gt;Se para os editores foi fácil, segunda-feira, achar a manchete, mas não se dirá o mesmo da escolha da fotografia ou imagens para ilustrar o texto. Por incrível que pareça, é difícil conseguir fotografar ou filmar as aeronaves ou o movimento de passageiros, no “Aeroporto 4 de Fevereiro”, porque quem de direito alega sempre questões de segurança. &lt;br /&gt;Os fotógrafos e câmaras queixam-se das dificuldades, dizem que é preciso um documento para ser autorizado. E quanto tempo de espera? Isso ninguém sabe. &lt;br /&gt;O Jornalismo tem uma caractarística que o torna incompatível com burocracia, por  isso a opção é buscar imagens de arquivo.  Até mesmo para matérias que eram do interesse para a promoção de imagem da Enana, como a remoção de aeronaves avariadas que ocupavam espaço no aeroporto, a ilustração foi feita com aviões de arquivo. E era sempre assim. Toda vez que a matéria falasse de aviões nacionais, ia-se ao arquivo e sacava-se os da TAAG.  Até que a companhia aérea nacional, preocupada também com o seu prestígio, perdeu a paciência e disse: basta! &lt;br /&gt;O Gabinete de imprensa enviou uma nota de protesto. Depois disso a alternativa encontrada foi buscar aviões na Internet e pedir à arte para dar um jeito que evitasse mais complicações com as companhias a que pertencem. No arquivo digital, foi criada uma pastinha com capa amarela. Código: aviões alheios! Os aviões estão tão bem guardados, para evitar que alguém os roube.&lt;br /&gt;Terça-Feira, 27 de Maio, os leitores, ouvintes e telespectadores cobram mais informações.  A notícia ainda está fresca e pedia outros desenvolvimentos, feacture**. É preciso seguir o facto, as suas implicações e repercussões. Não basta noticiá-lo apenas. Elaborou-se a pauta: Fontes(A, B e C) Quais são as circunstâncias em que o Boeing desapareceu? Quem devia cuidar da segurança do aeroporto e das aeronaves? Quem pilotou o avião, se for estrangeiro em que circunstâncias entrou para o país e onde esteve hospedado? Quem abasteceu de combustível o Boeing e quando? A torre de controlo viu ou não? Se viu, a quem comunicou e qual foi a resposta? Hora da partida do avião e qual  foi a direcção seguida! ... se haverá inquérito e quanto tempo durará? e etc, etc.&lt;br /&gt;A repórter seleccionada, entre os mais aguerridos, partiu para a luta corpo-a-corpo, ansiosa em obter mais informações.&lt;br /&gt;Ao cair do dia, regressou exausta e pelo semblante adivinhava-se: o saco vinha vazio de notícias, mais cheio de queixumes! As fontes “fecharam-se em copas”.  Entre nós, dar a cara é coisa de telenovela! &lt;br /&gt;O editor exige, o público pede, mas as fontes não falam. A vontade é não mais voltar à redacção para evitar os “desabafos” dos editores. Fica-se um dia inteiro em posição de espera, regressa-se de mãos vazias e, as vezes, a pé ou de candongueiro, porque o carro teve outras prioridades. Ou simplesmente se esqueceram. Volta com lábios secos, com fome e, frequentemente, quando ainda o dia do pagamento não vai distante, procura biscoitos e refrigerantes em supermercados da baixa luandense. &lt;br /&gt;Ao ver a repórter chegar, o editor levanta-se e vai ao encontro. Tal como se recebem os guerreiros depois de cada batalha. – Como foi a caçada?&lt;br /&gt;A repórter, aproveitando a brecha que o avião abriu na defesa do editor, ataca a queima roupa.  Abre o livro de reclamações, queixa-se das fontes e dos editores, maldiz o silêncio daqueles e a arrogância destes, que mal digerem as justificações. Para ela, «alguns editores são egoístas e estão apenas obcecados com a hora do fecho, o tal fluxograma, e com a publicação da notícia! Muitos até se equeceram que já foram um dia repórteres e voltarão a sê-lo, quando pisarem, quiçá, em alguma cascas de banana . E aí, quando nas areias quentes do deserto, vão saber o que é fazer jornalismo nas nossas condições! A eternidade é apenas recomendada aos deuses! A consciência da finitude da vida humana devia inspirar à generosidade e justiça para com próximo.»&lt;br /&gt;O rosário forma longa espiral de lágrimas. Mas a repórter aproveita a rara oportunidade, não esmorece e avança. Agora ataca pelo flanco. “Somos nós quem vai no campo da batalha, enfrentamos todos os horrores, mas na hora nem somos ouvidos. O nosso texto é, as vezes, cortado injustificadamente. São arrogantes, sim! Cortam sem pestanejar! Textos são engavetados por preguiça de alguns editores, que, não raras vezes, chegam tarde à redacção. E depois exigem que o repórter tenha que assitir à edição do texto! O repórter está no turno da manhã, terá que esperar até às 16 ou 19 horas? Repórter não sugere título! Pois, a gente não sugere, porque raramente a nossa sugestão é aceite. Alegam sempre que o mesmo tem mais batidas do que o recomendado pelo projecto gráfico e blá blá blá... Mas vai ver a opção, chega a ser um parágrafo inteiro. Alteram apenas por alterar. Se for para piorar, melhor deixar-se assim como está! Aliás, mudam o título sem entenderem sequer o lead, porque também foram fisgados pelo MSN. Nas redacções, não há lugar para os repórteres se sentarem e disputam os poucos computadores disponíveis!  Dizem que nós não elaboramos sugestão de pauta. Quando o fizemos somos acusados de promiscuidade com a fonte! Estamos proibidos de escrever mais de uma vez sobre o mesmo assunto, senão surgem as insinuações. A especialização ainda vai demorar. Querem bons textos, mas não olham para o nosso drama.  Nós construímos o vosso prestígio. Fazemos o melhor, mas nunca ouvimos uma única palavra de carinho, um elogio. Nunca! Apenas reclamações e incriminações! Como a corda sempre rebenta do lado mais fraco, sempre somos os culpados! Meu Deus, será que estamos a pagar alguma promessa? Tudo que sai mal é culpa do repórter. O que sair bem, as honras são do editor. Tem razão quem diz, o mal é órfão e o bem tem fila de padrastos”. &lt;br /&gt;Ofegante, a repórter pára, bebe o que sobrava do refrigerante, recobra energias e desculpa-se. – Estava nervosa! &lt;br /&gt;- Não adianta desculpar-se, tens toda razão! Eu partilho da mesma opinião. No espaço que lhe está reservado, deves escrever 30 linhas, a justificar a falta de mais informações sobre o paradeiro do avião! Porque o público exige que o informem. Ele não quer saber dos nossos problemas, deseja ter notícias frescas todas as manhãs! Nós somos servidores do público.  Cada um tem que fazer a sua parte! Esse é o compromisso que assumimos ao sermos jornalistas e sobretudo aqui! Menina, diga, aonde está o avião? - (...) Já viram o meu azar!!!?&lt;br /&gt;Estou a vir, ainda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS: Texto publicado em 2003 no Jornal de Angola e incluído no Livro do Autor intitulado "Inquietações do Jornalismo" lançado pela Editora ZILA aos 3 de Maio de 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-4232430373345954361?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/4232430373345954361/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=4232430373345954361' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/4232430373345954361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/4232430373345954361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/12/silncio-magoado-dos-reprteres.html' title='SILÊNCIO MAGOADO DOS REPÓRTERES'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-7498814910305171373</id><published>2008-12-24T01:08:00.000-08:00</published><updated>2008-12-24T01:12:15.351-08:00</updated><title type='text'>Amor+ +Paz</title><content type='html'>No campo, cedinho, as crianças conhecem o perfume de várias flores. Para elas, todas são iguais até que a sistemática despótica se encarrega de as separar por grupos e classes. Contrariadas as crianças aprendem, mas guardam para si o segredo do amor das abelhas: Na natureza, não há flores silvestres, há apenas flores.&lt;br /&gt;Porque o doce do mel não é feito do polén de flores de uma única espécie. &lt;br /&gt;Busque doçura na diferença.&lt;br /&gt;Em 2009, Cultive +amor e +paz! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Votos de Festas Felizes &lt;br /&gt;e um Ano Novo cheio &lt;br /&gt;de prosperidade!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-7498814910305171373?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/7498814910305171373/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=7498814910305171373' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/7498814910305171373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/7498814910305171373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/12/amor-paz.html' title='Amor+ +Paz'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-447515161489262727</id><published>2008-12-05T21:10:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T02:27:55.066-08:00</updated><title type='text'>ई MUXIMA!</title><content type='html'>Foi um tremendo susto seguido de um silêncio vazio e sem amparo,feito náufrago arrastado pelo caudal do destino. A mania de ler o jornal de trás para frente acabou por reservar-me uma surpresa desagradável. Nem sei de onde adquiri este hábito, talvez seja dos tempos em que o Jornal de Angola trazia Banda Desenhada na última página…Zito Mabanga &amp; companhia, talvez. A verdade é que o mesmo perdura! &lt;br /&gt;Sabia que o jornalista Orlando Bento já não gozava de boa saúde. Andava fragilizado, doente. Mas torcia e acreditava que ele fizesse, no último instante, um esforço para driblar os males que o perseguiam.&lt;br /&gt;Quando cheguei ao Jornal de Angola, ele era Chefe de Redacção. Ainda me lembro da nossa primeira conversa. Ao passar, cruzamo-nos num dos pequenos espaços que separavam as editorias: és tu o Augusto Alfredo? – Sim Chefe! – Vem cá! - Disse num jeito amável como se fôssemos amigos de longa data, que procuravam uma mesa de bar para colocar as fofocas em dia...&lt;br /&gt;E sentamo-nos. Numa fala mansa, avaliou o meu desempenho e aconselhou-me a continuar a trabalhar na mesma ceara. – Eu confio em ti! – Disse ao apertar a minha mão. &lt;br /&gt;Desde aquela data, sempre que tínhamos oportunidade falávamos sobre jornalismo. O jornalismo e a guerra. Jornalismo e a Paz. O Jornalismo e a democratização. O jornalismo e a reconciliação do país. O jornalismo e a reconstrução do país. Eram temas que manifestavam o amor que possuía em relação à profissão e ao país. Depois que passou a morar no bairro da Samba, algumas vezes à noite, íamos juntos. E a conversa não era diferente. Tudo gravitava em torno do Jornalismo e a forma deste contribuir para o engrandecimento do país. Orlando Bento era simples, calmo, humilde e pouco barulhento, comportamento típico de gente que acumulara experiência nas cadeiras da vida. Despido de vaidades que corroem os laços da amizade e da sinceridade. Ele era camarada sem qualquer máscara. &lt;br /&gt;O Orlando Bento partiu. Na fila silenciosa do cemitério, seguiam familiares, antigos colegas e amigos com que partilhou momentos de alegrias e tristezas. &lt;br /&gt;Na memória, ele continua eloquente e comprometido com os ideais pelos quais viveu e se bateu a vida inteira: basta reler um dos seus últimos textos...!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Papa, os angolanos e a paz&lt;br /&gt;Orlando Bento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os angolanos continuam apostados na reconstrução, com os olhos virados para o desenvolvimento. &lt;br /&gt;Com Angola estão também muitos parceiros. Bom mesmo foi saber, por exemplo, que o Papa Bento XVI invocou a benevolência de Deus sobre Angola para que cada um contribua para a paz alcançada há cinco anos. O Santo Padre pede perseverança na obra de reconciliação dos corações que ainda sangram com as feridas da guerra. O gesto da autoridade religiosa é sustentado pelo pedido a Deus para dar voz ao povo e assim instaurar-se uma autêntica vida em democracia no país. &lt;br /&gt;Melhor ainda foi saber que o Papa se manifestou alegre com as obras de reconstrução nacional em curso, recordando às autoridades religiosas e civis a obrigação de privilegiar os pobres nas suas acções.&lt;br /&gt;Bom também foi saber que o Sumo Pontífice saudou a predisposição do Papa Paulo V, que há 400 anos se mostrou favorável à recepção de uma representação da embaixada do Reino do Congo guiada pelo primo do rei Álvaro II, também conhecido por Dom António Manuel Vunda e que os cronistas romanos cognominaram “o Negrita”, considerado como sendo o primeiro embaixador negro de um reino cristão africano. &lt;br /&gt;Há outros sinais que dão indicações de que o país está a crescer. Assim é que deve merecer registo o facto do Governo considerar positivo o balanço do Programa de Melhoria e Aumento da Oferta dos Serviços Sociais Básicos às populações, referente ao ano passado. Está em curso o alargamento de uma rede de supermercados que, em todo do o país, vai certamente resolver o problema de abastecimento de bens de primeira necessidade a muitas pessoas. Há, de resto, o conhecimento da execução física, financeira e dos resultados e impacto dos projectos constantes dos referidos programas. &lt;br /&gt;É também um facto a construção e a recuperação de infra-estruturas administrativas ao nível das províncias, municípios e comunas e outras ligadas à estratégia global para a urbanização e promoção da habitação social. Importante ainda é saber que se prima pela harmonia no quadro de muitos processos em curso. Assim é que, para além da necessidade da satisfação de serviços básicos à população, cuida-se igualmente da recuperação dos principais troços rodoviários e da aquisição, pelas províncias, de medicamentos e outros bens. O que se pode exigir agora e esperar de todos os agentes activos é a comparticipação que ajude a materializar muitas outras acções, para que os benefícios sejam os requeridos. As igrejas, com tradição na comparticipação a que fazemos referência, costumam corresponder normalmente com a realização de muitas acções de carácter social.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-447515161489262727?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/447515161489262727/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=447515161489262727' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/447515161489262727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/447515161489262727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/12/muxima.html' title='ई MUXIMA!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-2091703576098001962</id><published>2008-11-18T12:00:00.000-08:00</published><updated>2008-11-19T21:13:57.635-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Saudade'/><title type='text'>Canto da saudade</title><content type='html'>As "Memórias precoces" já estão na rua. É sempre grande a satisfação de partilhar a nossa obra com os leitores. Aos olhos do público, elas são mais adultas do que nos parecem, talvez por isso sejam precoces. No dia do lançamento, eu estava entre dois ilustres Deputados à Assembleia Nacional: Roberto de Almeida, que assinou o prefácio, e o Deputado e jornalista Adelino de Almeida, que assumiu a apresentação do livro. Meu amigo, o sociólogo Paulo Carvalho, que fez o posfácio ficou na plateia como os treinadores na bancada incentivando-me, empurrando-me para o golo.&lt;br /&gt;Eu estava naturalmente feliz, radiante! Era uma ocasião sublime... Faltaram muitos amigos, mas nas clareiras avistei uma enorme multidão. E ouvi as canções que exaltavam à coragem e ao patriotismo.   Eram vozes de gente intrépida que marchou, lutou e muitas delas tombou no campo de honra para que Angola fosse hoje um país livre, independente e pacificado. &lt;br /&gt;Faltavam 3 dias para o 11 de Novembro de 2008. Dia seguinte, domingo,   parti sozinho para o Sumbe e ao avistar os cenários descritos na obra, chorei. Chorei de saudade, pelos ausentes,  de gratidão, pelos que sacrificaram as suas vidas em defesa da pátria, e de alegria por poder trazer à ribalta gente humilde perdida na poeira da luta de todos os dias.&lt;br /&gt;No dia de lançamento, Sábado, 8 de Novembro, choveu em vários bairros periféricos de Luanda. O mesmo ocorreu no Sumbe e Gabela no dia 11 de Novembro. Incrível, até a natureza não quis ficar indiferente!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-2091703576098001962?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/2091703576098001962/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=2091703576098001962' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/2091703576098001962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/2091703576098001962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/11/canto-da-saudade.html' title='Canto da saudade'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-903906803084403359</id><published>2008-11-15T09:45:00.000-08:00</published><updated>2009-04-24T04:31:50.381-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Telenovela'/><title type='text'>A auréola de Roque Santeiro</title><content type='html'>Na pequena sala, amontoava-se toda a vizinhança e as luzes cintilavam na tela. As donas de casa rabujavam devido as pessoas que se assentavam sobre os espaldares das poltronas deixando estragos na modesta sala.&lt;br /&gt;Os aparelhos de TV contavam-se pelo número de antenas no tecto das residências. Era luxo! No interior do país, a guerra subia de intensidade e o número de vítimas crescia a cada emboscada ou ataque. O país agitava-se na incongruência de um conflito que teimava em fazer de refém o destino de milhares de angolanos. &lt;br /&gt;Na sequência, as cidades recebiam novos inquilinos rurais, que encontram na TV o que os contos lhe proporcionavam em suas aldeias de origem. Percorreram quilómetros a pé porque queriam fugir da morte. Deixaram para traz as plantações e as suas aldeias. Comprar quizaka, banana, abacate, rama-de-batata e mandioca era coisa que os entristecia. Os dias e as noites eram melancólicos, perturbados por lembranças e saudades. A saudade é um sentimento avassalador e antropófago. Devora, definha energias humanas. Estavam na cidade, mas o pensamento vivia algures no campo. A omnipresença é um exercício que quebra os limites da lucidez. Para não se estar a deriva, era preciso algo. Algo que justificasse a continuação da vida mesmo com os solavancos da estrada.&lt;br /&gt;Então, à noite, Roque Santeiro animava os espectadores. Estes seguiam as cenas em silêncio. As ruas ficavam desérticas e os encontros amorosos retardados ou adiados por conta do episódio. No bairro Rocha Pinto, uma residência foi assaltada por meliantes e o proprietário, natural do município da Quibala, foi assassinado. A viúva e os filhos levados para algures. Os bandidos chegaram com um camião e carregaram tudo, mas a vizinhança não se apercebeu, porque era hora do Roque Santeiro. &lt;br /&gt;A telenovela Roque Santeiro era um drama realista que repousava o seu enredo na problematização social. Fez de problemas sociais o tema central do debate. Durante o dia, não se falava em outra coisa. &lt;br /&gt;A extravagante viúva Porcina, com os seus vestidos brilhantes, o arrogante Sinhôzinho Malta, com sua pulseira de ouro, cativavam a audiência. Todos torciam para que Roque Santeiro voltasse à Asa Branca e curasse os seus moradores dos males de que padeciam. Mas a sua presença iria levar à falência os negócios da cidade construída a custa do mito. Roque volta, mas não fica em Asa Branca, porém ficou na memória colectiva de espectadores. Cada um murmurava uma nova canção:&lt;br /&gt;“Dizem que Roque Santeiro/Um homem debaixo de um sonho/Ficou defendendo o seu canto e morreu/Mas sei que é ainda vivente/ Na lama do rio corrente/Na terra onde ele nasceu/.&lt;br /&gt;Mal a telenovela terminou, Luanda encheu-se de suas medalhas. Os mercados Roque Santeiro, Asa Branca, Pousada do Sossego… Rua da Lama… Zé das Medalhas.&lt;br /&gt;O mercado Roque Santeiro é a maior bolsa de negócios de Angola. A aura do mito perdura e a profecia de Beato Salú, confunde-se com realidade. O pai de Roque Santeiro, bem na ponta do desenlace da trama antecipou-se à realidade.&lt;br /&gt;“Ano de 1990, vai haver muito pasto e pouco rasto. E só um pastor e só um rebanho. No ano de 1991, vai haver muito chapéu e pouca cabeça. No ano de 1992, a água vai virar sangue e vai chover uma grande chuva de estrelas. Aí vai ser o fim do mundo”.&lt;br /&gt;Em 31 de Maio de 1991, foi rubricado em Bicesse, Portugal, o Acordo de Paz entre o Governo angolano e o movimento rebelde, a Unita (União para a Independência Total de Angola) dirigida por Jonas Malheiro Savimbi.&lt;br /&gt;Em Outubro de 1992, depois das primeiras eleições multipartidárias ganhas pelo partido governista, MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), a Unita recusou os resultados e reiniciou o conflito, o mais violento que a história angolana registou. Milhares de angolanos, que acreditavam na paz, tombaram nas ruas das cidades atingidos pelo fogo cruzado.&lt;br /&gt;O barro sagrado das margens do rio ainda mitiga a dor das chagas. Roque Santeiro é gracejo na melancolia, estrela na noite, sinal vital, sobrevivência, esperança!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-903906803084403359?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/903906803084403359/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=903906803084403359' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/903906803084403359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/903906803084403359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/11/aurola-de-roque-santeiro.html' title='A auréola de Roque Santeiro'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-5844758056053998157</id><published>2008-11-15T09:40:00.000-08:00</published><updated>2008-11-15T09:43:09.052-08:00</updated><title type='text'>Cada um com sua âncora!</title><content type='html'>Era uma tarde de domingo. Brisa amena assinala a normalidade do ambiente e transmite um ar de romantismo próprio do sol ponte. O que destoava da paisagem era apenas uma coisa. Um homem, feito espantalho, cambaleando de lá para cá e de cá para lá. &lt;br /&gt;Em sofrimento, caminhava errante no Calçadão da Avenida Marginal, enquanto atletas do fim-de-semana procuravam desentorpecer os músculos, afugentado o miúdo reumatismo ou a obesidade agasalhada pelas mordomias da modernidade. &lt;br /&gt;O homem batia-se contra a lei da gravidade. Após um tropeço no seu próprio dese-quilíbrio, correu em meia haste e abraçou um poste de iluminação pública. Azar! Era o mesmo poste que, na madrugada, havia amparado um Nissan evitando que o mesmo se atirasse ao mar. Olhou ao redor com desconfiança e retomou o caminho murmurando em revolta seus pensamentos confusos.&lt;br /&gt;Um casal de namorados afastou-se assustado e olhou de soslaio para o homem alto e fragilizado pelo álcool. No silêncio, uma inquietação persiste: como um pai de família, vestido de calça social, camisa branca e casaco, podia apresentar-se publicamente naquele estado deplorável. Talvez viesse de algum pedido!... &lt;br /&gt;No rosto, bem perto do sobrolho, trazia uma escoriação, com certeza, uma marca deixada por alguma queda. Nas imediações do BNA, aproximou-se de um banco. Parecia um coqueiro sob a ventania. Com olhos fechados, jogou a vergonha ao relento e urinou. Os pedestres olharam-no com reprovação.&lt;br /&gt;- Ua kambe ó sonhi!...&lt;br /&gt;Uma canoa deslizava na água da baía. Dois adolescentes remavam calmamente. Viram um cardume e jogaram a âncora. O ruído afugentou garças que naltura procuravam o repasto para o jantar. Acordei pela mesma razão das aves.&lt;br /&gt;Peguei ainda a âncora a meio do arco que descrevia. Para quem nasce no interior a âncora é algo que só vem nos livros. Não tem tanta serventia como o que lhe é atri-buído pelos homens do mar. E o pensamento agarra-se à âncora.&lt;br /&gt;A âncora pode ser um ferro, uma pedra... A função é prender a embarcação para que ela não ande a deriva e o seu tamanho depende da dimensão do navio. Lembro-me! Certa vez, perante uma tempestade, um barco perdeu a âncora, quando esta ficou presa numa rocha. Quebrou-se o fio e a embarcação acabou encalhada na praia. Soçobrou. Jamais conseguiu voltar ao mar. Resultado, esventrado dos seus equipamentos, o casco ficou abandonado e entregue à oxidação, transformando-se em abrigo para espécies anfíbias como tartarugas e caranguejos. Hoje, só se percebe a sua presença, através de um ferro da haste feita cruz que sobressai entre as areais do Ambriz assinalando o local do “naufrágio”.&lt;br /&gt;Um jovem apaixonado abriu a janela e jogou-se do edifício. Não viu as rosas que desabrochavam no jardim! Então, a âncora é importante! A âncora pode ser também uma ideia, um sentimento, uma pessoa, uma aldeia, uma cultura, um país! Um grande amor, uma grande paixão, Angola! Uma razão de viver. Quem não tem âncora se perde. Agarre a sua âncora e nunca perca o foco, permaneça no rumo certo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-5844758056053998157?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/5844758056053998157/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=5844758056053998157' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/5844758056053998157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/5844758056053998157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/11/cada-um-com-sua-ncora.html' title='Cada um com sua âncora!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-3076805157268610232</id><published>2008-10-21T00:48:00.000-07:00</published><updated>2008-10-21T00:53:05.595-07:00</updated><title type='text'>No encalço do perfume das Acácias de Benguela</title><content type='html'>Dois de Agosto de 2004. Por esta altura do cacimbo, dorme-se sobressaltado, quando se tem voo marcado para as primeiras horas do dia. O despertador cumpriu a sua missão, quando eram 4 da manhã. O frio apertava. Cheguei ao aeroporto as 5 Horas.&lt;br /&gt;O avião da SAL partiu as 7H30. Nove passageiros iam a bordo. Rolou na pista e levantou voo. Lá em baixo, no bairro Rocha Pinto já via-se a fila de carros que se dirigiam para o centro da cidade. Imagina-se a tensão dos motoristas mascando a embraiagem.&lt;br /&gt;Quando livres do drama, tem-se uma sensação agradável de alívio, denunciado por um morno sorriso no rosto. Suspenso no ar, a memória acciona o motor de busca de lembranças adormecidas. Desde 1992 que não ia a Benguela. Naquela altura, viajei por terra e guardo com zelo a imagem do soldado que na localidade da Canjala apontou-me uma arma AKM no peito. Segundos duraram uma eternidade. Mas com a paz conquistada, estes são episódios arquivados para a história. O perdão é a palavra de ordem para todos, porém nunca esquecer o passado, pois quem esquece corre risco de repeti-lo.&lt;br /&gt;A chegada ao aeroporto 17 de Setembro ocorreu as 9H45. Dois passageiros exibiram Passaportes com capa cor de vinho. Estremeci. Contrariado mostrei o bilhete de identidade e passei. Que alívio, apenas um falso alarme.&lt;br /&gt;O sol subia no céu ainda coberto pelo cacimbo. No lado de fora, duas senhoras varriam o pavimento com vassouras de palmeira. Uma delas tinha a perna coberta por um lenço. Não vi sequer um papel sendo carregado pela brisa matinal.&lt;br /&gt;Subi até ao restaurante que fica no primeiro piso. O esmero e a cordialidade das moças durante o atendimento aguçam a fome. Na pista, aterra um outro avião da Air Gemini. Depois mais três aeronaves ligeiras. A paisagem adjacente é coberta por capim seco. No horizonte, uma cadeia de montanhas formando uma cordilheira ainda translúcida no cacimbo matinal. Uma voz masculina chama pelos passageiros com destino a Luanda.&lt;br /&gt;Como aves que adivinham um temporal, todos os aviões partem, apenas um fica em terra. Este jamais voltará a bater as asas. Algum infortúnio, quiçá, num poiso ou numa descolagem deixou-o com a parte da fuselagem danificada. Lembro-me da canção Iumbi-Iumbi do Planalto Central: “Kaquelé Katchibambaá ... tuendeéé... Iumbi-Iumbi levanta voo e vamos...”&lt;br /&gt;Na estrada para Lobito fui saboreando a paisagem e os benguelenses. A nova ponte sobre rio Cuporolo está a ser erguida, vêem-se os suportes de betão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SUOR SOBRE METAL ENCANDESCENTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meia hora depois chega-se ao destino. Os estaleiros da Sonamet ficam na entrada da Restinga. Criada em 1997, a Sonamet é uma sociedade de responsabilidade limitada de direito angolano, cujos accionistas são Stolt Offshore(55%), Sonangol(44%) e Wapo Internacional(5%). Desde a sua constituição, a empresa fábrica oleodutos e gasodutos enrolados, tubos agregados, torres de elevação e bóias de exportação.&lt;br /&gt;Vinte cinco por cento dos 800 trabalhadores são expatriados entre índios, paquistaneses, franceses e portugueses. Houve alturas de muito trabalho que chegou a ter cerca de 1700 trabalhadores. Esta é uma das duas empresa do Lobito, a par do Porto local, que mais gente emprega.&lt;br /&gt;Tem escola de formação para caldeireiros (técnicos que fazem e montam as estruturas de metal) e soldadores. Vinte cinco alunos frequentam o curso cuja duração é de 6 meses.&lt;br /&gt;“Mas há alunos que com 4 meses estão preparados para executar qualquer tarefa”, segundo o português Avelino de Sousa.&lt;br /&gt;Avelino de Sousa já esteve no projecto Sanha Condensados, no Bloco Zero, gaba-se de estar a “formar homens que serão capazes de enfrentar qualquer desafio”.&lt;br /&gt;A disciplina, a higiene e seguranças fazem parte do quotidiano. A empresa tem uma fábrica de acetileno e o carbureto(vulgo cal) resultante da produção é aproveitado pelos trabalhadores para pintarem as paredes de suas casas.&lt;br /&gt;Aqui o trabalho começa cedo, as 7 horas. Numa das áreas estão a fabricar o boatlanding (acostamento) para o Kizomba B que está a ser construído na Coreia do Sul. Têm ainda obras para o projecto Dália. Tudo aqui é pesado. Basta ver que o seu guindaste é capaz de levantar 450 mil kg. A barcaça DLB1 atracada ao largo levantava 600 toneladas quando nova, hoje de tanto peso apenas suporta 450 mil Kg. É a assim a vida. Vamos perdendo alguns dotes com o desgaste provocado pelo uso.&lt;br /&gt;Obras são várias: pernas para jaqueta, Deck para o Kizomba. No sector de fabricação de bóias (uma espécie de tanque flutuante) já foi produzida a maior do mundo com 23 metros de diâmetro e 8 metros de altura, para o Kizomba A. A outra com igual dimensão será concluída em Março. A primeira a ser concluída foi para o projecto Girassol e tinha 18 metros de diâmetro e 8m de altura. A fabricação de uma bóia dura 12 meses, diz o engenheiro indiano Appu, há 6 anos na Sonamet.&lt;br /&gt;As âncoras de sucussão são fixadas no fundo do mar para prender as bóias e os navio. São necessários 30 dias para ser construída. A chapa com que é feita tem cerca de 10 centímetros de espessura. Imaginem tornar cilíndrico este material. Há locais em que a soldadura é feita a 200 graus centígrados. Até as botas queimam, apesar da protecção do corpo. Lá apenas trabalham indianos que são especializados no assunto que recebem 5 litros de água antes da empreitada. A soldadura é especial. Antes era feita no exterior, mas com decisão o produto sai 10 vezes mais barato.&lt;br /&gt;Ao lado do estaleiro da Sonamet, está a fábrica Tecnip, vocacionada para a fabricação de umbilicais. Os tubos que transportam o petróleo das profundezas do mar até a superfície. Lá iremos em outra oportunidade.&lt;br /&gt;E a visita termina. Devolvo ao guia, as botas, o capacete de segurança e os óculos de protecção. Ele chama-se Avelino Epalanga, formado em mecânica, já esteve na África do Sul e na Correia do Sul. Forte e de altura média, trabalha na área de segurança há 3 anos e está feliz por ter recebido o primeiro filho. Como qualquer pai, tece planos para o seu menino.&lt;br /&gt;Agradece a Sonamet pelo emprego e lamenta o facto de não existir outras empresas a funcionar para atenderem a procura. Fala da Fábrica de cimento. Para ele, a sua operacionalidade provocaria uma “grande revolução” na actividade do Porto e do Caminho de Ferro de Benguela. “Empresários sul africanos estavam interessados em reactivá-las, mas...” interrompe e mímica dos lábios encarregara-se de completar a comunicação. “O mesmo aconteceu à fábrica de papel”, conclui desanimado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALMOÇO, CAFÉ E DOSE DE BAGACEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perto da Sonamet fica a Pensão Alvorense. O director da Sonamet o francês Marc Guinard fala de novos projectos da empresa e de sua família. Anuncia a chegada da mulher e dos filhos.&lt;br /&gt;Calmamente num português soletrado fala da perspectiva que visa aumentar a capacidade fabril e de carregamento. Para efeito a empresa está a investir de forma faseada cerca de 20 milhões de dólares, (sendo metade para este ano e a outra prevista para 2005), na expansão do seu estaleiro.Com esta acção, barcos de grande porte poderão atracar sem dificuldades.&lt;br /&gt;Na mesa bife, pizza, massa, salada, pudim, refrigerante, Água Keve, café e uma dose de bagaceira local. Tudo por 1200 kwanzas. O café é importado. E o nosso, perguntei? O garçom não soube responder. Lembrei-me da promessa feita pelo ministro da Agricultura Lutukuta, por altura do lançamento dos leites Kamba da Latiangol. De acordo com o ministro, para o relançamento da produção era importante o incentivo ao consumo interno a fim de contornar o preço baixo do produto no mercado internacional. Lembre-se que uma tonelada custa cerca de 300 dólares. Se o quadro não se alterar, a fama granjeada por localidades como Gabela, serão apenas emblemas na memória do tempo.&lt;br /&gt;Sobre a bagaceira, ocorreu-me perguntar pela antiga Fábrica Angolana de Vermutes e Licores. Soube estar paralisada há bastante tempo.&lt;br /&gt;O açúcar também é importado, antes existia aqui perto uma açucareira. O processo da sua reactivação talvez ande esquecido em alguma gaveta. Nem sei quem venceu o leilão.&lt;br /&gt;Na rua, à caminho do aeroporto, muitos carros com volante à direita. Para o André Tchivela, o motorista que me transportou em Benguela, a decisão do Governo em proibir a sua circulação vai criar problemas para os cidadãos. “Os carros vindos da Namíbia dão uma grande ajuda e têm bons motores”, estima. Mas o Governo justifica a decisão com o número de acidentes fatais.&lt;br /&gt;Do lado de fora do aeroporto, estão dois engraxadores. Uma senhora mestiça, diz ir a Luanda para tratar dos dentes, apesar de ter medo de andar de avião. Outra benguelense, Iola, reside hoje em Luanda. Diz ter ido a Benguela para visitar a mãe que andava doente. Fixou residência em Luanda pelo facto do marido estar na capital e também porque encontrou oportunidade de emprego. Com dois filhos, a esperança é voltar a Benguela, quando for inaugurada a fábrica da Coca-cola. Teme ganhar menos, mas o problema habitacional desaconselha decisão contrária. A sala de embarque está vazia, apenas algumas filas de cadeiras de plástico.&lt;br /&gt;Partida acontece as 15H10. Com a aproximação da capital a aeronave reduz a altitude. Por esta hora, o sol pinta telas impressionistas na paisagem semi-árida.&lt;br /&gt;Chego a Luanda as 16H20. Termina a viagem. Chega a hora de enfrentar dribles dos taxistas, o engarramento e o stress. Ligo o rádio do carro e prolongo momentaneamente o êxtase vespertino como espumas que ficam na praia a cada calema. &lt;span style="color:#000099;"&gt;“Quero falar de uma coisa/ Adivinham onde ela anda/ Deve estar dentro do peito ou caminha pelo ar/ Pode estar aqui do lado/ Mas perto que pensamos/ ...”&lt;/span&gt; Agradeço a Milton Nascimento pela canção e a Deus pela viagem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;P.S. Reportagem publicada no Jornal de Angola em Agosto de 2004&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-3076805157268610232?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/3076805157268610232/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=3076805157268610232' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/3076805157268610232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/3076805157268610232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/10/no-encalo-do-perfume-das-accias-de.html' title='No encalço do perfume das Acácias de Benguela'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-2705238206688573097</id><published>2008-10-21T00:35:00.000-07:00</published><updated>2008-10-21T00:42:19.276-07:00</updated><title type='text'>Reencontro com Cabinda no caminho do petróleo</title><content type='html'>Para conhecer-se um elefante, basta andar! E foi andando que o homem descobriu a natureza e frutos que dela pode colher! A 300 km da costa angolana, existem plataformas com uma altura comparável a de um edifício de 6 andares, hotel para 180 pessoas. Telefones, água doce, energia eléctrica 24/24 horas e emissão de TV. Outro espanto é perceber como se explora petróleo no mar a uma profundidade superior a um quilómetro. Só visto!&lt;br /&gt;São 9 da manhã! O tempo corre. Esta é a segunda vez que viaja para a província de Cabinda. A primeira ocorrera em 1984 integrado num grupo de finalista da antiga Escola Político-Militar Comandante Jika, em Luanda. Na altura, desembarcou no aeroporto da cidade e foi logo transportado por um camião de marca Ural.&lt;br /&gt;Ao sair da cidade a caminho do município do Belize, por volta das 22 horas, os ocupantes do camião foram colhidos por uma chama que fez reluzir as coronhas das armas. Os olhos, que procuraram em vão alvos na densa floresta, foram encandeados pela chama. Nas narinas, o cheiro do óleo. Era o petróleo de Malongo!&lt;br /&gt;Vinte anos depois estava de regresso. A companhia é outra e as preocupações também eram diferentes. Vinha como jornalista conhecer melhor o mundo dos petróleos. Sem fusil nem a preocupação de antanho, apenas trazia um bloco de notas e uma lapiseira. O cenário, este continua o mesmo. As tochas continuam acesas como que em monumentos históricos assinalando um feito heróico de inigualável valentia. Apenas ele mudara, crescera e deixara sonhos e ilusões à berma do caminho como restos de cigarros abandonados na borda do cinzeiro. A paisagem, esta continua a mesma: verde!&lt;br /&gt;As sondas disseminam-se mar adentro. Ao anoitecer, as tochas acesas denunciam uma cidade flutuante sobre a orla marítima. Um verdadeiro caleidoscópio captura os olhares. Mas parte desse espectáculo tem seus dias contados. Em 2005, a queima de gás durante a exploração petrolífera vai ser reduzida. Para o efeito, a ChevronTexaco e suas associadas do Bloco Zero investem 1,5 biliões de dólares, para levar avante empreitada. O projecto implicará a recolha de gás associado e não associado dos Blocos Zero, 2, 14, 15, 17 e 18. A liquefacção do gás será feita numa instalação em terra, do tipo via única, com capacidade para 4 milhões de toneladas por ano. Esse produto será depois vendido nos mercados europeus e norte americano. Em 2006, não se queimará mais gás. Para além dos ganhos em receitas, os benefícios ambientais serão significativos. Por outro, muitos desempregados, que hoje vêem suas esperanças encalhadas, vão poder soltar o papagaio e sonhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENCONTRO COM MUNDO DOS ÓLEOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Descoberto mais um poço de petróleo em águas profundas”. Assim têm sido as manchetes nos órgãos de comunicação. A notícia não passa despercebida, mas quantos têm a noção da localização geográfica dos blocos, as potencialidades das reservas, bem como a complexidade tecnológica que envolve a exploração, sobretudo em águas profundas? Já se chegou a confundir Benguela e Belize, localidades de Angola com as dos poços. Por isso os técnicos dos petróleos queixam-se dos equívocos da imprensa. É para prevenir embaraços que falhas do género provocam que a ChevronTexaco levou a Cabinda um grupo de jornalistas.&lt;br /&gt;Depois de desembarcar no aeroporto de Cabinda, os profissionais da imprensa visitaram vários projectos sociais realizados pela multinacional americana em Angola. A primeira foi a escola Patrice Lumumba, inaugurada em 2001. Esta possui nove salas apetrechadas e funciona em três turnos. É hora de aulas. Em cada sala cabem 40 crianças. Ao verem entrar os visitantes, erguem-se dos assentos e em uníssonos dão as boas vindas: “Bom dia senhores....”. - Qual é o vosso sonho? Ouviram-se várias vozes: “engenheiro, médico, piloto... E o grupo saiu perseguido por olhares carregados de esperança.&lt;br /&gt;Em plena hora de trabalho, viam-se muitas pessoas nas ruas. Nada difere do que ocorre nas demais províncias. É a síndroma do desemprego. A ChevronTexaco consciente desta dificuldade tem apoiado empresas locais. E com base em parcerias entre empresas nacionais e estrangeiras, a multinacional apoia esforços no sentido de relançar a actividade económica na província, fazendo com que muitos produtos e serviços hoje fornecidos por empresas estrangeiras possam ser prestados por nacionais.&lt;br /&gt;Na bomba de abastecimento de combustível, a fila é enorme. Há falta de gasolina. A Cabinda Golf para suprir as suas necessidades instalou uma mini refinaria em Malongo, que produz cerca de 16 mil barris de gasóleo e fuel para os seus helicópteros. A empresa também produz gás, que serve para atender as necessidades do mercado local e exportar para o Brasil. A presença da ChevronTexaco faz-se notar para além dos campos de petróleos. Escolas, residências para professores e enfermeiros, piscina, centros médicos, maternidades, dioceses, condomínios, instalações para a associação de pescadores, fomento agrícola e outros projectos espalhados em toda extensão da província levam a sua marca. Anualmente, mais de 12 milhões de dólares são canalizados para projectos comunitários em todo país.&lt;br /&gt;Ao passar por alguns empreendimentos em execução, ouvem-se queixas devido ao incumprimento dos prazos na entrega das obras. “Mas nós condescendemos, procuramos fazê-los compreender a situação”, diz um dos funcionários da multinacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MALANGO É UMA CIDADE À PARTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Malango é uma cidade à parte, cercada por arame e habitada por gente de vários quadrantes. Diz-se que lá até existem pacaças, que andam tranquilamente sem temer a acção de caçadores furtivos.&lt;br /&gt;Malondo tem escola de formação, um refeitório que atende mais de 2500 refeições/dia. Possui clínica e campos de jogos. Lá trabalham mais de 2 mil cidadãos nacionais e cerca de 300 expatriados.&lt;br /&gt;O verde cobre a paisagem. Depois do almoço, os visitantes partem de helicóptero para o alto mar. Mas antes a preocupação com a segurança. Capacete, tapadores de ouvidos, colecte salva-vidas, óculos e botas. Não querem quebrar o recorde. Desde 1999 que não se regista qualquer acidente.&lt;br /&gt;Um angolano e um americano formam a dupla de pilotos. É o processo de angolanização em curso no sector. O decreto 20/82 exige 70 por cento de angolanos nas companhias petrolíferas. A respeito a ChevronTexaco diz que a nível de quadros superiores já alcançou os 67 % e a de técnicos médios os 100%. A satisfação é indisfarçável ao ver angolanos como Daniel Rocha a exercer o cargo de director do Departamento de produção da multinacional americana.&lt;br /&gt;O helicóptero levanta vou e a viagem dura mais de 30 minutos. Suficientes para alguns adormecerem ademais depois de um almoço cheio de iguarias.&lt;br /&gt;Na sonda Sanha Condensados jovens angolanos impressionam qualquer visitante, pela maneira profissional como executam as suas atribuições. Trabalham lado-a-lado com colegas seus estrangeiros. A comunicação se processa em Inglês. Estes jovens permanecem no mar 30 dias e trabalham de dia e de noite. “Enquanto dormimos ele trabalham”. Não há tempo de descanso. Está tudo cronometrado. Basta ver, por exemplo, que o aluguel de um guindaste fixador de sondas custa 450 mil dólares/dia. Qualquer falha ou atraso acarretaria prejuízos avultados.&lt;br /&gt;Os olhos enchem-se de surpresas. Algumas sondas têm uma altura comparável a de um prédio de 6 andares. No Takula existe um hotel para 180 pessoas. São autênticos edifícios. A estrutura é firme como se estivesse em terra. Tem luz e água canalizada. “A luz aqui não vai”, diz um dos operadores. A tecnologia usada é de ponta, em alguns casos Angola é o segundo país depois do EUA onde a mesma está a ser usada.&lt;br /&gt;Os investimentos são avultados e os resultados espectaculares. Em 1966, eram exportados 3 mil barris hoje esta cifra atinge 4,5 milhões de barris carregados de dois em dois dias. Basta ver que em 2002 a produção da ChevroTexaco foi de 626,664 milhões de barris dia, dos quais 50% exportados para os Estados Unidos da América. Nemba produziu em 2003, 48 milhões de barris. A produção actual é de 132 mil barris/dia.&lt;br /&gt;Segundo informações colhidas no local, parte daquela estrutura de ferro pesado das sondas é feita em Angola, nos estaleiros da Sonamet no Lobito. Chega a hora da partida. O superitendente Emanuel Leopoldo despede-se dos visitantes. Naquela altura, o sol era apenas uma bola de morna. Do Sanha Condensados os visitantes partem directo para o aeroporto. Chegam a Luanda por volta das 19 horas. Sob as luzes da cidade, os luandenses regressam a casa.&lt;br /&gt;Antes do sono chegar, os excursionista passam em revista os dados memorizados: O país terá, o maior navio do mundo para armazenar gás em estado líquido. Já está em construção na Coreia...Próximo mês de Outubro Bomboco vai começar operar. Em Angola, a ChevronTexaco e suas associadas a maior produtora de petróleo. Composto por 36 campos principais, incluindo Tacula e Malongo, a produção média do Bloco Zero é de 400 mil barris de petróleo por dia. No Bloco 14, desde 1997, fez nove descobertas. A produção actual é de 85 mil barris/dia. No Bloco dois, perto da foz rio Zaire, 47 mil barris de petróleo/dia são extraídos em águas profundas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;P.S:  Essa Reportagem foi escrita e publicada no Jornal de Angola em 2004&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-2705238206688573097?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/2705238206688573097/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=2705238206688573097' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/2705238206688573097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/2705238206688573097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/10/reencontro-com-cabinda-no-caminho-do.html' title='Reencontro com Cabinda no caminho do petróleo'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-7145807253431168830</id><published>2008-10-21T00:17:00.000-07:00</published><updated>2008-10-21T00:25:51.837-07:00</updated><title type='text'>Culturas e dicotomias</title><content type='html'>A música brasileira, sobretudo a MPB, a Sertaneja e o Samba eram as preferidas daquela casa nocturna da cidade de Juiz de Fora-Minas Gerais denominada Paiol. Nome sugestivo!... Homens e mulheres de várias idades buscavam no balançar dos corpos o prazer de estarem ainda vivas. Havia música ao vivo e muita animação. Nos intervalos, punham música de aparelho.&lt;br /&gt;Na noite, dançava Roberta Miranda, Roberto Carlos, Vando, sertanejas, sambas, pagodes... De dia na Faculdade, essa música era brega. E ninguém queria ser brega. Nas conversas, na cantina, falávamos de Caetano Veloso, Djavan, Betânia, Carolina, Paralamas e de Netinho... Ai Raul Seixas e a sua metarmorfose ambulante. “Tente outras vez”. “Eu nasci há dez mil anos”. E Renato Russo, Cazuza e Sepultura!&lt;br /&gt;Vivia assim entre várias realidades, várias culturas, várias dicotomias: O morro e a baixa, o centro e a periferia, Angola e Brasil, o negro e o branco, a faculdade e o analfabetismo, a riqueza e a pobreza, enfim, o clássico e o popular, o moderno e o tradicional, o sagrado e o profano. Como ébrio, subia e descia vários universos sem sequer distinguir as linhas ténues que limitavam as suas fronteiras.&lt;br /&gt;Saía à madrugada do Paiol e caminhava despreocupado em direcção ao morro. Cruzava com outros amantes da noite. Juiz de Fora era minha de ponta-a- ponta. Um pobre gemia de frio na calçada. Aproximei-me para ajudá-lo. Em farrapos dormia ele, a esposa e um cachorro. É pobre e ainda tem cachorro! Coitado do cão! Qual dos dois irá sobreviver? O homem pediu um dinheirinho, segundo ele, para combater o frio. Corri até a casa, busquei um cobertor e dei-lho. Segundo um provérbio angolano, o macaco gosta de dar, o problema é o tamanho da mão.&lt;br /&gt;Na noite seguinte, passei por lá. Ele gemia novamente, mas de bebedeira. A voz saía pastosa. Rapaz, um negão roubou-me o cobertor. Aldrabão! Trocou o cobertor por cachaça “Velho Barreiro” e a garrafa vazia espreitava entre os seus farrapos. Dar esmola pode ser uma forma de atrair mais gente pobre para às ruas.&lt;br /&gt;Durante a noite, atravessava várias vezes o Paraibuna em busca de melhor espaço de dança. Ao ver a minha sombra sobre as águas calmas do Paraibuna, lembrava-me do rio da minha infância, o Mazungue da Gabela, que tal como o Paraibuna vivia transformado em esgoto. “Cada aldeia tem um rio e todos os rios se parecem”...escreveu o professor José Luiz Ribeiro.&lt;br /&gt;Mas o Paraibuna tem apoios, até foi criado um grupo para a sua defesa. Procuram através de programas harmonizar a convivência entre a cidade e a natureza. Um convívio sempre marcado por vários sobressaltos. É do rio onde retiram areia para a construção civil, enquanto outros jogam lixo no seu leito. O rio fica triste e os ambientalistas também.&lt;br /&gt;Nisto de tristezas, todos nós temos um rio de mágoas correndo por dentro. São tristezas individuais, colectivas, regionais, locais. Enfim, tristezas partilhadas.&lt;br /&gt;Depois do silêncio eterno de Renato Russo, segui com lágrimas as imagens da morte da Banda “Mamonas Assassinas”. Regressava de um espectáculo em Brasília, quando o avião caiu antes de aterrar no aeroporto de Guarulhos, S. Paulo. O grupo fazia sucesso no Brasil e no mundo, quando a morte chegou.&lt;br /&gt;Eu preciso te falar, /&lt;br /&gt;Te encontrar de qualquer &amp;shy;jeito .../&lt;br /&gt;Já não dá mais prá viver, /&lt;br /&gt;Um sentimento sem &amp;shy;sentido... /&lt;br /&gt;Cantaria Tim Maia naquela noite, mas assim o destino não o quis. A banda tocava os primeiros acordes, quando o cantor abandonou o palco. O seu vozeirão calou-se, mas o eco persegue os amantes da sua música.&lt;br /&gt;Eu preciso descobrir /&lt;br /&gt;A emoção de estar contigo, /&lt;br /&gt;Ver o sol amanhecer./&lt;br /&gt;E ver a vida acontecer /&lt;br /&gt;Como um dia de Domingo/&lt;br /&gt;Paulo, da dupla Paulo e Daniel não viu o sol amanhecer. Regressava a casa no seu BMW zero quilómetros, quando este saiu da pista, capotou e pegou fogo. Deixou uma filhinha e uma carreira promissora. Órfão, Daniel segue a carreira a solo. Sempre que o vejo lembro-me do Paulo e das imagens do acidente.&lt;br /&gt;Na ponta final do curso, ocorreu a morte da Princesa Diana. Lágrimas. Ela havia acabado de visitar Angola, no âmbito da luta contra as minas anti-pessoais. O Mercedes Benz em que seguia embateu violentamente contra um pilar de betão, quando era perseguido por paparazzis. O incidente reacende a discussão em torno da ética do jornalismo.&lt;br /&gt;Depois foi a morte do medianeiro do processo de paz Alioune Blond Beye. Foi também de acidente, mas de aviação. Ficámos a olhar a chuva a cair do telhado e um mau pressentimento a descer-nos a garganta. O reacender da guerra está para breve? ... E imitando um personagem da peça teatral “A Escada de Jacó” repetia: a vida nos reserva muitas mágoas...&lt;br /&gt;Velhinha, tinha cabelos de algodão e mãos retorcidas pelo tempo. No seu quarto semi-iluminado, mergulhava num monólogo imperceptível. Falava, discutia e gesticulava. Cantava canções de embalar. Quantas crianças brotaram do seu regaço? Cruzava com ela no corredor, mas Dindinha não dava por mim. Será que ela sabia da minha existência?&lt;br /&gt;A velha, carinhosamente chamada por Dindinha, era a mãe da dona Maria Márcia. Certa vez, ao chegar à casa, encontrei um ambiente nebuloso. Dindinha tinha morrido. Me imaginei sem mãe. Como seria viver sem mãe e sem pai? Afinal, acabamos todos como filhos de chocadeira! Os irmãos de hoje, talvez sejam amanhã apenas simples companheiros de viagem.  Que tristeza!...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-7145807253431168830?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/7145807253431168830/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=7145807253431168830' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/7145807253431168830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/7145807253431168830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/10/culturas-e-dicotomias.html' title='Culturas e dicotomias'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-2926660268494958327</id><published>2008-10-16T10:22:00.000-07:00</published><updated>2008-10-16T10:24:29.177-07:00</updated><title type='text'>As promessas do Pai-Grande!</title><content type='html'>Quinta-feira é um dia especial. Às quintas publicava minha crónica no Jornal de Angola. Também às quintas escrevia o editorial reservado à Página de Economia do mesmo Jornal. E hoje continua sendo especial. Neste dia da semana saio de casa a pé e percorro aquele que denomino o “trajecto da fé”. Nesse espaço, vivi momentos marcantes de minha vida como cadete da Escola Político Militar. Foram no total cinco anos. Estudei marxismo e acreditei na possibilidade de se construir uma sociedade mais justa e harmoniosa. O Muro de Berlim desabou, mas eu continuo acreditando. De manhãzinha vou dar aulas de jornalismo e à tarde participo da radionovela da RNA. Tudo por prazer! É pois um dia em que sou mais eu. Faço o que mais gosto. Moldo o mundo a meu jeito. É-se protagonista e não expectador.&lt;br /&gt;Hoje de manhã sai do Bairro Cassenda caminhando tranquilo, quando avistei dois cartazes pregados atrás de um grande outdoor. Em baixo do mesmo, vinha escrito “Vote 11”.  O rosto do presidente da Unita Samakuva parecia céptico. Parei e olhei fixamente nos seus olhos. Pelo menos assim me parece depois que os resultados foram divulgados, dando vitória ao partido MPLA com mais de 81 por cento. Tem um olhar incrédulo, se calhar nem mais acredita na vitalidade do partido que ele dirige. Agora concordo com a decisão do Governo da Província de Luanda de retirar a propaganda das ruas depois das eleições. As mensagens acabam sendo extemporâneas, destorcidas pelo tempo e pela nova realidade.&lt;br /&gt;Atravessei a rua perto da Escola Jika e procurei espreitar sobre o muro. Não havia sinais da antiga escola. O busto do Comandante Jika talvez ande algures. Queria entrar e retirar uma daquelas pedras ou pedaços de tijolos espalhados no chão. Queria guardar a lembrança em alguma prateleira lá em casa. … O olhar do segurança deixou-me nas intenções. Não queria arrumar sarilho. Agora pensava na fé, quanto fui interceptado por uma jovem que me fez a entrega de um pequeno anúncio:&lt;br /&gt; “Atenção. Chegou em Angola o homem que desfaz qual quer feitiço. Pai grande.&lt;br /&gt;Faço tratamento. Se você tem: Cabeça aberta, jiba, bicho na barriga perdeu a potência, não faz filho. Venha se tratar com o pai grande. Temos o medicamento certo Para o seu problema. Ligue já e marque a tua consulta. Primeira consulta é grátis”.&lt;br /&gt;E em baixo vinham sete terminais de telemóveis da empresa Unitel. Pai-Grande tem bué de contactos. Estes telefones são todos dele? Ou é de seus assistentes? … São muitos!!!&lt;br /&gt;Li e fiquei a rir à-toa. Essa moça me escolheu porquê? Será porque tenho cabelos brancos? Vou já cortá-lo logo. Cabeça aberta? Ah, tenho cabeça aberta, penso pra caramba! Mas isso não é doença. Não sofro se jiba, bicho na barriga? Eh, isso é quê!… Se forem vermes estes saem com Albendazol, não preciso recorrer ao Pai Grande. Filhos tenho …&lt;br /&gt;Pai Grande obrigado pela oferta, procure outra presa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-2926660268494958327?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/2926660268494958327/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=2926660268494958327' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/2926660268494958327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/2926660268494958327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/10/as-promessas-do-pai-grande.html' title='As promessas do Pai-Grande!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-8755968185944063303</id><published>2008-09-28T12:02:00.001-07:00</published><updated>2008-10-07T00:21:04.499-07:00</updated><title type='text'>Santo da casa faz milagre!</title><content type='html'>Faz tempo que não comunico com o meu amigo, mas sei que ele está bem e gozando de boa saúde. Pois está sempre em on-line no MSN e já não responde as minhas mensagens. Não o conheço pessoalmente, mas considero-o amigo. Falávamos no MSN, trocávamos impressões sobre vários assuntos, quer sobre o país, quer sobre o exercício do jornalismo em Angola. Manifestava a sua opinião sobre a rubrica “Atalhos da Utopia” que eu assinava semanalmente no Jornal de Angola e que mais tarde foi transformado em livro sob o título “INQUIETAÇÕES DO JORNALISMO” e lançado pela Nzila no dia consagrado à Liberdade de Imprensa. Desde aquele dia, o meu amigo sumiu, já não manda emails e já não falámos no MSN. O que terá acontecido de errado na última conversa? … Na conversa, contei-lhe um pouco da minha odisseia como estudante na Universidade Federal de Juiz de Fora-Minas Gerais, a formação em Comunicação Social, o atraso no pagamento da bolsa e a solidariedade dos colegas brasileiros. E finalmente as minhas inquietações após o regresso ao país. O mercado jornalístico está cada vez mais restrito, devido a inexistência de mais meios de comunicação e o não reconhecimento do diploma e da competência na hora de buscar um novo emprego. O mercado queixava-se da falta de quadros nacionais, enquanto gente formada era rejeitada com o argumento de que não havia mais lugar para novas contratações.&lt;br /&gt;Combinada com o alcance da paz e da estabilização económica, Angola está na boca do mundo. Um novo eldorado em África! Na senda da criação de novos projectos editoriais, virou moda a contratação de consultores estrangeiros. A comunicação social virou área de garimpo. Muitos quadros nacionais QUEIXAM-SE é da falta de oportunidade! …&lt;br /&gt;...Não me venham ensinar o caminho para a Gabela, sei-o de cor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-8755968185944063303?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/8755968185944063303/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=8755968185944063303' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/8755968185944063303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/8755968185944063303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/09/santo-da-casa-faz-milagre.html' title='Santo da casa faz milagre!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-2167984341511008138</id><published>2008-09-24T01:01:00.000-07:00</published><updated>2008-10-15T03:09:52.275-07:00</updated><title type='text'>“Memórias precoces” nos 33 anos da independência</title><content type='html'>O meu Livro-Reportagem “Memórias Precoces, Luanda- Gabela, uma viagem de 30 anos” do jornalista vai ser lançado em Novembro de 2008, em Luanda, no âmbito das celebrações do 33º aniversário da Independência Nacional.&lt;br /&gt;Com prefácio do escritor Jofre Rocha, a obra com 130 páginas e escrita durante uma viagem de táxi entre Luanda e a cidade da Gabela, narra factos vivenciados entre 1975 -2005.&lt;br /&gt;Segundo Jofre Rocha, “Memórias precoces é baseado na vida real e evoca perante o leitor uma sucessão de 30 anos de conflitos e dissensões que aconteceram na vivência multifacetada de personagens de carne e osso, em grande maioria simples aldeões e camponeses de um tempo de heroísmo em que a palavra de ordem era sobreviver, sobreviver, sempre sobreviver.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-2167984341511008138?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/2167984341511008138/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=2167984341511008138' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/2167984341511008138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/2167984341511008138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/09/memrias-precoces-nos-33-anos-da.html' title='“Memórias precoces” nos 33 anos da independência'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-405380278829164865</id><published>2008-09-16T05:57:00.000-07:00</published><updated>2008-09-21T23:42:00.150-07:00</updated><title type='text'>Kizaca da Malásia</title><content type='html'>Bom, a alegria foi sol de pouca dura! É bom ler sempre com cuidado o rótulo. A Kizaca que comprei não é angolana, mas importada da Malásia. Ingredientes: Folhas de Mandioca, sal e água. Na lata também vem instruções. "Receita Tradicional Angolana: Coloque uma galinha cassava aos pedaços numa panela com tomate, cebola e alho picado, deixe cozer durante 25 minutos, depois coloqueuma lata de Moamba Duchet, acrescentemeia dúzia de Kiabos e sal, deixe apurar em lume brando, sirva quente e acompanhe com funge e Kizaca Duchet".&lt;br /&gt;As duas latas, as da Kizaca e da Moamba, aguardam um outro dia, enquanto procuro ânimo para confeccionar a Kizaca importada num país com tantas lavras de mandioqueiras, muita água e sal.&lt;br /&gt;Quanto custa importar os equipamentos e embalar Kizaca Made in Angola?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-405380278829164865?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/405380278829164865/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=405380278829164865' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/405380278829164865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/405380278829164865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/09/kizaca-da-malsia.html' title='Kizaca da Malásia'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-8896591683247116733</id><published>2008-09-16T05:43:00.000-07:00</published><updated>2008-09-16T07:03:07.876-07:00</updated><title type='text'>Morangos da paz</title><content type='html'>Um cestinho veio do Huambo. Trouxe morangos. Mal chegou e logo o cheiro da fruta inundou a casa. Eram morangos gostosos, que minha cunhada enviara. No cartão preso na pega lia-se: “Queiram aceitar a fruta da paz! Assina, Graça”.&lt;br /&gt;Todos nos deliciamos. Meus filhos, pela primeira vez, comeram morangos. Não eram morangos da televisão, que pobre come com os olhos. Eram de verdade! Por isso, houve disputa. Disputaram cada fruto e finalmente o cestinho feito de folhas de palmeira. A do meio queria usá-lo para guardar roupa da sua boneca, a mais velha queria-o para ornamentar a prateleira do seu quarto, enquanto o rapaz, o cassule, queria aproveitá-lo para fazer uma armadilha para prender pássaros.&lt;br /&gt;Atraídos pelos morangos, no Natal de 2003, decidiram viajar até à fonte.&lt;br /&gt;Permaneceram 15 dias no Huambo. Regressaram com muitas histórias. Falaram dos meninos do Huambo e das ruas. Apaixonaram-se pelo linguajar da região. A mais novinha disse que todas as paredes estavam picotadas: “Papá, o Huambo é muito bonito, até estão a pintar os prédios!”.&lt;br /&gt;- Mas já começaram a pintar?&lt;br /&gt;– Não, apenas picotaram as paredes!&lt;br /&gt;Calei-me! ... Ela não sabia, que aquelas marcas nos edifícios eram sinais, deixados por anos de um conflito sangrento. Então, para quê fazê-la lembrar? Para quê mexer nas chagas?&lt;br /&gt;Dormimos e durante uma semana as conversas gravitaram em torno do Planalto, até a aura das imagens da parabólica retomarem o seu lugar cativo com a novela “Chocolate com Pimenta”, “Celebridade” e “Da Cor do Pecado”.&lt;br /&gt;Os relatos das crianças fizeram-me sair da carapaça e retomar um velho sonho. Então, nas férias, em Fevereiro, decidi viajar por terra. Queria conhecer melhor o país. O conhecimento propicia amor profundo. Quem ama conhece!&lt;br /&gt;Parti de Luanda de Jeep, como se estivesse a ir à Barra do Kwanza. Nada de preocupações com pistolas, AKM e granadas, apenas o cuidado redobrado com o carro emprestado.&lt;br /&gt;Olhei para a paisagem sem medo de ser surpreendido por um disparo. A vegetação em movimento e os solavancos mexeram o saco de lembranças. Entre a ponte do rio Longa e Porto Amboim está o Calele. Era perigosíssimo. Em tempo de guerra passei ali com o coração apertado. Até para ateus Deus era a única salvação! Hoje, nem dei por ele.&lt;br /&gt;A viagem entre o município de Porto Amboim e o da Gabela houve alturas que durava mais de 10 dias. Agora, apesar de parte da estrada não ter asfalto, apenas são precisas três horas. Entre as Cachoeiras da Binga e a Gabela havia um ponto crítico: o tal “Pau Preto”. No local, os camponeses trabalham a terra, os camionista, que circulam a qualquer hora do dia, param para descansar. As flores silvestres cobrem os restos dos veículos atingidos pela violência. Enquanto, a oxidação corrói o metal, o tempo apaga o rasto da guerra fraticida.&lt;br /&gt;Visitei a Quilenda, Kibala, Wako Kungo, Huambo e Benguela... Voltei a Luanda feliz e rejuvenescido! Os morangos da paz eram de verdade e jamais serão mofados! Morango é amor, é paz, é concórdia! VIVA!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;- Observação: Crónica publica em Abril de 2003 no Jornal de Angola, por altura das comemorações do 1º aniversário da Paz&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-8896591683247116733?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/8896591683247116733/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=8896591683247116733' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/8896591683247116733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/8896591683247116733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/09/morangos-da-paz.html' title='Morangos da paz'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-260369800924577446</id><published>2008-09-06T02:26:00.000-07:00</published><updated>2008-09-06T02:34:32.759-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dedo do voto'/><title type='text'>Olha o dedo!</title><content type='html'>Na porta do edifício do Instituto de Formação Bancária, situado perto do Jornal de Angola, exibiu, para os demais ainda perfilados na longa fila de espera, o dedo indicar sujo de tinta.&lt;br /&gt;Um sorriso triunfal cobriu o seu rosto ao deixar a Assembleia de voto. Havia acabado de votar pela segunda vez na Angola Independente!&lt;br /&gt;Enquanto caminhava em direcção a Avenida Marginal, guardou o cartão no bolso e procurou pensar em outra coisa, mas em vão: As eleições monopolizavam tudo. Absolutamente tudo! Os jornais, as Rádios, a Televisão e por arrasto as conversas quotidianas.&lt;br /&gt;Sem perceber, quedou-se no atraso no início da votação. Foi frustrante! Acordou às 5 horas, ficou na fila até às 12 horas. É complicado esperar. Viu gente reclamando, brigando com os funcionários do Comissão Nacional Eleitotal… não gostou de ouvir um deles respondendo uma senhora, enquanto arrumava as cadeiras: - Se quiseres, podes ir embora, não fazes falta!&lt;br /&gt;Quis entrar na briga para limpar o equívoco daquela cabeça: - “ Faz falta sim, cada um de nós faz falta. Um voto fará falta para cada um dos candidatos”. Bastou olha-lo bem nos olhos para que este se calasse. Ainda bem!&lt;br /&gt;Mas agora estava alegre. Esperar algumas horas não é nada para quem aguardou 16 anos por aquele momento! Sorriu e foi com relutância que resistiu ao desejo de exibir o dedo pintado para todos com quem cruzasse na rua.&lt;br /&gt;- Olha o dedo, já votei…!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-260369800924577446?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/260369800924577446/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=260369800924577446' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/260369800924577446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/260369800924577446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/09/olha-o-dedo.html' title='Olha o dedo!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-5311017431101077398</id><published>2008-09-06T01:30:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T02:49:33.954-07:00</updated><title type='text'>Memórias do cacimbo de 92</title><content type='html'>Eram 10 horas. Nas imediações da Igreja Sagrada Família, em Luanda, o trânsito automóvel era escasso, calmaria sonhada e desejada para horas de ponta. Caminhava tranquilo, quando foi interceptado por um militar. Não falou. Segurava firme uma metralhadora. E era com a ajuda desta que as instruções foram transmitidas. Eram gestos ríspidos e bastante eloquentes não deixando ruído para equívocos. O soldado todo vestido de uniforme preto, usava boina preta, luvas e óculos da mesma cor.&lt;br /&gt;Atingido pela surpresa, o pedestre assustado descreveu um arco para não pisar no jardim da igreja, atravessou a rua e encaminhou-se agora para os lados do Hospital Militar. Depois de alguns passos, parou para apreciar o que aconteceria a um outro pedestre que seguia na direcção do soldado. Esperou num misto de receios e ansiedades. E de contentamento por não lhe ter acontecido o pior. Será que vai passar? … Suspirou. Não passou. Foi igualmente impedido de seguir no mesmo trajecto. Mas este não mudou de direcção. Recuou descendo pela Zona Verde e precipitadamente desapareceu.&lt;br /&gt;Mas o que é que se passa? Nos seus 30 anos nunca tinha visto tal aparato militar! Já tinha visto vários tipos de uniformes: castanho, camaleão, tigre... Aliás, já usara muitos, mas este não se pareciam com os do exército coreano, cubano, russo, alemão democrático… enfim. Era algo novo.&lt;br /&gt;A arma era estranha. Toda preta, tinha coronha dobrável e cano curto. O carregador era quase parecido com o da AKM. Mas são apenas aparências. Talvez, a coronha podia ser confundida com a da AK-47, mas não tinha nada a ver. Ancorou saudoso na sua alegria durante a recruta ao receber a sua primeira arma com coronha e guarda-mão reluzentes. A sua kalashi (diminuitivo de Kalashinikov) tinha bandoleira castanha e 3,6 kg de peso. O carregador era também castanho. Possui boa precisão e é fácil de montar e desmontar. É resistente capaz de suportar tudo desde a chuva, calor, areia, lama e até o próprio soldado. Do suspiro desabrochou um leve sorriso. Esse senhor Kalashinikov é o máximo! Dizem que desenhou esta arma, quando estava internado num hospital depois de ter sofrido ferimentos durante a batalha de Stalingrado. A AK é a minha grande paixão!&lt;br /&gt;Ele sabia o que falava. Não encontrou semelhanças com aquela arma toda preta. Facto que o deixou inquieto. Mas o que é que se passa? O seguro morreu de velho, por isso correu para casa. Não queria ser surpreendido por qualquer infortúnio.&lt;br /&gt;Se tivesse telefone telefonaria para alguém conhecido para obter informações. Mas telemóvel, em Junho de 1992, ainda era para o mercado ficção científica.&lt;br /&gt;Contornou o Hospital Militar Principal e seguiu pela rua Comandante Jika. Perscrutava com subtileza no rosto de outros transeuntes indícios de alguma inquietação. Mas nada! Sob um clima ameno, caminhava colado ao cerco da Rádio Nacional de Angola. Ele procurava esbater o impacto vespertino causado pelo encontro com aquele militar, quando, ao aproximar-se da entrada da RNA foi novamente convida-do a afastar-se: – Senhor, afaste-se do arame!&lt;br /&gt;Como gazela acordada por predadores na savana, sem olhar para onde vinha a ameaça, cor-rendo afastou-se. Só depois, com o pavor nos olhos, procurou saber de quem era aquela voz.&lt;br /&gt;Isso é azar ou quê? Será que o mesmo soldado está a me perseguir? Não pode!... O coração carburava apressado. Isso não é normal. Está em todo lado! …Franziu o rosto!...&lt;br /&gt;Na antiga Escola Comandante Jika, através do arame axadrezado visualizou o antigo gabinete do director “Nino”, a tribuna e a parada. Lembrou-se do desfile das tropas em parada nas sextas-feiras e dias de cerimónias. À Banda de Música e as canção: “Quero! Quero/ quero ser soldado/… com esta farda aprender a marcha/ com as armas lutaremos pela revolução”&lt;br /&gt;– A Parada é um lugar sagrado. Tudo começa e acaba naquele lugar. O início da recruta. As formaturas. As marchas de Ordem Unida. Distribuição dos meios e equipamentos. Táctica, defesa, ataque, manobra, emboscada, flanco. Juramento de bandeira. A recepção de missões de combate. A partida, o regresso e o balanço. As alegrias e as tristezas. Parada é forja da amizade, da camaradagem e da lealdade. As canções e a cadência das botas no asfalto. Parou e imaginou o comandante do Batalhão de Instrução “Vulapata”, no seu jeito Garrincha de andar com suas pernas arqueadas, a marchar: Olhaaaar à Direita! Está alinhaaaar!...&lt;br /&gt;Desperto por uma alfinetada de mau pressentimentos, retomou a marcha com vigor. Saudou a sentinela e dirigiu-se para o Bairro Prenda. – Kuemba tem que estar sempre atento! Camarão que dorme a calema leva. E sorriu!...&lt;br /&gt;Ao atravessar a Rua Revolução de Outubro, ergueu a cabeça e leu no alto do edifício: LIBERDADE DE ÁFRICA…E acalmou-se sem um motivo aparente. Chegou a casa às 11 horas. Depois do almoço dormitava esquecido dos seus medos e receios, quando foi desperto pelo sinal horário da RNA: O Papa João Paulo II chegou hoje a Luanda.&lt;br /&gt;Envergonhou-se pela teia de pensamentos que o atormentaram. Aqueles soldados pertenciam a uma nova polícia. A informação se espalhou no areal. A Polícia de Intervenção Rápida era a grande novidade. A arma não era AK, era Gallill de fabrico israelita. São parecidas, mas contrariamente a AK, que é de calibre 7,62 mm, esta é de 5,62 mm.&lt;br /&gt;As botas também eram diferentes e usavam coletes à prova de bala… Usavam pistolas mas não eram de marca Makarov nem TT, Star ou walter. Essa tropa veio de onde? A pergunta teimosa perseguia todos que tivessem no seu caminho uma “Polícia de Intervenção Rápida”, que depois viraram “Polícia de Emergência” e “Ninjas”.&lt;br /&gt;Todos a estimavam. Aquilo é que é polícia! Organizados, disciplinados e educados. Não falam muito, não se metem com a população, não brincam em serviço, no carro estão sempre bem alinhados e aprumados. Postura é postura e quando são chamados a agir em defesa da pátria angolana, da paz e da tranquilidade dos cidadãos fazem-no com muita prontidão e eficiência.&lt;br /&gt;Os “Ninjas” lutam com destreza, neutralizam os seus inimigos impiedosamente e conseguem desaparecer sem deixar rasto. São invencíveis! É essa a imagem que se tem dos “Ninjas” e que é-nos transmitida através do cinema. Mas cinema é ficção!&lt;br /&gt;Mas basta ouvir um pouco da folha de serviço e a história da Polícia de Intervenção Rápida de Angola para percebermos que a realidade não fica tão longe assim da ficção!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-5311017431101077398?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/5311017431101077398/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=5311017431101077398' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/5311017431101077398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/5311017431101077398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/09/memrias-do-cacimbo-de-92.html' title='Memórias do cacimbo de 92'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-6243110879990297098</id><published>2008-09-02T13:35:00.000-07:00</published><updated>2008-09-08T11:46:13.310-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kizaca'/><title type='text'>Kizaca enlatada</title><content type='html'>Sábado comprei no Supermercado Kizaka e Muamba enlatadas. Subtilmente joguei-as no carrinho. Sentia-me maravilhado por ver folhas de mandioqueira pisadas e hoje enlatadas a disputar espaço com os outros manjares estrangeiros nas prateleiras de supermercados da Grande Cidade. A Kizaca e a Muamba são pratos familiares que marcaram a minha vida na aldeia. Ai que doce infância, ai que brisa amena, ai que cheiro bom da terra depois da chuva. Ai que bela paisagem!&lt;br /&gt;A Kizaca acompanhando um prato de feijão com funge (pirão) era irresistível. Mas era comida de pobre, quando o arroz era apenas saboreado no Natal. Orgulho é perceber que eu e a Kizaca estamos novamente juntos. Apesar da nossa origem humilde, estamos sempre juntos nas avenidas caóticas da modernidade!&lt;br /&gt;Aliás, já tivemos um encontro nas terras altas de Minas Gerais, Brasil. Mesmo não havendo pilão, o liquidificador serviu para triturar as folhas! Como vê a nossa amizade tem tem sementes, tem história! Por isso há sempre um jeitinho para se vencer a distância e ruminar o bom paladar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-6243110879990297098?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/6243110879990297098/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=6243110879990297098' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/6243110879990297098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/6243110879990297098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/09/kizaca-em-enlatada.html' title='Kizaca enlatada'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-4927187384508844461</id><published>2008-09-02T12:31:00.000-07:00</published><updated>2008-09-17T05:44:44.204-07:00</updated><title type='text'>Lágrimas de menina!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/SND7lebHYLI/AAAAAAAAAB4/kF7uQNAI18k/s1600-h/P1010020.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246970187127152818" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/SND7lebHYLI/AAAAAAAAAB4/kF7uQNAI18k/s200/P1010020.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por altura da independência, ela ainda jovem partiu para Lisboa. Trinta e três anos depois, ela volta para a antiga sede da Companhia Angolana de Agricultura (CADA), no Amboim, província do Kwanza Sul. Na berma da estrada, a poeira dorme sobre os limbos dos cafezeiros lembrando o pó fino que cobre a memória. Com passo húmido, passa pela antiga Estação do Caminho de Ferro do Amboim, a Cancela, as mansões pálidas pelo cacimbo dos anos e o Colégio S. João de Brito, a Barragem e o verde da paisagem. Do Colégio Santa Filomena apenas um montinho de terra de salalé. O périplo passa pelo local onde estavam os Escritórios centrais. Apenas algumas pedras e tijolos cobertos pelo capim remetem para aquele tempo de prosperidade. O Hospital resistiu aos tempos agrestes e ainda ajuda a população nativa a sobreviver. Depois da igreja, reencontrou a sua antiga babá , aí não teve como resistir. Então chorou de saudade dos velhos tempos de menina!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-4927187384508844461?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/4927187384508844461/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=4927187384508844461' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/4927187384508844461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/4927187384508844461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/09/lgrimas-de-menina.html' title='Lágrimas de menina!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/SND7lebHYLI/AAAAAAAAAB4/kF7uQNAI18k/s72-c/P1010020.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-548404815751139457</id><published>2008-09-02T10:02:00.000-07:00</published><updated>2008-09-08T04:45:34.089-07:00</updated><title type='text'>Viva a paz!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/SL4xDKQ_OHI/AAAAAAAAABo/gTB7pnPArJ4/s1600-h/paz.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241680946670811250" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/SL4xDKQ_OHI/AAAAAAAAABo/gTB7pnPArJ4/s320/paz.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cartazes, bandeiras, painéis, passeatas, programas de rádio e de TV momentaneamente invadiram os sentidos, transformando-se em novos atractivos. A programação quer da Rádio Nacional de Angola, da TPA quer dos jornais sofreu profunda alteração. Na grelha surgem os tempos de antena. Como saltimbancos, dez partidos e quatro coligações políticas empenham-se em procurar mostrar o quanto são capazes para justificar a escolha nas eleições de 5 de Setembro de 2008.&lt;br /&gt;Seja quem vencer, a verdade é uma: todos os angolanos são vencedores, pois basta ver a tranquilidade como decorreu a campanha. Hoje de manhãzinha, ao descer para o Centro da cidade, me emocionei ao ver, nas ruas de Luanda, bandeiras do MPLA juntinhas as da UNITA…Viva a paz!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-548404815751139457?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=5d1369c2f5ec607e&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/548404815751139457/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=548404815751139457' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/548404815751139457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/548404815751139457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/09/viva-paz.html' title='Viva a paz!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/SL4xDKQ_OHI/AAAAAAAAABo/gTB7pnPArJ4/s72-c/paz.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-8781951656692665520</id><published>2008-08-23T23:54:00.000-07:00</published><updated>2008-08-23T23:55:05.086-07:00</updated><title type='text'>Quem aceita Jesus?</title><content type='html'>Nossa Senhora Aparecida, no Estado de Minas Gerais, Brasil, era um bairro de gente simples com muitos brancos, negros e mestiços. Funcionários, operários de construção civil, vendedores e empregados. Algumas ruas eram asfaltadas e outras calçadas de pedra. A casa onde morávamos ficava no término dos autocarros daquela linha. A cerca de 20 metros havia duas cantinas e um orelhão (telefone público). O bairro Nossa Senhora Aparecida fazia fronteira com o bairro Santa Rita, Santa Cândida e Nossa Senhora de Lourdes. Era muita Santa à nossa volta.No anexo com o Sangueve, também vivia um capitão da Força Aérea Angolana chamado António. Um luandense do Bairro Rangel. Mais tarde viemos a saber que era apenas tenente. Estamos zerados, dizia o Sangueve. Estamos é zebrados! Sorríamos. Sorríamos... Na primeira semana, peguei, a título de empréstimo, em 100 dólares e dei-os a cada um deles. A alegria havia retornado. Dois dias depois, voltaram a pedir mais 100 dólares. Acedi. Semana seguinte pediram mais 100 dólares. Recusei. Dei-lhes apenas 50. Entretanto, os gastos eram compreensíveis, pois os meus companheiros tentavam atenuar a dívida do aluguer, melhorar a dieta alimentar, comprar roupa e diminuir o cansaço andando de autocarro.Do frango havíamos passado para carne, sobretudo de fígado de vaca. Voltamos a gargalhar ao lembrar os esqueletos de frango.Mas no mealheiro o nível de segurança baixava. Em menos de um mês estava apenas com 300 dólares. O ponteiro estava no vermelho. Para quem não sabia quando receber reforço de verba, a situação era realmente aflitiva.Como o quadro degradava-se a cada dia, decidi manter um encontro com os companheiros de caserna para a revisão da situação. Camaradas! Nós somos militares e temos que buscar soluções. Mas que soluções? Somos comandos desembarcados na profundidade do inimigo. A nossa missão é de alto risco.Não temos como receber apoio da retaguarda, devemos contar com os nossos próprios meios e capacidade de sobrevivência. Temos de aprender a pescar!O Sangueve acendeu um cigarro com indisfarçável insatisfação pelo diálogo que para si até aí era incompreensível. Esperei alguns segundos até a conclusão da primeira baforada e prossegui com maior acutilância. Como vos disse, a guerra em Angola não deixa espaço para vislumbrarmos um futuro de paz dentro de pouco tempo. As tropas do Governo desdobram-se no terreno para rechaçar o inimigo, mas a situação vai durar algum tempo.Sabem que o inimigo está bem municiado. Caxito, Catete... são zonas de guerra! Não temos como receber o dinheiro da bolsa dentro de pouco tempo. Temos de resistir. Todo esforço vai ser canalizado para a guerra. Esta é a verdade.A impaciência dos interlocutores empurrou-me precipitadamente para a parte principal do plano. Vamos procurar uma igreja. O falso capitão, sorriu numa alta gargalhada, levantou-se, abriu a porta e saiu, fechando-a atrás de si com alguma violência. A porta fechou-se e no caminho que nos unia apareceram pedras que cresceram e chegaram a pedregulhos. Para ele, eu era um doido, um exibicionista! Quem olha em várias direcções não avança! Concentrei o fogo no Sangueve. Queria convencê-lo. Fica calmo, nós vamos conseguir manobrar. Os chineses dizem que a arte da guerra é a arte da manobra. Vamos à igreja! Meu companheiro Sangueve manifestava-se relutante, argumentando que era católico desde os tempos de criança no município do Bailundo e não protestante. E eu contra-atacava. Quando a vida está em perigo, as soluções devem ter em conta primeiro a sobrevivência. Lá vais seguir todos os movimentos de levantar, fechar os olhos, assentar e ajoelhar. Fica calmo! Mas porquê que você não quer ir na Católica? ... Até fui baptizado pela Católica, mas ainda era criancinha, apenas tinha 2 anos. Então, vamos lá! Nem pensar! A última vez que pus os meus pés numa igreja Católica foi em 1993. Nem imaginas! O quê? Fomos corridos pelo padre! ... Hum, fizeram quê! Sabes que depois de 1975, após a proclamação da independência quase todos os jovens aderiram ao ateísmo científico. Aliás, era condição para ser-se militante do MPLA, mais tarde transformado em Partido do Trabalho. Todos queriam ser comunistas! Então, em 1991, familiares de um militar falecido queriam que se realizasse uma missa em sua memória na Igreja Sagrada Família. A plateia era composta maioritariamente por militares garbosamente fardados exibindo braços musculosos. Eram dos debraços!... Quando começou a missa foi uma desgraça. O diabo desceu? Não, nenhum deles sabia rezar o Pai Nosso e nem Ave-Maria . Nem ninguém sabia cantar as canções. O Padre sentiu-se solitário perante o cadáver. E enfurecido começou a amaldiçoar os presentes: O que é que vieram fazer aqui? São vocês que quando vivos não se preocupam em ir à igreja e fazem-no apenas na hora da morte. Vocês são oportunistas. Igreja não é loja onde se compra a fé. De nada adianta pedir a Deus que receba a alma de alguém que em vida foi carrasco do Senhor. Sem terminar a missa, pegamos no caixão e saímos apressados.O padre tinha razão. As pessoas só procuram a igreja quando têm problemas. Quando estão encravados. Eu não vou mudar de igreja agora. Epá Sangueve, então vai me fazer companhia para eu não ir sozinho. Vou pensar no teu caso...Apesar da dificuldade, consegui convencê-lo. Contribuíram para o facto, acredito, vários factores, entre quais o ser-se da mesma arma: a Marinha. Subimos paralelo ao rio Paraibuna em direcção ao Bairro Benfica, passando pelo Jóquei Clube, Parque de Exposições e admirámos os canhões expostos no Batalhão de Artilharia de Campanha.Conversávamos tranquilamente ora em português ora em Umbundo. Nessa última língua era apenas em ocasiões, quando era preciso rematar ou colocar ênfase no discurso. Chegamos ao destino por volta das 17 horas. Parámos perto do jardim do Benfica e encaminhámo-nos em direcção à Igreja Baptista. Mas o culto começaria apenas às 19 horas.Fizemos um raid de reconhecimento e buscámos um esconderijo por perto. Numa distância capaz de controlar todos os movimentos de entrada e saída do templo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-8781951656692665520?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/8781951656692665520/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=8781951656692665520' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/8781951656692665520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/8781951656692665520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/08/quem-aceita-jesus.html' title='Quem aceita Jesus?'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-8163399403714608712</id><published>2008-08-19T02:16:00.000-07:00</published><updated>2008-08-19T02:17:09.940-07:00</updated><title type='text'>Viva a paz! Viva a Democracia!</title><content type='html'>Em Setembro de 1992, era a primeira vez que iria votar. Tinha 29 anos! A ansiedade tomava conta das horas vespertinas. O sono foi coberto por várias pulgas. Muitas coisas estavam em jogo. Os Programas eleitorais haviam (des) vendado alguns pontos obscuros. A propaganda ajudava, mas também atrapalhava.&lt;br /&gt;A guerra, com suas dores e horrores, havia terminado há pouco tempo, há 18 meses. E os eleitores eram chamados para escolher quem os iria governar. Era como se os antigos contendores haviam repassado para o eleitorado o que não foi decidido no teatro operacional.&lt;br /&gt;Aguentei a fila várias horas. Vi o sorriso com que saiam os que haviam exercido o seu direito de cidadania na Angola Independente e animei-me!&lt;br /&gt;Já passava da hora do almoço, mas nem dei pelo ruído da fome. Quando chegou a minha vez, rezei para que tudo corresse bem, pois de algures já partiam mensagens de inquietações.&lt;br /&gt;Caminhei sobre o gume da navalha até a mesa de voto. E trémulo, procurei o partido e o candidato da minha preferência. Sem titubear, Xis num e Xis no outro!&lt;br /&gt;Quando depositei-o na urna ainda me questionava se não me havia enganado na hora do voto, tamanha era a responsabilidade e a tensão que pesava no ombro de cada eleitor.&lt;br /&gt;Dezasseis anos depois, volto às urnas mas mais tranquilo, calmo. Acabou o medo e as incertezas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva a paz! Viva a Democracia!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-8163399403714608712?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/8163399403714608712/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=8163399403714608712' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/8163399403714608712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/8163399403714608712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/08/viva-paz-viva-democracia.html' title='Viva a paz! Viva a Democracia!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-7591078528100717002</id><published>2008-08-19T01:32:00.000-07:00</published><updated>2008-08-19T01:35:11.396-07:00</updated><title type='text'>Mazungue é meu e ponto</title><content type='html'>Mazungue, o rio Gabelense que corre entre pedras, troncos e angústias. Adoptei-o como meu pseudónimo, aliás nunca tive outro. E os questionamentos surgiram: -&lt;br /&gt;- Por quê Mazungue?&lt;br /&gt;- É o rio da minha infância!&lt;br /&gt;Pois todos têm um rio correndo dentro de si. Muitos já o viram ao relento, mas poucos ouviram enternecidos a melodia das suas águas entre rochas. Ademais a cidade é sempre ruidosa e degradante. Passando por debaixo da cidade da Gabela, transporta as gorduras da modernidade e só lá mais em baixo se purifica e sorri. Não sei onde fica a sua nascente nem a sua foz. Dizem nascer na &lt;a title="Donga" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Donga"&gt;Donga&lt;/a&gt; - região a norte do &lt;a title="Amboim" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Amboim"&gt;Amboim&lt;/a&gt;, perto da &lt;a title="Gabela" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gabela"&gt;Gabela&lt;/a&gt; e desaguar no &lt;a title="Rio Silo (ainda não escrito)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Rio_Silo&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;rio Chilo&lt;/a&gt;, que por sua vez desagua no &lt;a title="Rio Cuvo (ainda não escrito)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Rio_Cuvo&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;rio Keve&lt;/a&gt;, na região da &lt;a title="Binga" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Binga"&gt;Binga&lt;/a&gt;, desaguando este no &lt;a title="Oceano Atlântico" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Oceano_AtlÃ¢ntico"&gt;Oceano Atlântico&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Sei apenas que ele ornamentou as nossas brincadeiras e arrefeceu-nos do calor das correrias no capim das margens. É dele os bagres e cacussos que ajudavam a vencer a rotina pesada da cozinha feita de funge com feijão.&lt;br /&gt;O mergulho no rio virou desporto para gente ribeirinha como as do Pange e Londa. Suas águas irrigavam no cacimbo as hortas fertilizadas com excrementos de cabras e excitava na memória das lavadeiras o sabor do canto da última farra.&lt;br /&gt;Ouviu e guardou lamúrias de amores desavindos, paixões proibidas, traições e declarações de enamorados.&lt;br /&gt;O Mazungue é o confidente, amigo, camarada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mazungue é meu não o partilho com mais ninguém. Me desculpem, mas ser fã tem esse quinhão possessivo. E ponto!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-7591078528100717002?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/7591078528100717002/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=7591078528100717002' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/7591078528100717002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/7591078528100717002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/08/mazungue-meu-e-ponto.html' title='Mazungue é meu e ponto'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-6932732175268159017</id><published>2008-07-20T16:01:00.000-07:00</published><updated>2008-07-21T02:13:00.684-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bolseiro'/><title type='text'>Aventura em terras de Minas!</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Após a chegada à cidade de Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil, procurei montar o quarto. Como sobrava pouco dinheiro, pesquisei móveis mais baratos. Sozinho peguei num táxi no Bairro Manuel Honório para ir até ao Calçadão trocar duas notas de cem dólares. O motorista entrou pela avenida Rio Branco, atravessou a Rua dos Andradas, subiu a Barão de Cataguases e pegou a Olegário Maciel. Não conhecia nada, por isso não desconfiei. Desceu a Padre Café, a Avenida Independência e só depois chegamos à Rua Halfeld, vulgo Calçadão. Foram mais de 30 minutos de viagem, num circuito que gastaria apenas cinco. O taxista prolongou a viagem para amealhar mais uns trocados, pois havia descoberto, eu era estrangeiro. Troquei os 200 dólares, um dólar valia um real. Calmamente, parando aqui e acolá para admirar as vitrines, caminhei em direcção ao Mergulhão, uma passagem inferior em cima da qual estava a linha do comboio. Perto do Largo Riachuelo, agarraram o meu braço e fui cercado por quatro mulheres de meia-idade. Preparei as unhas e os dentes para a luta. Uma delas, a mais novinha, sorriu para mim e afagou a minha mão esquerda. Desarmei. Eram ciganas. Leram a minha mão. Disseram que eu não era da cidade. Certo! E que havia uma mulher que me amava muito. Talvez! Ouvi desconfiado e de cara franzida. Queria logo sair daí e correr. Mas correr para onde?&lt;br /&gt;Sempre com sorriso, a cigana sem soltar a minha mão, prometeu fazer uma oração para dar-me sorte, mas antes pediu que retirasse tudo que tinha no bolso. Assim me livraria do fardo que transportava. Ingénuo! Tirei o que tinha no bolso direito já que ela segurava o braço esquerdo. Sorte minha! Num gesto rápido, ela pegou o conteúdo retirado do bolso. Entrei em pânico. Eram os cinquenta Reais! Avancei em posição de ataque. Ela juntaram-se num cacho e uma dela simulou gritar por um agente da polícia. Sem saber se gritava ou chorava ou as duas coisas simultaneamente, fiquei a olhar impotente o movimento da urbe mineira. Dia seguinte, na companhia do Sangueve, com o dinheiro que sobrara, comprei a cama, o colchão e o cobertor, tudo no bazar da Pechincha. Fui atendido por uma moça negra chamada Maria José. Você é nigeriano? Não, angolano. Ah, tá! Vão ficar aqui muito tempo? Sim. Ok. Tá morando onde?... E deu seu número de telefone. No estabelecimento havia de tudo: aparelhos de rádios e TV, móveis, vasos, pratos, roupas, enfim. Uma infinidade de objectos quinquilharia para todos bolsos e gostos. Fiquei feliz com o preço. O Sangueve foi buscar uma carroça puxada a cavalo. Meu amigo parecia um artista de cinema de pé sobre a carroça. Como se estivesse a inspecciona-lo, admirei o cavalo grande e castanho. Batia os pés no asfalto e agitava a cauda preta afugentado os insectos. As viseiras chamaram a minha atenção. Para quê serviam? Para o bicho não mudar de direcção atoa. Explicou o proprietário. Se olhar em várias direcções ele não caminha directo, não avança. Fiquei pensando nas suas últimas palavras, enquanto subíamos lentos o morro com os móveis em direcção a casa. Quando se olha em várias direcções não se avança! Tive pena do animal. Tinha o rosto triste. Quando é que uma mula sorri? Talvez quando se vinga dos homens sujando a cidade de asfalto com as suas fezes esverdeadas. Ou então, quando consegue jogar o seu algoz para o chão. Pois vida sem riso é dor!&lt;br /&gt;Montamos a cama e aguardei a noite chegar. É sempre boa a estreia. A noite chegou, mas não acreditei. Fiquei sem dormir. Foi uma noite longa, porque as pulgas e percevejos não deixaram. Sem dinheiro para as novas compras tive de aprender a conviver com elas durante quase um ano. Uma coexistência penosa. Dois dias depois, a Maria José ligou para o telefone público. Queria falar com um dos angolanos que moravam ali perto. Foram logo chamar-nos. Todos saímos a correr. Primeiro, o António, a seguir, o Sangueve e eu no fim da fila. Estão chamando por um cara angolano! Será o António? O mensageiro branco mostrou-se indeciso. Sangueve? Não! Respondeu com convicção! Augusto? Isso, é ele mesmo. Meu coração tremeu. Quem seria? De Angola, não é possível!... Peguei o auscultador com cuidado como se ele mordesse ao mínimo gesto. Alô, é Augusto!.... Siiim! O coração trabalhava assustado. Aqui é Maria José, do Bazar da Pechincha! Ah, sim! Você não ligou até hoje!... ...Hum! Vamos passear um pouquinho hoje a noite? Hoje a noite? A que horas? Oito da noite! O quê? Às oito horas vou estar na Faculdade! Dezoito, dezanove e vinte. Vinte horas! Entendeu? Yá. Beijo. Tchau. Nunca recebera tanto beijo, pena que era só ao telefone. No encontro, ela já traçava planos para o futuro. Quando é que teu dinheiro vem? Fingi que não tinha ouvido. Ela com esperteza prosseguiu sem se importar com o meu silêncio. Sabia que atacaria no flanco. Eu estou muito apaixonada por você, rapaz! Vou te fazer feliz. Você não tem filhos? Eu nunca tive marido nem filhos. Você é um cara legal, atencioso... Sempre sonhei ter um cara assim… dentes lindos!... Hum!... Vamos arranjar a nossa casa, comprar mobília como aquela. E apontava para uma montra.&lt;br /&gt;O coração agora tremia. Olhei indiferente para as montras, esperando a hora da despedida. Não é aqui no tal Brasil que andam falar, hum?!... Perto do Supermercado Bretas, parámos antes de atravessar para o lado do Shopping Santa Cruz. Passou um autocarro do Bairro São Pedro. No parque, vultos se movimentavam no ambiente semi-escuro. Isso aí é uma zona. Zona? Sim. Você em Angola não tem zona, não? Temos. Pensei longe. Lá cada um tem a sua zona. É mesmo? Eu também tenho a minha, onde nasci... Como assim?! Desconfiada e surpreendida. Ué, você nasceu numa zona? Sim. Chama-se Gabela. Quibela? Não, Gabela. Quibela. Estava perder a paciência. Zona é terra onde a gente nasce. Cada um tem sua aldeia. Respirou de alívio e abraçou-me. Pensei que fosse... Fosse o quê? Zona p’ra gente é lugar onde ficam as quengas. Quengas? Sim, mulheres da vida. Ah, as putas? Sorriu, sorriu. Afagando-me a cabeça com ternura. Com indícios de nervos ainda mal disfarçados na voz, perguntei: E aqueles homens que estão com elas? São clientes ou então gigolôs. Acompanhante, protector. Aié? Mas tem também homens trabalhando. Tem mulheres e homens da vida. Trabalhando a esta hora? Esta é a hora que tem mais clientes. Clientes? É, a esta hora a zona fica, assim! A mensagem foi codificada com os dedos da mão esquerda abrindo e fechando em cacho. Tem gente que não gosta de mulher. Na África também tem bichas? Tem sim! Com o socialismo, surgiram muitas bichas à entrada de supermercados e restaurantes. É mesmo?! As pessoas chegavam à madrugada e só saiam de lá no dia seguinte. Que isso, cara?! Como nem todos os dias são santos, muitos regressavam sem conseguir nada. Sei, tem isso também… Aqui, me diga uma coisa. O socialismo é bom? É, tem algumas coisas boas, mas o terrível é enfrentar as bichas. Na luta, algumas vezes se quebravam os vidros da montra. Muita gente ficava ferida. Nossa, tudo por causa das bichas? Tudo. Que isso, rapaz?! Na África também tem lâminas. Hein?... Gente que é lâmina! Comecei a ficar com medo. Lembrei-me de um filme onde uma mulher degolava as suas vítimas com uma lâmina que escondia por debaixo da língua. Não tem nada a ver! Lâmina é homem que gosta de mulher e também de homem. E lâmina porquê? Porque corta dos dois lados, bobo. Ah!... Não gostei da última palavra, mas escondi a minha insatisfação numa gargalhada. Baby, você só gosta de mulher, né?!... Desmanchei-me num sorri. Mas o volume das carícias e o andar sempre abraçado me sufocavam. Me senti amarrado sem espaço para o voo. Vamos embora! E sempre me abraçando, junto do Directório Académico, subimos no autocarro Santa Rita e na brisa fria da noite o meu pensamento ancorou na “zona”. Já viu alguém nascer numa zona? Cheguei a casa a sorrir. Dia seguinte, um homem negro que prestava serviço no Bazar alertou-me do perigo que corria. Oh negão, esta muher tem homem. Ela tem uma fiha com um cara de um metro e oitenta. Não pisa na bola com o cara. Vai te fazer bagaço, negão. Bagaço?! Azar. Corri e busquei refúgio, no Bairro Nossa Senhora Aparecida. Cheguei ofegante. É o quê mais? Não é nada, é só correr mesmo. Corpo são, mente sã! Ah, pensei que te correram. Eu? Nem pensar! Estais me estranhando! Não ouviste hoje de manhã no programa do Márcio Augusto, da Rádio Solar AM. Disseram o quê? Hoje não é um bom dia para o teu signo. Como assim? Peixe, deves estar atento com as coisas ao seu redor e ser muito prudente, porque algo de horrível poderá acontecer na sua vida. Sangueve, se ficares a ouvir estes gajos, nunca serás feliz. É mesmo! Se ficares atento vais ver que o signo de Peixes nunca tem uma previsão boa. Ora porque cuidado com dinheiro, ora porque o seu astral está em baixa. Eh, estamos mal! Também, vamos cuidar de dinheiro que não temos!... Aquário é prisão de peixes e gaiola de pássaros.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-6932732175268159017?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/6932732175268159017/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=6932732175268159017' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/6932732175268159017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/6932732175268159017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/07/aventura-em-terras-de-minas.html' title='Aventura em terras de Minas!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-2748368471081328534</id><published>2008-07-20T04:52:00.000-07:00</published><updated>2009-12-22T05:24:56.262-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>O assobio de Teta Lando</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225095326743992450" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_detAoyAzr6k/SINEhBQhGII/AAAAAAAAAA0/Pl3CpvOqK2c/s320/teta_lando1.jpg" border="0" /&gt;Aos primeiros acordes, o silêncio desce sobre o relvado do Estádio da Cidadela e logo depois explode em estonteantes aplausos, que ensurdecem a plateia. Na sinfonia, a voz suave brota calmamente entre os instrumentos e hipnotiza a audiência.«Domingo vou fazer um funge,Como fazia aquele velho na SanzalaA sombra da mulemba vai ser a sala na sanzala…»O sol se escondia no horizonte com seus lilases e alongava a sombra dos edifícios sobre o cenário. Sob o dedilhar dos fios do violão, o coração estremece de amor convertido em canção.«Eu vou fazer um Semba para dedicar à LembaVai ter Ungo e QuissangeVai ter Marimba de MalangePara encontrar a harmonia…»Era Alberto Teta Lando! As lágrimas e os apalusos salpicaram toda a sua actuação no Fenacult. Estávamos no ano de 1989. Jamais me esqueci daquele momento!Emocionado, apertei contra o peito a arma AKM que transportava e chorei. A Cidadela estava engalanada. Não havia espaços vazios nem pausas na torrente de emoção. Tudo era cor e alegria. Era um ambiente transcendêncial.Como aluno da Escola Político-Militar Comandante Jika, em Luanda, havia acabado de participar na apresentação de quadros humanos. Foram três meses de ensaios orientados por uma instrutora coreana. Ainda me lembro!...O Fenacult ocorre meses depois do fracassado Acordo de Gbadolite, que teve lugar em Junho de 1989, na República do Zaire, sob mediação do presidente Mobutu Sese Seko.A guerra fratricida voltava a traçar o seu rasto de dor e sofrimento! A alegria vespertina havia se transformado em tragédia. Em cada coração o sabor acre da desilusão.Feito arauto, Teta Lando chega exactamente nesse momento em que a nação, cansada de anos de conflitos, se esforçava para estender a ponte para a paz e a concórdia entre os irmãos desavindos.Portanto, era simplesmente irresistível a mensagem que Teta Lando trazia no seu regresso ao País, depois de vários anos de exílio em França. Ele chegou na hora certa e abriu-se para o amplexo abraço.«Vamos falar da terra,Vamos esquecer a guerra,Vamos ter uma só voz,Vamos ficar entre nós,No meu funge de Domingo,Avó Marica vai gostarAvó Ximinha até vai chora,Por nos ver juntos a conversar…&lt;br /&gt;Os nossos velhos vão gostar, vão gostar…&lt;br /&gt;As nossas mulheres vão deixar de chorar&lt;br /&gt;As nossas crianças vão gostar, vão sorrir…&lt;br /&gt;Os nossos mortos vão compreender então,&lt;br /&gt;Porque morreram afinal…&lt;br /&gt;A esperança vai voltar»A canção entrou pelos ouvidos e inundou os corações, animando a cadência da nossa marcha. E a profecia de Teta Lando se concretizava dois anos depois em Bicesse, Portugal.Ele cantou a saudade e prometeu voltar. E voltou para dar seu quinhão na reconstrução do país! Porque tinha a consciência de que todos éramos poucos para as tarefas ingentes de se criar o bem-estar social dos angolanos. As dificuldades de reconstruir um país dilacerado profundamente pelo conflito são imensas, mas é preciso arregaçar as mangas para a luta de todos os dias.«Angolano segue em frente o seu caminho é só um.Esse caminho é difícil, mas trar-te-á a liberdade»Para vencer as agruras do caminho, é preciso caminhar com amor, daí a necessidade de cada angolano amar o seu irmão. O amor supera qualquer dificuldade.No caminho para a modernidade, a identidade africana deve ser tida sempre como factor crucial que dá suporte ao projecto de desenvolvimento de qualquer nação. A cultura funciona como os faróis para a navegação. É a referência na assumpção da nossa verdadeira personalidade enquanto africanos. «Você é africana tem beleza natural, vai mostrar para todo mundo que essa tua carapinha é o acabamento de uma obra sem igual».Teta Lando deixa-nos a poucos dias da realização das segundas eleições legislativas marcadas para 5 de Setembro de 2008. Com certeza, o assobio de Teta Lando vai marcar o nosso compasso no labor de fazer de Angola um país melhor para ser viver!Por isso, mais do que chorar a dor da ausência, guardemos pois as lições que ele nos legou.«Angolano ame o seu irmão!A palavra de ordem é união»&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-2748368471081328534?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.esnips.com/doc/d37c476f-1e1f-47bc-9d7a-382188d48b92' title='O assobio de Teta Lando'/><link rel='enclosure' type='' href='http://www.youtube.com/watch?v=eWND1qWICro' length='0'/><link rel='enclosure' type='' href='http://www.youtube.com/watch?v=j6njuCBQUlA' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/2748368471081328534/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=2748368471081328534' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/2748368471081328534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/2748368471081328534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/07/o-assobio-de-teta-lando.html' title='O assobio de Teta Lando'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_detAoyAzr6k/SINEhBQhGII/AAAAAAAAAA0/Pl3CpvOqK2c/s72-c/teta_lando1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-3161133450558426702</id><published>2008-05-28T07:10:00.000-07:00</published><updated>2008-05-28T07:11:25.230-07:00</updated><title type='text'>Redacções frias, jornalismo virtual</title><content type='html'>Prólogo: Cresci a caçar ratos no Amboim, hoje sobrevivo a agarrar o mouse. Sou o mesmo, pois!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram 21 horas do dia internacionalmente consagrado à liberdade de Imprensa. Dois jornalistas, um fumador e o outro não-fumador, reivindicavam cada o seu direito. “Aqui é proibido fumar!”... A tensão subia e ameaçava transbordar. Este artigo nasceu, naquele dia, entre a ameaça e a fumaça.&lt;br /&gt;O fumador iniciava o seu texto, quiçá, abordando o silêncio dos profissionais e dos órgãos de imprensa em relação à data. De facto, é paradoxo propalar falta de liberdade de imprensa, quando no devido dia há apenas bocas soltas, nem debates, nem palestras em locais de trabalho e mercados, nem mesas redondas, etc.&lt;br /&gt;O não-fumador procurava entre os poucos textos disponíveis, o ideal para fechar a edição do dia. Talvez não consiga “vender” uma chamada de capa ao chefe de redacção. “Hoje não há nada. A edição está fraca!” Diz-se como se nada de importante tivesse ocorrido no dia. O fecho reúne em si a tensão, a azáfama e a angústia. Chicotadas psicológicas, Ismael Kurts&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8104590784339032032#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt; que não ganha a nenhum adversário, mas, com certeza, recebe o seu salário inteirinho com correcção monetária e tudo. O contribuinte-adepto espera resignado por golos, que ficam nos dribles do labirinto do pensamento. Dirigentes que claudicam com os cortes que rejuvenescem quarentões? A alternativa é fuçar na Net.&lt;br /&gt;Segui a briga a uma distância que permitia não perder detalhes da cena, nem me envolver nela. A briga acabou, tal como os cigarros terminam na borda do cinzeiro: sem fumo, apenas cinza, capaz no entanto de aquecer larvas de furacões adormecidos.&lt;br /&gt;Foi assim, que, de repente, me vi percorrer outros atalhos. Tempos em que as redacções eram campo de batalha, onde fervilhavam ideias, discussões, críticas, humor, anedotas e gargalhadas sob o metralhar das máquinas de escrever. Tempo do jornalismo boémio e romântico, de escritores, advogados e outros sonhadores politicamente engajados. Autodidactas ávidos e devoradores de livros.&lt;br /&gt;«Naquelas redacções de mesa única soava o estribilho monótono:” O jornalista nasce, não se faz”. Não havia computadores. O fumo e o calor faziam parte do cenário. Não havia escola de jornalismo. Como manual de cabeceira era recomendado o livro de um bom escritor (como Balzac) acoplado à imaginação e à criatividade no manejo da língua e à rapidez do dedilhar na azert.»&lt;br /&gt;“Há uns cinquenta anos não estavam na moda escolas de jornalismo&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8104590784339032032#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;. Aprendia-se nas redacções, nas oficinas, no botequim do outro lado da rua, nas noitadas de sexta-feira. O Jornal todo era uma fábrica que formava e informava sem equívocos e gerava opinião num ambiente de participação, no qual a moral era conservada no seu lugar. Não haviam sido instituídas as reuniões de pauta, mas às cinco da tarde, sem convocação oficial, todo o mundo fazia pausa para descansar das tensões do dia e confluía num lugar qualquer da redacção para tomar café. Era uma tertúlia aberta, em que se discutia a quente os temas de cada secção e se davam os toques finais na edição do dia seguinte. Os que não aprendiam naquelas cátedras ambulantes e apaixonadas de vinte e quatro horas diárias, ou os que se aborreciam de tanto falar da mesma coisa, era porque queriam ou acreditavam ser jornalistas, mas na verdade não o eram&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8104590784339032032#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;”. “Prevalecia então o elemento humano sobre a técnica” (Piedrahita, pág. 89).&lt;br /&gt;Hoje, os tempos são outros. O metralhar das máquinas de escrever é lembrança vaga. O pipocar do teclado dos computadores assenhorou-se do ambiente. As redacções tornaram-se menos barulhentas, não só pela ausência das “Olímpias”, mas também porque o perfil dos profissionais foi alterado. Longe vai a década de 60, caracterizada pelo ideal revolucionário. Che e Marx eram estandarte! Hoje, as discussões gravitam em torno do desporto, personagens de novelas, modelos de automóveis...! De política? “FECHE A PORTA! AR CONDICIONADO”!&lt;br /&gt;Hoje, à entrada de todas redacções do mundo encontramos esse aviso. É o mais recente e vem juntar-se ao mais antigo: “PROIBIDA A ENTRADA DE PESSOAS ESTRANHAS!”. O mais cassule deles é o “PROIBIDO FUMAR!” Até parece que as redacções de hoje se transformaram em espaço de proibições. Só falta “SILÊNCIO, ESTAMOS A NAVEGAR”. Então, jornalismo não é o contacto com a vida palpitante da rua?!&lt;br /&gt;Já não se fazem profissionais como antes. O consumismo superou o desejo de perseguir a verdade e mudar o mundo. Acabou a utopia. O repórter chega à redacção e esboça satisfação ao confirmar na agenda a ausência do seu nome. E não reclama se não for agendado durante toda uma semana. Fica feliz com isso. Encaminha-se para um computador, consulta o seu correio electrónico. Acessa o MSN e convoca a sua turma para o habitual bate-papo. Tem amigo(a)s e namorado(a)s virtuais e é com estes que ele se empenha em comunicar.&lt;br /&gt;O contacto com o colega real é feito de forma indiferente. O aperto de mão é frio, assim como o olhar. Parece angustiado!&lt;br /&gt;Quando chamado pela reportagem, o repórter recebe a missão. Não faz perguntas, não tem curiosidade sobre o assunto que vai reportar. Não procura por background. Pega na bolsa e embarca na viatura. Ao longo do trajecto, diverte-se a ouvir música e a ver o trânsito caótico da cidade. Nem repara nos buracos que vão surgindo na estrada, no lixo amontoado em cada esquina ou nas brigas comuns de criancinhas por um pedaço de pão. Resultado: chega ao local sem pensar sequer na pauta, que não raras vezes nem lhe foi proporcionada. Vêm depois as perguntas disparatadas: “Como é que a viúva se sente?” “Como o senhor se chama mesmo?” Ou então fica-se pelo evidente ou pelo despropositado: “Está feliz por ter recebido esse prémio?”&lt;br /&gt;Não sabe tirar notas e morre de amor pelo gravador. As apurações ficam barrigudas&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8104590784339032032#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt;. Contenta-se com pouco. Não é persistente e não tem ambição. Erra o nome do entrevistado ou da empresa. De volta à redacção, nem sequer consegue dizer ao editor o assunto que cobriu. Enquanto escreve a reportagem, bate papo no MSN, lê, responde e encaminha emails... é incrível a capacidade de executar várias tarefas simultaneamente. Há quem ainda consiga jogar e atender o telemóvel!!!&lt;br /&gt;Os manuais ensinam que o lead deve ser atraente e capaz de captar a curiosidade do leitor, do primeiro ao último momento. Nada de parágrafos intermináveis. Frases curtas. Ordem directa e voz activa. Como falar em proximidade, se anda a milhas? Agressividade e repercussões nem pensar, isso é coisa doutro tempo. Está relaxado. Começa a matéria de forma frouxa e termina desgraçadamente. Não há sugestão de título! A auto-censura logo o converte em especialista da press house. Galanteia a fonte e o leitor que se dane! – “Graças a Deus, o público não engole qualquer coisa!”&lt;br /&gt;Depois entrega a matéria ao editor e sai. Não quer saber da edição. Dorme descansado com a convicção de ter assinado o seu melhor texto. No dia seguinte vem a surpresa. A matéria não foi publicada. Ou mudou-se o lead ou então o editor preferiu o texto da agência de notícias. Sente-se injustiçado, perseguido. O bolor nasce sobre as relações. “O editor não gosta de mim!”&lt;br /&gt;E outro? É ainda estagiário, mas já anda de ego inflamado, como se fosse um veterano coleccionador de títulos e prémios. O editor queima pestanas a “desminar” a sua matéria. Das 100 sugeridas, aproveita apenas 30 linhas. E faz a “tradução” do texto para português. No dia seguinte, ele diz para o editor que no seu texto apenas foi alterado o título (...).&lt;br /&gt;Chega o mês de Junho. O frio vai aumentar. Agora é que vai hibernar mesmo! O público espera. Como pode o leitor ter notícias sobre o bairro, a cidade e o país, se quem está mandatado para o informar, desconhece até o que se passa do outro lado da rua? Se está mais preocupado em ver fantasmas onde eles não existem? Ou se considera que, por ser jornalista, os demais seres humanos gravitam à sua volta? Prenda ao diploma, a intrepidez dos antigos profissionais, meu caro! Olhe a sua volta! Não há tréguas em jornalismo!&lt;br /&gt;- Chamem o técnico, a Internet caiu!&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8104590784339032032#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Treinador brasileiro que esteve ao serviço da selecção angolana de futebol, em 2003. Durante a vigência do seu contrato, a selecção raramente venceu até adversários reconhecidamente mais fracos.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8104590784339032032#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; A primeira escola de jornalismo foi fundada em 1908, na Universidade de Missouri. Não obstante, a que alcançou maior fama foi a Garduate School of Journalism da Universidade de Colúmbia, cuja ideia se deve a Pulitzer.  Parabéns ISPRA  por tornar realidade o sonho de muitos jornalistas angolanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8104590784339032032#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; MÁRQUES, Gabriel Garcia. Jornalismo: a melhor profissão do mundo.Disponível em http:/www.google.com.br.Acesso em 30 de Abr.2002&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8104590784339032032#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; Matéria mal apurada&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-3161133450558426702?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/3161133450558426702/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=3161133450558426702' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/3161133450558426702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/3161133450558426702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/05/redaces-frias-jornalismo-virtual.html' title='Redacções frias, jornalismo virtual'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-1604185671504510304</id><published>2008-05-28T01:55:00.000-07:00</published><updated>2008-05-28T01:58:17.146-07:00</updated><title type='text'>Eu amo Angola!</title><content type='html'>Um telefonema inesperado faz reduzir a velocidade do carro e, em escassos segundos, o ponteiro desce de 100 para zero. Eram 15 horas e 30 minutos.&lt;br /&gt;- Tudo bem papai?... Olha papai, eu vou torcer p’ra Angola. Não vou torcer para o Brasil.&lt;br /&gt;Momentaneamente, um remoinho confunde tudo na azáfama do trânsito e seca as águas do Oceano Atlântico, que separam Angola do Brasil. Decanto as ideias, renovo, num longo suspiro, o oxigénio dos pulmões e desligo o rádio.&lt;br /&gt;Era a voz da Anna Júlia que falava a partir do Bairro Benfica, da cidade de Juiz de Fora - Minas Gerais Brasil. Lá bem distante, na cidade do poeta da “Idade do Serrote”, Murilo Mendes, e do presidente Itamar Franco. Não é o Benfica de Luanda, onde coincidentemente eu vivo e que também dista cerca de 30 quilómetros do centro da cidade. O Benfica de Minas fica na Rua Presidente Juscelino Kubicheck.&lt;br /&gt;Os Palancas Negras realizaram jogos amistosos antes do Dia D em que se vão defrontar com a selecção de Portugal. Acompanho os jogos pela Televisão, sofro e no final deixo-me ficar com a bandeira a bailar na mente. Vermelho, o Sangue de nossos Heróis. O Preto, a África, e o Amarelo, as riquezas de Angola.&lt;br /&gt;Foram quatro jogos para a preparação dos Nossos Heróis! Resultado: uma vitória de 5:2 contra um misto de Celle (equipa alemã), 0:2 contra os argentinos, 2:3 contra os turcos e 0:1 contra os americanos. Encolho os ombros e agasalho-me no conformismo.&lt;br /&gt;Mas esse telefonema reacende os ânimos e a tarde se torna colorida muito antes do crepúsculo chegar com os seus lilases. Anna Júlia nasceu no Brasil, tem 6 anos e decide torcer por Angola na Copa, apesar do Brasil também estar lá com todo o seu cordão de estrelas e favoritismo. Anna é filha de pai angolano e mãe brasileira. Ela nunca veio a Luanda, mas sente-se tão angolana, como as meninas que cantam o “ANGOLA AVANTE”.&lt;br /&gt;“Infeliz é a Nação que não tem heróis” escreveu Berlot Brecht na peça Galileu Galileu. Angola tem seus heróis, que encarnam o sentimento mais profundo das suas populações, a sua alegria. Depois de trinta anos de dores e de lágrimas, as feridas abertas pelo conflito no corpo e na alma dos angolanos, ainda não sararam em 4 anos. Só a brisa do tempo encaixará cada partícula no seu lugar e cobrirá as crateras que se abriram na memória. Sabemos que é preciso caminhar, semear amor sobre dor, o bem sobre o mal. Deixemos o bálsamo do amor cicatrizar as nossas chagas.&lt;br /&gt;Ainda se lembram? “Angola é e será por vontade própria…” Essa vontade persiste no sangue de angolanos e de seus descendentes. Angola já não é uma simples nação africana mergulhada numa guerra étnico-tribal, como cansamo-nos de ouvir durante anos.&lt;br /&gt;Por mérito próprio, Angola está na Alemanha entre as grandes nações do mundo. É incrivelmente, a Copa 2006 decorre na Pátria de um dos maiores dramaturgos do Mundo, Brecht. O autor de “Mãe Coragem”, “O círculo de giz Caucasiano”, “Aquele que diz sim e aqueles que diz não”. O homem do Teatro Didáctico e do Distanciamento.&lt;br /&gt;Angola vai enfrentar adversários potencialmente fortes. Com coragem, humildade e paciência vai conquistar o seu sonho. No campo, manterá o distanciamento do favoritismo dos adversários, pois, os jogos são resolvidos no relvado.&lt;br /&gt;Pela primeira vez, Angola está no mundial, tomo finalmente consciência do tamanho do feito. A ficha cai. Eis a realidade! O país vai estar na vitrine do mundo! Quando o apito soar no Domingo toda a Nação terá o coração suspenso e a respiração entrecortada.&lt;br /&gt;Geradores, rádios, pilhas, televisores e todos os meios que permitem acompanhar o espectáculo estão a ser “engatilhados”, diga-se, preparados para o grande momento. O país inteiro vai parar. Cada molécula do tecido vai contaminar-se com o clima de cada lance.&lt;br /&gt;- Filha, obrigado pelo carinho! Vamos torcer juntos por Angola. Viva Angola! - E do outro lado a mesma convicção e firmeza:&lt;br /&gt;- Eu amo Angola, Papai! … Viva Angola!- Viva! – Calmo, com a mente a oscilar entre a alegria e a saudade, retomo a marcha em direcção ao centro da cidade. Enquanto o carro desliza suave sobre asfalto do bairro da Samba, olho triunfante para as obras e o encanto agarra-se ao sorriso.&lt;br /&gt;Viva Angola!...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-1604185671504510304?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/1604185671504510304/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=1604185671504510304' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/1604185671504510304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/1604185671504510304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/05/eu-amo-angola.html' title='Eu amo Angola!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-2102356940803491654</id><published>2008-05-28T01:37:00.000-07:00</published><updated>2008-07-20T11:00:16.679-07:00</updated><title type='text'>Quase amor!</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Esquecidos da dor, caminhava descontraído entre as paredes frias da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora-Minas Gerais Brasil, quando, perto das escadas, cruzei com um grupo de meninas que vinha da Faculdade de Pedagogia. Olhei indiscriminadamente para o cacho de cabeças e cabelos, quando da multidão saltaram olhos que cruzaram com os meus. Parei, acalmei o coração descompassado e olhei de soslaio para as estudantes, que barulhentas gargalharam descontraídas.&lt;br /&gt;Suspirei e retomei a marcha amaldiçoando-me por não ter sido capaz de mandar parar aquele grupo de estudantes e retirado do seu seio a dona daqueles olhos que me encandearam, que me confrontaram. É essa timidez, é essa incerteza, que nos faz perder muitas oportunidades na vida! E quantas? Perde-se quando se tem tudo para ganhar.&lt;br /&gt;Entrei na sala e os meus pensamentos perderam-se na aula sobre literatura brasileira. A professora Marisa Timponi, inspirada, falava sobre o autor da “Idade do serrote”, Murilo Mendes. Depois “A Hora da Estrela” de Clarice Lispector, Cecília Meirelles, Guimarães Rosa, Jorge Amado... Quando falou de poesia... o meu coração voltou a bater acelerado.&lt;br /&gt;Pensei naquela menina, estreita, cabelos amarrados atrás da nuca, olhos cintilantes e um andar de gazela. Nos primeiros dias, ainda pensava nela, mas com o passar do tempo a menina perdeu-se entre bibliografias, fichamentos, resenhas, pautas, reportagens e edições.&lt;br /&gt;Esquecia-me dos seus olhos, quando, por acaso, voltei a cruzar com ela. Vinha da sua faculdade e se dirigia para a Biblioteca Central. Com a coragem a querer fugir-me entre os dedos, saudei-a. Tudo bem? Tudo. Já está na hora? É, né! Estava aberto o canal da comunicação. Apresentei-me e falámos alguns instantes, depois partiu apressada com o rosto banhado por um sorriso morno.&lt;br /&gt;Ao perde-se no horizonte, conferi, numa das páginas do caderno, o número do telefone. Ela é simpática e bonita. Uff... E rejuvenescido, engrenei a primeira a marcha.&lt;br /&gt;Na tarde do dia seguinte, liguei. Ela não estava. Que desilusão! A inquietação salpicou o sono. Sonhei que eu estava com ela a passear nas margens do rio Paraibuna. Com o seu sorriso mal saído da adolescência, jogava pétalas para a corrente e animava-se em vê-las sendo levadas pela água. Acordei agitado. Não! Não! não leva! Ó pai, mas o quê que se passa? Era o Sangueve, apercebendo-se da minha aflição. Nada, pai! Esta merda está difícil! É preciso coragem, pai. E voltei a adormecer.&lt;br /&gt;Noutro dia, voltei a ligar. Era ela! Trabalhava nas horas vagas numa floricultura e morava no Bairro Benfica. Vivia perfumada entre rosas, lírios, margaridas, campanhias e mal-me-queres.&lt;br /&gt;Ainda me lembro. O primeiro encontro foi na Rua Santa Rita. Caminhámos calmamente e num entroncamento parámos para tomar sorvete. Era a primeira vez que ela tomava sorvete de banana. Falávamos sobre várias coisas, enquanto subíamos a Rua Halfeild, vulgo Calçadão. O relógio da Prefeitura marcava 21 horas e a temperatura era de 18 graus. Sentámo-nos num dos bancos do Parque e sonhámos. Quando a beijei, senti o seu corpo tremendo levemente. E o bálsamo do amor irrigou o cérebro e afastou as dores causadas pelos atrasos da bolsa.&lt;br /&gt;O amor afinal é mágico! E na alcova de apaixonados cantávamos com Sandra de Sá a canção “Sozinho”:&lt;br /&gt;Às vezes no silêncio da noite&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu fico imaginando nós dois&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E fico ali sonhando acordada, juntando&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O antes, o agora e o depois (...)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-2102356940803491654?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/2102356940803491654/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=2102356940803491654' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/2102356940803491654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/2102356940803491654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/05/quase-amor.html' title='Quase amor!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-6432838927262138586</id><published>2008-05-27T05:55:00.000-07:00</published><updated>2008-05-27T10:32:58.720-07:00</updated><title type='text'>Gabela, uma paixão insaciável</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/SDwFJqdqRxI/AAAAAAAAAAU/YVM35oTLJBA/s1600-h/P1010052.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205040932909106962" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/SDwFJqdqRxI/AAAAAAAAAAU/YVM35oTLJBA/s320/P1010052.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na bruma das lembranças, emergem os tempos de aluno na Escola Primária número 66, Augusto Gil, na Gabela. Os colegas e as professoras, quantos deles ainda estarão vivos?&lt;br /&gt;Sei que a amável e dedicada professora Fernanda de Matos morrera anos depois de ter saído de Angola. Da Rosalina, minha paixão de infância, jamais ouvira falar. Tenho a obsessão de pensar que ela anda algures e já não se lembre do meu bilhetinho.&lt;br /&gt;Eu ainda me lembro do Rui, do Marciano, do Augusto Neto, do Carlos, Pedro Acácio e sua irmã Joaquina. Juntos desde o pré-Escolar, separamo-nos apenas em 1975, quando estudávamos a 4ª classe. Tinha eu 11 anos. A maioria foi para Portugal.&lt;br /&gt;Trinta e um anos depois do 25 Abril e 30 desde que deixei de ser cidadão português, finalmente viajo para Lisboa. Incrivelmente esperançoso!... Talvez reencontre um ex-colega por aí... Talvez. São esperanças envelhecidas, saudades humedecidas de um coração amolecido pelo cacimbo dos anos!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-6432838927262138586?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/6432838927262138586/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=6432838927262138586' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/6432838927262138586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/6432838927262138586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/05/gabela-uma-paixo_27.html' title='Gabela, uma paixão insaciável'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/SDwFJqdqRxI/AAAAAAAAAAU/YVM35oTLJBA/s72-c/P1010052.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-8720508068128331030</id><published>2008-05-27T04:36:00.000-07:00</published><updated>2008-05-27T04:38:55.874-07:00</updated><title type='text'>Desarmar é reforçar a confiança</title><content type='html'>Qual é o perigo de uma arma cujas balas são feitas de folhas de bananeira mascada? Sim, de bananeira!... Depois de mascada, as pequenas bolas eram introduzidas no cano feito com o caule de um tipo de árvore. Com ajuda de uma espécie de vareta de pau, a “bala” era levada até a outra extremidade do cano com cerca de 30 centímetros de comprimento. E de seguida, introduzia-se a segunda bola. Esta, empurrada pela vareta, aumentava a pressão do ar dentro do cano, expulsando a primeira bola. Como consequência, produzia-se apenas um barulhinho e libertava-se uma espécie de fumo. A bala não alcançava mais de 2 metros e o barulho não era ouvido a mais de 20 metros. Era apenas um brinquedo de crianças pobres, que não constituía perigo nenhum. Mas mesmo assim, era proibido.&lt;br /&gt;Quando foi lançada pelas autoridades governamentais a campanha de entrega voluntárias de armamento na posse dos cidadãos, várias lembranças de incidentes inundaram a minha memória.&lt;br /&gt;Lembro-me que até 1974, muitas pessoas desconheciam a existência de tanto tipo de armamento. Compravam fitas de câmara de ar na recauchutagem para fazerem as suas fisgas. Era com elas que caçavam beija-flores, rolas, guendentes e coles. &lt;br /&gt;Na cidade, admirados, espreitavam na montra de uma loja, que comercializava pistolas e caçadeiras. Queriam ter uma arma apenas para caçar perdizes e veados. Mas uma Pressão de Ar “Diana 28” já bastava para caçar rolas e pombos-verdes lá na fazenda.&lt;br /&gt;Mas tudo isso não passava de sonho, porque para comprar uma arma era preciso muito mais do que o simples desejo de possuí-la. Até simples imitações eram proibidas pelos adultos. Ai se te achassem a fazer algo que pelas características se aproximasse a uma arma verdadeira!... &lt;br /&gt; Só depois de 25 de Abril de 1974, é que as crianças, jovens e adultos do meu tempo tomaram contacto com as novas armas trazidas pelos movimentos de libertação. A atracção era grande e a curiosidade fez muitas vítimas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.            Um jovem saía da lavra com sua enxada, quando achou na berma da estrada um objecto do tamanho de um abacate. Também era verde! Por volta das 19 horas, reuniu a criançada no seu quarto para desmontarem o engenho. Este explodiu na hora matando mais de 5 pessoas.    Afinal era uma granada F-1.  Sangue e tecidos humanos salpicaram as paredes caiadas da sanzala da Boa-Lembrança e a dor e o luto espalharam-se em bairros do Amboim, como o da Londa, Pange, Culembe, Munguco, Condé e Boa-Entrada.&lt;br /&gt;2.            Certo dia, chovia, quando os jovens Tomás e  António faziam uma arma de pau, vulgo “mutimba”. Fizeram a coronha e finalmente montaram o cano feito com um tubo de canalização de água. Estava pronta para o primeiro tiro. Introduziram um cartucho de G3 no cano e da janela, Tomás empunhou a arma, apontou para a montanha e disparou. O eco prolongou-se na serra da Londa. Porém a velocidade da agulha percutora acabou perfurando o cartucho explodindo com o cano. Um pedaço de ferro atingiu o ombro direito do atirador. Em poucos segundos, do lado direito do corpo, a camisa e o calção estavam  cheios de sangue. O sangue jorrava como numa torneira. Aflita, a aldeia correu na chuva até ao Posto Médico do Pange. Ainda hoje, Tomás queixa-se de dores na região da omoplata.&lt;br /&gt;A lista de incidentes com armamento é enorme e, com certeza, cada um dos ouvintes tem a sua.&lt;br /&gt;Com a paz alcançada a 4 de Abril de 2002, tornou-se injustificada a existência de indivíduos armados sem que para tal estivessem autorizados. As armas devem ser entregues sem qualquer resistência. Então, não é a paz que todos nós queríamos? A paz não se constrói com armas escondidas atrás do armário ou debaixo da cama, nem andar com uma pistola no assento do carro.&lt;br /&gt;Nem sempre estar armado é sinónimo de estar mais seguro. Certo dia, um militar que gostava de andar sempre armado foi assaltado no portão da sua casa no bairro Benfica. Eram 21 horas. Não conseguiu reagir, pois qualquer gesto seria fatal. Mais tarde, os assaltantes foram detidos pela polícia. Valeu a pena, foi melhor assim!&lt;br /&gt;Por outro lado, a posse de uma arma pelo vizinho levanta sempre suspeitas e desconfianças.  Nunca se sabe qual é a verdadeira intenção do outro.&lt;br /&gt;Aliás, não é normal vermos gente armadas em cada esquina do bairro ou da cidade. A presença de uma arma indicia sempre uma situação de anormalidade. Entreguemos as armas e desarmemos as nossas consciências. Não é um país normal que todos os angolanos querem construir? Então, as  autoridades é que têm a responsabilidade e a obrigação de garantir segurança dos cidadãos. É por aí! Desarmar reforça o amor, a confiança e a concórdia entre os cidadãos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda estou a vir!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-8720508068128331030?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/8720508068128331030/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=8720508068128331030' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/8720508068128331030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/8720508068128331030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/05/desarmar-reforar-confiana.html' title='Desarmar é reforçar a confiança'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-3710047857616455413</id><published>2008-05-27T04:35:00.000-07:00</published><updated>2008-05-27T04:36:27.204-07:00</updated><title type='text'>Viva Março Mulher!</title><content type='html'>Ia e vinha da clínica pelo mesmo caminho: Avenida 21 de Janeiro e Hochi Min e vice-versa. A mãe, Conceição Francisco Durí, filha do velho Durí e da velha Ebo, na Gangula, depois de lhe ter sido diagnosticado um câncer nos intestinos debatia-se de tanta dor. Mesmo com sedativos mal conseguia pregar o olho. Pele ressequida cobria o que sobrava dos dedos, dos braços e do rosto. Enfim, tudo era apenas ossos. Aliás, fazia tempo que já não comia as refeições que as filhas e noras confeccionavam com tanto zelo. &lt;br /&gt;Apesar do sofrimento, aproveitava as pequenas tréguas da dor para sorrir. Não era o mesmo sorriso, daquele tempo bom de perfumes e temperos. Tempos vividos com saúde, fartura e sonhos. Tempo em que se desconhecia com precisão, onde ficavam órgãos como o coração, o fígado e o estômago e nem se calculava quanto esforço era preciso para se descer da cama. Mas era um sorriso carinhoso, de mãe para filhos, que mesmo crescidos eram por si considerados meninos, pequenas crianças. Era um sorriso de amparo para os órfãos que logo nasceriam. À tarde, ela recusou-se ir novamente à clínica, pois sentia-se muito cansada. Então, preferiu ficar na cama da dor.&lt;br /&gt;Foram seis meses de vaivém até que nesse mesmo dia, ela despediu-se. - Eram 22 horas.&lt;br /&gt;- A morte chegou!... - disse com dificuldade. - Essa noite não dormirei… fiquem bem e cuidem do meu ca…ssu…le… - Soluçou, soluçou, soluçou e partiu. Era dia 2 de Março! O dia dedicado à mulher angolana.&lt;br /&gt;Em Luanda, durante meio ano cruzei o Largo das Heroínas. Assim, perdi, na agitação da vida urbana, o número de vezes que me vi diante do Monumento dedicado às mulheres angolanas. Sextas e sábados vi vários noivos a jurarem fidelidade, a trocarem promessas de amor e felicidade. Momentaneamente a bruma de véus lenços e acessórios se sobrepunha ao meu drama.&lt;br /&gt;Deolinda Rodrigues e companheiras remetem como ícones para o mundo feminino, onde as mulheres enfrentam a opressão, a injustiça e a discriminação.&lt;br /&gt;Depois de ter seguido com o coração sobressaltado a odisseia das guerrilheiras angolanas, no Diário de Deolinda Rodrigues, compenetro-me ainda mais com a coragem, a abnegação e espírito de estoicismo demonstrados pelas mulheres que lado-a-lado com os homens se bateram pela conquista da independência de Angola.&lt;br /&gt;Na sexta-feira, quando passava pelo Largo das Heroínas, atraído pelo número de automóveis que engarrafava a Avenida, parei para saber o que se passava. Quatro noivos poisam para fotografia. Aproximei-me de um deles e quis saber por que haviam escolhido aquele lugar. Depois de um sorriso frio, o noivo respondeu: - Os padrinhos escolheram… E nós gostámos. - completou a esposa num sorriso insuspeito de muita felicidade.&lt;br /&gt;- Porque razão é que o dia 8 de Março é considerado feriado?&lt;br /&gt;- Sei que é feriado, mas… - disse titubeante o noivo.&lt;br /&gt;- Parece que morreram algumas mulheres… - salvou a noiva com prontidão!&lt;br /&gt;Contrariado, agradeci e parti enquanto meditava: Quantos sabem o significado do 8 de Março?&lt;br /&gt;- Em 8 de Março de 1857, as operárias de uma fábrica de têxteis de Nova Iorque entraram em greve ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias, que recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se deflagrara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. &lt;br /&gt;Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". O dia 8 de Março é, desde 1975, comemorado pelas Nações Unidas como o Dia Internacional da Mulher.&lt;br /&gt;Até chegar ao destino, cruzei-me com mulheres negras, mestiças, brancas, angolanas, estrangeiras, zungueiras, médicas, professoras, advogadas, funcionárias, desempregadas, mães, filhas, irmãs, primas, amigas e outras. Cada uma no seu passo feminino. Então compreendi, Mulher é poesia, é flor, é carinho, é amor, é mar!&lt;br /&gt;Meu orgulho é ainda maior, nasci no mês da Mulher! Sou de peixes, talvez por isso goste tanto do Mar!&lt;br /&gt;Ai mãe, que saudade! Sei que as mães nunca morrem. Estão algures intercedendo sempre pelos filhos. Vida, margaridas, rosas e dálias para elas!&lt;br /&gt;Viva Março Mulher! …&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-3710047857616455413?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/3710047857616455413/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=3710047857616455413' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/3710047857616455413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/3710047857616455413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/05/viva-maro-mulher.html' title='Viva Março Mulher!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-1430442876804561760</id><published>2008-05-27T04:34:00.000-07:00</published><updated>2008-05-27T04:35:09.322-07:00</updated><title type='text'>SAPATOS CASTANHOS</title><content type='html'>Há muito haviam sonhado comprar uns sapatos. A obsessão fez com que eles morassem no pensamento, até que um dia achei uma bicha na esquina de uma rua. Uma fila pequena e menos barulhenta, pois era dos responsáveis, de então.&lt;br /&gt;Da montra bem ajeitada, para a época, avistei uns sapatos. Parei e o coração palpitou. Os que usava já há muito reclamavam substituição e o sapateiro, cansado de os remendar, juntou-se aos apelos. Ora era o tacão que soltava-se, fazendo-me caminhar desequilibrado. Ora era o dedo menor que queria ver o sol e ora era a sola que queria ventilar os pés, deixando entrar a poeira.&lt;br /&gt;Suspirei inconformado. Fiquei no passeio a olhar. Um olhar perdido entre rostos suados do Sumbe poeirento. E aí acontece o milagre. Um dos funcionários cumprimenta-me. Era o tio Armindo! Sai da casca e sorri de satisfação. Aponto para a montra: os sapatos! Olha os meus pés com dó e compaixão, não sorri. Pede-me que voltasse num outro dia. - Mas quando? - Dentro de dois dias.&lt;br /&gt;Era terça-feira. Temia que partisse antes, mas não, a viagem estava marcada apenas para sexta. Esperei angustiado o passar das horas. Imaginei-me calçado e a gingar...&lt;br /&gt;No dia previsto recebi-os. Eram castanhos reluzentes, bonitos, nº 41. No lugar dos atadores, tinha uma fita que se afivelava no lado direito do pé. Aliviado e ansioso parti para casa. No caminho, demorei o olhar sobre a paisagem, sobre as gentes e sobre as coisas como se fosse aquela a última oportunidade dada a um condenado a pena capital. E com os olhos húmidos e sapatos castanhos comecei a odisseia.&lt;br /&gt;Em Luanda, eles foram meus companheiros. Na primeira semana, no Centro Instrução da Kazanga, não foi distribuída a farda nem as botas. Na ausência, eram os sapatos castanhos que me protegeram contra a areia quente da ilha. - Está formar! Está saltitar! Caiu! Para cima! Para baixo! Está rastejar! Levantou! Está correr!... Alinhou! …&lt;br /&gt;O sol, o sal e a chuva. E eles suportaram tudo até que certo dia foram rendidos pelas botas de borracha. Chamavam-nas "Macambira" em alusão, talvez, à fábrica de artefactos de borracha da Vila Alice.&lt;br /&gt;Os sapatos castanhos ficaram tristes sob o beliche. Pelo uso, o couro embranqueceu-se e todo ele ficou disforme, acentuando ainda mais a sua melancolia.&lt;br /&gt;Olhava-os com dó, mas tive de deixá-los para trás, já não cabiam na mochila. Tinham cumprido o seu ciclo. Agora, eram as botas de borracha que marcavam o compasso, depois vieram as de cabedal a completar o uniforme verde-olivo. E assim foram-se os sapatos castanhos nº41.&lt;br /&gt;A vida é um caminho. Ou seja, é como o rio que nasce na montanha e desce a encosta até ao mar-Kalunga. Caminhamos errantes para algures e na berma deixamos farrapos, esperanças, saudades, amores...ilusões. Quantas coisas que nos eram tão queridas ficaram para trás? Ai pai, mãe, filhos, amores, amigos...companheiros. Aqueles com quem partilhamos os momentos mais difíceis, dividimos um pedaço de pão, juntamos lágrimas, juramos lealdade e amizade. Aqueles com quem confidenciávamos e desabafávamos as nossas angústias e frustrações.&lt;br /&gt;Sinto-me num estado de nudez progressiva. Sem os sapatos do Sumbe e sem muitos amigos que me conheceram de verdade. Começo a ser um estranho, para muitos. Toda vez que alguém que nos é querido se vai, ficamos mais pobres, mais frágeis, mais solitários, mais infelizes. Ai que saudade!...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-1430442876804561760?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/1430442876804561760/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=1430442876804561760' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/1430442876804561760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/1430442876804561760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/05/sapatos-castanhos.html' title='SAPATOS CASTANHOS'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-3052394748772460468</id><published>2008-05-27T04:33:00.000-07:00</published><updated>2008-05-27T04:34:17.918-07:00</updated><title type='text'>Adeus Sumbe!</title><content type='html'>Era Outubro de 1981. Poucos minutos passavam do flash das 18 horas, quando a Emissora Regional do Kwanza Sul começou a divulgar a lista dos mancebos convocados para o Serviço Militar Obrigatório.&lt;br /&gt;A longa lista estava em ordem alfabética. Sentado na cama de ferro e o ouvido colado ao aparelho, o coração batia descompassado. Abreu (…) Adelino. António (…)&lt;br /&gt;A respiração tornava-se difícil. A urina pressionava. Era preciso ir a casa de banho improvisada, porém temia perder a oportunidade de ouvir o seu nome. Por isso, a opção foi a mais racional. Pegou no aparelho empoeirado e levou-o ao banheiro.&lt;br /&gt;Ao tentar descarregar a bexiga, acontece o que há muito temia: "Faz-tudo!" (…) Ao invés de só urina veio também fezes líquidas.&lt;br /&gt;Sai trôpego e entra no quarto de adobes no Bairro da Bumba. Não acredita no que acabara de ouvir. E agora? … Poisou o olhar sobre as paredes, onde a luz "azeite de palma" do candeeiro de petróleo se condoía com o momento. Ele parou o olhar na sua sombra achatada contra parede, deslizou sobre o fio feito guarda-roupas, onde pendurava as calças e camisas de fardo recém-compradas na Loja do Povo. Suspirou e acabou no manual de matemática da 8ª classe ainda aberto. Na véspera, exercitava sobre como resolver um sistema de equações. Vários eram os métodos: redução, comparação, substituição.&lt;br /&gt;Agora sentia-se reduzido a uma palha que flutuava no ar sem qualquer suporte. A comparação parece exagerada, mas era mesmo assim que ele se sentia: coração suspenso e a alma vagueando errante sobre mares tempestuosos.&lt;br /&gt;As alegrias das brincadeiras de infância, o humor, o sabor dos primeiros beijos nas esquinas do bairro foram substituídas pela angústia que o sufocava.&lt;br /&gt;Saiu do quarto e do alto do morro da Bumba avistou a cidade. Estava uma noite linda, prateada pelo luar. Queria despedir-se do Sumbe, seu recanto onde escondia sonhos, amores e desamores. Mas não viu as luzes, nem percebeu o silêncio frio do cemitério e nem o ribombar das ondas do mar.&lt;br /&gt;Entrou para o quarto e arrumou a pasta para a viagem. A partida aconteceria dentro de dois dias. Duas calças, uma camisola, duas camisas, escova de dentes, pasta dentífrica, um caderno e lapiseira, toalha, um lençol e chinelos.&lt;br /&gt;Esticou-se na cama de barriga para cima e olhos perdidos no tecto. Imaginou-se soldado. E adormeceu. Sonhou que estava entre os demais fardado e armado, como aqueles que na véspera da independência passavam na sua aldeia a caminho da frente de combate. O cheiro da farda molhada contagiava-o.&lt;br /&gt;Acordou incrédulo. Continuava a não acreditar no rumo que a sua vida tomara inesperadamente. Deixaria, o pai, a mãe, os irmãos e os amigos. Com 8ª classe por concluir, abandonaria o seu primeiro emprego na Delegação Provincial de Finanças do Kwanza Sul. O sonho de formar-se em Economia e ajudar o pai agricultor e mais tarde motorista da ETP acabou-se.&lt;br /&gt;A guerra subia de intensidade. O artigo 51 da Carta das Nações Unidas jamais conhecera tamanha divulgação. Todos eram chamados a empunhar uma arma para defender a pátria. "Cada cidadão é e deve sentir-se necessariamente um soldado". Cansados de fugir às rusgas e de enfrentar às restrições que ela provocava, muitos jovens decidiram partir.&lt;br /&gt;Por isso, era chegado a sua vez. Raspou o cabelo e no dia indicado partiu para o Centro de Recolha das Salinas. Não foi sequer despedir-se dos pais na Gabela, pois não queria assistir as suas lágrimas. Era o quinto irmão que partia e as notícias sobre o paradeiro destes eram escassas. Era preciso ser homem, para partir.&lt;br /&gt;Apesar da decisão de partir, por dentro era só dor: "Tenho saudade da minha mãe; quando lhe penso começo a chorar; ficarei assim, ficarei assim, ai… ai minha mãe"&lt;br /&gt;Das Salinas partiram de camião STAR para Luanda. Na carroçaria iam jovens imberbes como ele: Gando, Trindade, Lemos, Nunda, Van-dúnem, Chibi, Baptista, Joaquim Fortuna e outros. Na partida, cantaram e acenaram para o Sumbe, com sua gente, suas palmeiras e morros e alegrias.  Ai Gabela!!!&lt;br /&gt;Eram 19 horas, quando entraram na Base Naval de Luanda. A Unidade estava limpa e iluminada. Desembarcaram e aguardaram. Tudo os amedrontava. Gente forte ontem, apresentava-se hoje tímido e inseguro. "Recruta está abaixo do cão morto", gritavam os militares antigos, que rondavam as suas presas como abutres. Era preciso não se afastar do grupo.&lt;br /&gt;Depois de conferidos, em fila única caminharam para o refeitório. Carapau frito com arroz era o jantar. No dia seguinte, ocorre o embarque para o Centro de Instrução da Cazanga. Mário Jorge, Olindo, Quissanguela, Adriano, Pipino, Mateus, Baptista, Paixão… eram os novos chefes. Depois viriam outros com outras patentes, outros níveis, outras exigências!&lt;br /&gt;Nove da manhã de 30 Outubro de 1981. O bote de borracha sulcava as águas do Atlântico. Aué Kalunga!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-3052394748772460468?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/3052394748772460468/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=3052394748772460468' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/3052394748772460468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/3052394748772460468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/05/adeus-sumbe.html' title='Adeus Sumbe!'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-7742102260535994861</id><published>2008-05-27T04:17:00.002-07:00</published><updated>2008-05-27T04:33:20.768-07:00</updated><title type='text'>BEIJO TEAMO</title><content type='html'>BEIJO TEAMO! Digito a última mensagem e desligo. Quando suspensos no espaço, um colar de lembranças cerca a mente. Lembranças de vivências, amores, sabores, odores e horrores. A memória é inusitada tal como o mecanismo do sonho.&lt;br /&gt;Na bruma das lembranças, emergem os tempos de aluno na Escola Primária número 66, Augusto Gil, na Gabela. Os colegas e as professoras, quantos deles ainda estarão vivos?&lt;br /&gt;Sei que a amável e dedicada professora Fernanda de Matos morrera anos depois de ter saído de Angola. Da Rosalina, minha paixão de infância, jamais ouvira falar. Tenho a obsessão de pensar que ela anda algures e já não se lembre do meu bilhetinho.&lt;br /&gt;Eu ainda me lembro do Rui, do Marciano, do Augusto Neto, do Carlos, Pedro Acácio e sua irmã Joaquina. Juntos desde o pré-Escolar, separamo-nos apenas em 1975, quando estudávamos a 4ª classe. Tinha eu 11 anos. A maioria foi para Portugal.&lt;br /&gt;Trinta e um anos depois do 25 Abril e 30 desde que deixei de ser cidadão português, finalmente viajo para Lisboa. Incrivelmente esperançoso!... Talvez reencontre um ex-colega por aí... Talvez. São esperanças envelhecidas, saudades humedecidas de um coração amolecido pelo cacimbo dos anos!&lt;br /&gt;E cheguei a Portugal no dia da Europa. George W. Bush viajou até Moscovo para celebrar com Vladimir Putin os 60 anos do fim da II Guerra Mundial e a vitória aliada sobre os nazis. Houve lágrimas, flores e fogo de artifício.&lt;br /&gt;A guerra terminou há 60 anos. Foram milhares de vítimas causadas pelo maior conflito que a história conhece. O sonho de conquista de Hitler foi derrubado. E a lição ficou para as novas gerações. "Para que o mal floresça é apenas necessário que os homens de bem nada façam". O alerta é de Edmund Burke e vem na capa do DVD que conta o percurso de Hitler. "Hitler, A ascensão do mal".&lt;br /&gt;"A Ascensão do mal" começa por fazer o retrato da mente jovem e em desenvolvimento de um louco embrionário, acompanhando-o nos seus anos de formação e em como evolui no homem que explorou a nação, que apelou por um líder que pudessem seguir.&lt;br /&gt;Motivado pela raiva e distorcido pelo ego, Hitler luta num mundo que acredita dever-lhe algo, seduzindo a Alemanha numa dança macabra de rendição e controlo.." Lê-se ainda na sinopse do filme.&lt;br /&gt;Conservemos a história e olhemos a frente com amor.&lt;br /&gt;A vida é bela. O Rio Tejo confunde-se com o mar. Admiro as obras da Expo 98 e a ponte, mas fico momentaneamente triste. Quantas reguadas apanhei para aprender onde ficava este e outros rios... Esquece. "O que dói a gente esquece, o que é bom acaba".&lt;br /&gt;Mal cheguei a Lisboa, sai logo do hotel para passear desprezando o cansaço da viagem. O tempo é curto. Tenho de encomendar peças para o Opel. Vi africanos a trabalhar em obras, o trânsito e o comércio. Cansei de andar. Ademais, tive de atravessar barreiras erguidas pela EPAL. Não é a Epal de Luanda, mas a de Lisboa que jurou mudar 159 km de conduta. É dose! Voltei exausto e dormi sem jantar nem orar.&lt;br /&gt;Sem jantar, porque os meus dólares foram recusados. O dólar continua em baixa e o comércio não os aceita. 100 dólares valem apenas 73,50 Euros. Solução, encurtar a lista das compras... Mas isso é complicado para quem tudo é prioridade!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-7742102260535994861?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/7742102260535994861/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=7742102260535994861' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/7742102260535994861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/7742102260535994861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/05/beijo-teamo_27.html' title='BEIJO TEAMO'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-2195725978481855584</id><published>2008-05-27T04:17:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T00:03:57.466-07:00</updated><title type='text'>Memórias gabelenses</title><content type='html'>É Maio! As noites são frias e aconchegantes. “Nene-nene-nééne, minino não chora/Mamã foi no rio/Papá foi no campo.” Hoje, Quintino acordou com a sensação de estar a viver um dia diferente. Um dia embrulhando em fraldas dos seus tempos de infância. Alguma coisa iria acontecer na sua vida? Talvez sejam apenas pressentimentos: Estes que fizeram brotar nos lábios, assobio persistente, lembrando a canção de embalar, que os tempos modernos adulteraram adaptando-a às suas próprias necessidades existenciais: “Nene-nene-nééne, minino não chora/Mamã foi no zunga/Papá foi na guerra.”&lt;br /&gt;Os vizinhos olharam-no com dó: Está a ensaiar! Entre urbanos, assobiar é coisa de gente do mato. Estão cheios de preconceitos, mas à noite adormecem a olhar a televisão! São espectadores livres!&lt;br /&gt;Na baixa luandense, onde edifícios multicolores cercam o horizonte, Quintino espreitou numa montra e viu as pedras negras que cercam o Amboim, sua terra Natal. No passo húmido, percorreu as lembranças. O andar no caminho sinuoso coberto de orvalho da noite. As pernas molhadas e o cheiro à perfume de flores silvestres. O aroma do café maduro. A fogueira para afugentar o frio de rachar. A resistência ao deixar a cama quente. As mãos estendidas sobre as labaredas puxando o corpo gelado.&lt;br /&gt;Reencontrou na Nova Lembrança, velhos conhecidos. Velho Lourenço nasceu em 1922. Nas conversas, ele contava as coisas da sua mocidade, das farras, das partidas de futebol, que quase sempre terminavam em briga, e das conquistas amorosas.&lt;br /&gt;Quando os homens de hoje nasceram, o velho já tinha cabelos brancos. Todos os dias colocava o seu banquinho defronte à porta do seu cubículo de adobes e estendia as pernas para apanharem sol. Uma forma de afugentar o reumatismo. Uma ameaça que aumentava com a idade.&lt;br /&gt;Certa vez chamou-lhe. Quintino espantou-se quando ouvi ele a pronunciar o seu nome. Com passo tímido, aproximou-se até a uma distância que permitisse um recuo em segurança. Olho-o e ele estendeu os braços. Vem! Deu mais dois pequenos passos. E ele pegou-lhe na ponta dos dedos da mão direita e puxou-lhe calmamente para junto de si. Você não é o Quintino?!!!… Então, você tem medo do avô, hum?!!!&lt;br /&gt;Sem saber o que responder, o recurso foi morder a ponta da camisa suja, enquanto os dedos dos pés carcomidos pelos bichos-do-pé (bitacaias) procurava a coragem entre cascas de cana.&lt;br /&gt;Inspirou longamente, ergueu os olhos e viu através da íris azulada do Velho paisagens da antiga cidade da Gabela, antes feita de paredes de adobes e de pau-a-pique. Os seus olhos eram verdadeiros caleidoscópios!&lt;br /&gt;Quando jovem, trabalhou como carpinteiros em várias obras que enobrecem as cidades do Novo Redondo, Porto Amboim e Gabela. Lembrava-se de tudo. Do ano em que foi construída a antiga Câmara Municipal do Amboim, a construção do Caminho de Ferro e da Sede da Companhia Angolana de Agricultura (C.A.D.A), Boa Entrada.&lt;br /&gt;Do Porto Amboim, falou da rede de pesca e das ondas do mar. A guerra de Kandimba, o contrato e a perseguição aos filhos de Lumumba em 61. Quando Quintino ouviu sobre a Ilha de Luanda e das sereias apaixonadas por pescadores intrépidos, estremeceu.&lt;br /&gt;Depois, com uma dose de triste na voz, o velho contou da mulher falecida e dos filhos que hoje vivem algures em Luanda.&lt;br /&gt;Luanda é terra! – Disse sonhador!&lt;br /&gt;Depois da independência, trabalhara como motorista da ETP (Empresa de Transportes Públicos). O camião com que transportava café do Kwanza Sul até Luanda tinha o nº 121 nas portas. Era de marca Scania 111 importados novinhos pelo recém criado Governo da República Popular de Angola.&lt;br /&gt;Naqueles anos de 76, 77, 78, 79, 80… as estradas estavam boas e as viagens eram agradáveis. As estradas estavam boas? Sim! Os buracos foram surgindo com o aumento da intensidade do conflito militar.&lt;br /&gt;A sua última viagem a Luanda, ao volante do Scania 111, ocorreu em 1985. A ETP faliu e ele voltou a dedicar-se aos trabalhos do campo. Andava cabisbaixo! Chorava às noites ao lembrar o seu Scania 111.&lt;br /&gt;Anos se passaram desde a sua morte. Moradores do kimbo, que conheceram Luanda daquele tempo ao visitarem a capital partem impressionados. O número de carros aumentou. Agora as pessoas na capital não caminham cabisbaixo como no passado, hoje andam de nariz para cima. Por causa do lixo? Do lixo, nada! É por causa dos prédios. Estão a construir com cada prédios! Até outro dia vi um motorista que de tanto olhar na altura do prédio bateu atrás do carro que seguia à frente. Atraverssar a Avenida Marginal é dose. São carros que não acabavam mais. Com cada mulher com cabelo comprido que um gajo fica maluco! Fica maluco, mesmo! Por isso é que se vêem muitos homens falar e a rir à toa nas ruas de Luanda. Mas falam alto, gesticulam e sorriem…heheheheheehe! Ficar maluco não custa!…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-2195725978481855584?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/2195725978481855584/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=2195725978481855584' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/2195725978481855584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/2195725978481855584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/05/memrias-gabelenses.html' title='Memórias gabelenses'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8104590784339032032.post-7604713048158955924</id><published>2008-01-04T08:58:00.000-08:00</published><updated>2008-01-04T08:59:42.411-08:00</updated><title type='text'>Crônica: A Paixão de Ve</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A Paixão de Ve&lt;/strong&gt;&lt;a title="" href="http://by125w.bay125.mail.live.com/mail/EditMessageLight.aspx?Action=Reply&amp;amp;AllowUnsafe=True&amp;amp;ReadMessageId=109496a0-e32c-43fe-890a-555a79ee6d83&amp;amp;FolderID=00000000-0000-0000-0000-000000000001&amp;amp;n=1297484456#_ftn1" target="_blank" name="_ftnref1"&gt;&lt;strong&gt;[1]&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Augusto Alfredo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que se falasse em género, eu pensava em comida, sobretudo presunto, salchicha, coração e fígado enlatados, grandes novidades do tempo do Comércio Interno que vieram alterar o paladar acostumado a Kizaca(PRATO FEITO DE FOLHAS DE MANDIOQUEIRA), calulú(PRATO FEITO COM FOLHAS DE BATATA DOCE E PEIXE OU CARNE SECA) e funje (PIRÃO DE FUBÁ) com feijão.&lt;br /&gt;Depois a gramática ensinou-me que género também referia-se ao sexo: masculino e feminino. Cresci com estas duas noções, mas recentemente fui surpreendido. Afinal, existe também géneros do jornalismo. Tentei aprender, mas a mente baralhava-se entre o género-comida e género-sexo.&lt;br /&gt;Bom, tive de decidir. Género-comida já não existe, porque o Comércio Interno faliu. Quanto ao Género-sexo anotei: Assomel&lt;a title="" href="http://by125w.bay125.mail.live.com/mail/EditMessageLight.aspx?Action=Reply&amp;amp;AllowUnsafe=True&amp;amp;ReadMessageId=109496a0-e32c-43fe-890a-555a79ee6d83&amp;amp;FolderID=00000000-0000-0000-0000-000000000001&amp;amp;n=1297484456#_ftn2" target="_blank" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;, Amuja&lt;a title="" href="http://by125w.bay125.mail.live.com/mail/EditMessageLight.aspx?Action=Reply&amp;amp;AllowUnsafe=True&amp;amp;ReadMessageId=109496a0-e32c-43fe-890a-555a79ee6d83&amp;amp;FolderID=00000000-0000-0000-0000-000000000001&amp;amp;n=1297484456#_ftn3" target="_blank" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt; &amp;amp;... Com apenas dois géneros a coisa ficou mais clara: o do sexo e o do jornalismo.&lt;br /&gt;Numa altura em que a ocupação de fazendas brasileiras por parte dos sem-terras era manchete, o professor Renato exigiu um Editorial, que reflectisse o ponto de vista do Jornal em relação às acções lideradas pelo “Comunista Rainha”.&lt;br /&gt;Verónica, moça inquieta, apaixonada do tema sobre ética no jornalismo, célebre na crítica aos “salários africanos” pagos a jornalistas brasileiros e tida como irmã gémea da Regina Casé, da TV Glovo, protestou:&lt;br /&gt;- Sou a favor da invasões! A terra é para quem a trabalha.&lt;br /&gt;E argumentou até ao confronto. O professor Renato espumava de raiva:&lt;br /&gt;- O editorial é a opinião do dono do jornal. Isto é falta de profissionalismo! Que género de jornalista é você?&lt;br /&gt;- Feminino! – respondeu Verónica com ironia.&lt;br /&gt;- Qual é o seu número? – Gritou Renato, enquanto procurava o livro de chamada!&lt;br /&gt;- Singular&lt;br /&gt;- Você pensa que está em que grau?&lt;br /&gt;- Normal&lt;br /&gt;A turma aproveitou a chance e vaiou o professor que sorrateiro se escapou na porta entreaberta. Assim, passei  a saber os “Géneros do Jornalismo” e a “Paixão da Verónica”.&lt;br /&gt;Tamanha era a paixão da Verónica pelo Jornalismo, que levou-a a redigir no peito da camisola da turma um texto que vinculou colegas e professores do curso de jornalismo: “Se você ganha pouco, corre perigo, trabalha adoidado, vive estressado, fala dos outros e gosta aparecer... JUNTE-SE A NÓS!!! Jornalismo a gente sofre, mas a gente gosta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" href="http://by125w.bay125.mail.live.com/mail/EditMessageLight.aspx?Action=Reply&amp;amp;AllowUnsafe=True&amp;amp;ReadMessageId=109496a0-e32c-43fe-890a-555a79ee6d83&amp;amp;FolderID=00000000-0000-0000-0000-000000000001&amp;amp;n=1297484456#_ftnref1" target="_blank" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Crónica publicada no dia 16 de Dezembro de 2000 no Jornal de Angola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" href="http://by125w.bay125.mail.live.com/mail/EditMessageLight.aspx?Action=Reply&amp;amp;AllowUnsafe=True&amp;amp;ReadMessageId=109496a0-e32c-43fe-890a-555a79ee6d83&amp;amp;FolderID=00000000-0000-0000-0000-000000000001&amp;amp;n=1297484456#_ftnref2" target="_blank" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Associação das Mulheres Empresárias de Luanda (Assomel)&lt;br /&gt;&lt;a title="" href="http://by125w.bay125.mail.live.com/mail/EditMessageLight.aspx?Action=Reply&amp;amp;AllowUnsafe=True&amp;amp;ReadMessageId=109496a0-e32c-43fe-890a-555a79ee6d83&amp;amp;FolderID=00000000-0000-0000-0000-000000000001&amp;amp;n=1297484456#_ftnref3" target="_blank" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; Associação das Mulheres Jornalistas de Angola (Amuja)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8104590784339032032-7604713048158955924?l=augustoalfredo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/feeds/7604713048158955924/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8104590784339032032&amp;postID=7604713048158955924' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/7604713048158955924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8104590784339032032/posts/default/7604713048158955924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augustoalfredo.blogspot.com/2008/01/crnica-paixo-de-ve.html' title='Crônica: A Paixão de Ve'/><author><name>Mazungue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164687532195801565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_detAoyAzr6k/S9NuzC6ryBI/AAAAAAAAAIQ/D1HGalT9qyc/S220/Screen+shot+2010-04-23+at+21.55.28.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
